Em um momento leve e descontraído, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, anunciou nesta sexta-feira (09) as atrações do show em comemoração aos 65 anos do município. Enquanto saboreava um tradicional tacacá, o gestor revelou em suas redes sociais que a cantora Joelma será uma das grandes estrelas da programação festiva.
O aniversário da cidade contará ainda com apresentações de Silvânia e Berg, ex-integrantes da banda Calcinha Preta, além do cantor luminense Jeydson Araújo, reforçando a valorização dos talentos da terra.
A grande celebração acontece na próxima quarta-feira, dia 14, a partir das 19h, no Viva Maiobão. A expectativa é de casa cheia, com o evento prometendo reunir uma multidão para celebrar mais um capítulo da história de Paço do Lumiar.
As comemorações dos 65 anos do município não se resumem à música. A programação inclui uma intensa agenda de entregas, com inauguração de ruas pavimentadas, entrega de casas, implantação de playgrounds nas escolas da rede municipal, inauguração de quadra poliesportiva e a abertura de um restaurante popular, reafirmando o ritmo acelerado de trabalho da atual gestão.
“Vamos comemorar em grande estilo os 65 anos de Paço do Lumiar. É uma data histórica, que simboliza orgulho, trabalho e transformação. Temos muito a agradecer, especialmente pela parceria do amigo governador Carlos Brandão e do secretário Orleans Brandão, que têm sido fundamentais para que a gente avance, entregue obras e melhore a vida das pessoas. Essa festa é para o nosso povo, que merece celebrar tudo o que estamos construindo juntos em apenas um ano de mandato”, disse Fred Campos.

O potencial eleitoral de Orleans Brandão deixou de ser uma hipótese para se tornar um dado concreto no tabuleiro político maranhense. Consolidado junto à classe política, ele já aparece com cerca de 30% das intenções de voto, segundo pesquisas realizadas até o ano passado — um patamar expressivo para quem, até pouco tempo, era tratado apenas como quadro técnico do governo.
O dado ganha ainda mais peso quando comparado ao passado recente. Há quatro anos, Carlos Brandão sequer havia sido oficialmente confirmado como candidato do Palácio dos Leões, aparecia com dígitos modestos nas pesquisas e, ainda assim, venceu a eleição no primeiro turno. A história mostra que, no Maranhão, consolidação política e timing costumam falar mais alto que favoritismos prematuros.
Durante sua passagem pelo governo, Orleans construiu algo que seu principal adversário jamais conseguiu: diálogo permanente com a classe política. De vereadores da capital a prefeitos do interior, ele estabeleceu canais de interlocução, escuta e articulação — um ativo fundamental em qualquer eleição majoritária no estado. Eduardo Braide, por outro lado, segue “fechado em copas”, isolado politicamente e com dificuldades evidentes de ampliar alianças.
Com essa base já organizada, Orleans agora avança para a segunda etapa natural de qualquer projeto eleitoral competitivo: a popularização do nome. O movimento passa pelas redes sociais, pela exposição direta e pela associação cada vez mais clara com os resultados do governo Brandão, que mantém índices sólidos de aprovação.
Esse processo já começa a produzir efeitos. O eleitor, gradualmente, passa a associar a boa avaliação do governo ao rosto de Orleans, repetindo uma lógica que já se mostrou vencedora no estado. Se mantiver esse ritmo, o cenário não exclui a possibilidade de uma vitória ainda no primeiro turno, o que certamente contrariaria — e muito — a fan base de Eduardo Braide.
Advogados alegam direito à informação e solicitam acesso restrito a conteúdos jornalísticos
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele tenha acesso a uma televisão no espaço onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. O pedido prevê especificamente a instalação de uma smart TV, com acesso controlado à internet, para que o ex-mandatário possa acompanhar conteúdos jornalísticos.
Segundo os advogados, a solicitação tem como finalidade permitir que Bolsonaro assista a noticiários veiculados por emissoras tradicionais e plataformas digitais, como o YouTube, sem qualquer possibilidade de interação.
A defesa também faz questão de ressaltar que o acesso solicitado não inclui redes sociais nem qualquer tipo de comunicação ativa. Conforme o pedido, Bolsonaro permaneceria impedido de interagir com terceiros, direta ou indiretamente, mantendo-se o cumprimento integral das restrições impostas pelas decisões judiciais em vigor.

Nos bastidores do PT no Maranhão, cresce a convicção de que o melhor — e talvez único — caminho eleitoral para o partido em 2026 passa por uma aliança direta com o governador Carlos Brandão. A avaliação é pragmática e compartilhada por uma parcela expressiva dos petistas mais alinhados tanto ao Palácio dos Leões quanto ao projeto nacional do partido.
O cálculo é simples: sem o apoio da máquina estadual e de uma chapa majoritária competitiva, o PT corre sério risco de ficar sem representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Com Brandão, o partido acredita ser possível montar nominatas viáveis e garantir cadeiras. Fora disso, o cenário é visto como desastroso.
“As chances de fazer algum deputado com Braide são zero. Com Brandão, é mais fácil eleger nossos deputados”, resumiu ao blog do Sidinei Costa uma fonte petista considerada gabaritada, sob condição de anonimato.
Por trás dessa leitura, há ainda um movimento silencioso: Brandão trabalha para abrir espaço na chapa majoritária para um nome do PT ao Senado.
Seja um quadro indicado diretamente pelo partido, seja alguém chancelado pelo presidente Lula.
A sinalização agrada a ala governista do PT maranhense, que vê na composição uma forma de manter relevância política e institucional no estado.
Nesse contexto, o vice-governador Felipe Camarão segue cada vez mais isolado internamente. Sua tentativa de se viabilizar como candidato majoritário enfrenta resistência dentro do próprio partido, sobretudo entre aqueles que operam as nominatas proporcionais. A eventual aproximação de Camarão com o prefeito Eduardo Braide (PSD) é vista como um risco eleitoral alto, especialmente para deputados estaduais e federais.
A leitura predominante no partido é dura: uma aliança com Braide não apenas inviabilizaria o projeto proporcional do PT, como poderia levar o partido a um encolhimento histórico no Maranhão.

Separadas por apenas 12 quilômetros em linha reta, Primeira Cruz e Humberto de Campos, vivem hoje realidades bem diferentes quando o assunto é educação e gestão pública. Enquanto em Humberto de Campos os números avançam, em Primeira Cruz os dados oficiais acendem um alerta vermelho, principalmente no uso dos recursos do FUNDEB.
A consequência dessa má gestão aparece no Censo Escolar de 2025. Primeira Cruz perdeu 706 alunos em relação ao ano anterior. Além disso, a rede municipal, que tinha 32% dos alunos em tempo integral, foi praticamente zerada nesse modelo. Menos alunos e menos programas significam menos dinheiro, o FUNDEB do município despencou de R$ 50,7 milhões em 2025 para R$ 27,7 milhões em 2026, quase metade do orçamento da educação indo embora.
Diante disso, a pergunta é simples e direta, quem está no caminho certo? De um lado, Primeira Cruz perde alunos, programas e recursos. Do outro, Humberto de Campos, sob a gestão de Luís Fernando, amplia ações, fortalece a educação e coleciona resultados, como o Selo Ouro da Educação, conquistado por apenas 27 municípios no Maranhão. A distância entre as cidades é pequena, mas a diferença na forma de governar nunca foi tão grande.

A partir de uma selfie e de um encontro com partidos da extrema-esquerda, mídia alinhada tenta construir uma liderança de Camarão que nem o próprio texto consegue sustentar
A tentativa de apresentar o vice-governador Felipe Camarão como liderança consolidada da esquerda maranhense esbarra, antes de tudo, nos próprios fatos descritos pela matéria que busca promovê-lo. O texto — escrito na cozinha da casa da vice-governadoria — se apoia mais em deduções e projeções do que em gestos políticos concretos capazes de sustentar a tese que tenta vender.
O ponto de partida é simbólico: uma selfie. Nela aparecem Felipe Camarão, Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Pereira Jr (PT) e Carlos Lula (PSB).
Não há novas adesões, não há ampliação do campo político e tampouco sinais de um movimento capaz de redefinir o tabuleiro estadual.
Trata-se, essencialmente, do mesmo núcleo que já atua em conjunto há anos, apresentado como se representasse um salto político inexistente.
A matéria também tenta atribuir peso estratégico à presença de partidos como PSOL e Rede, tratados como evidência de uma ampla coalizão em formação.
Ocorre que esses partidos possuem baixa densidade eleitoral no Maranhão e não exercem protagonismo em disputas majoritárias. Mais do que isso, o PSOL, citado como parte do ambiente político do encontro, já tem candidato próprio ao governo do Estado: Enilton Rodrigues.
O dado, ignorado no texto, desmonta a ideia de unidade e revela que não há liderança reconhecida, mas sim convivência circunstancial.
Outro artifício recorrente é o uso de temas nacionais — como a luta contra a extrema-direita, a reeleição de Lula e a defesa das instituições — para inflar um cenário local que não se confirma.
O fato de o PT nacional buscar quadros de confiança não transforma automaticamente Felipe Camarão no nome que Lula busca no Maranhão.
O texto descreve uma estratégia nacional e, sem provas, tenta colá-la em um projeto estadual que ainda não se materializou.
A mesma lógica se aplica à tentativa de atribuir força política a Rubens Pereira Jr como forma indireta de validar Felipe Camarão. A matéria sugere que Rubens teria influência decisiva no PT nacional, trânsito junto ao presidente Lula e conhecimento antecipado dos rumos do partido no Maranhão.
No entanto, não apresenta qualquer declaração pública, gesto político ou movimento concreto que confirme esse suposto alinhamento. Tudo permanece no campo da narrativa.
É justamente aí que o texto se contradiz de forma mais evidente. Ao inflar Rubens Pereira Jr para tentar chancelar Felipe Camarão, a própria mídia alinhada acaba invertendo a lógica que pretende sustentar.
Se Rubens é quem tem o trânsito, a influência e a capacidade de sinalizar decisões nacionais, por que Felipe Camarão aparece como o líder consolidado?
E se Camarão é o líder da esquerda maranhense, por que a validação precisa vir de outro quadro do mesmo partido?
A matéria, ao tentar responder a essa equação, não define liderança — apenas se perde no mundo da fantasia.
Oscila entre vender Rubens como fiador político e Camarão como protagonista, sem conseguir demonstrar, na prática, quem conduz o campo progressista no Estado.
No fim, o esforço narrativo revela mais do que esconde: a liderança que se tenta anunciar ainda não está posta. E a mídia que se propõe a construí-la precisa, antes de tudo, decidir quem lidera quem na esquerda maranhense.
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