
A morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, no Rio Poty Hotel, em São Luís, não pode ser tratada apenas como uma fatalidade. A jovem morreu depois que uma estrutura de alumínio de uma janela do sétimo andar se desprendeu da parede quando ela apoiou as costas no local. A queda foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
Renata estava em São Luís acompanhando o namorado, que participaria de um campeonato de pôquer. Natural de Ananindeua, no Pará, ela era mãe de dois filhos pequenos.
As imagens divulgadas sobre o episódio mostram uma situação que deveria provocar uma pergunta muito mais importante do que as circunstâncias pessoais da vítima: como uma janela de um hotel pode simplesmente se desprender quando alguém se encosta nela?

Até agora, a investigação da Polícia Civil tem concentrado a atenção na dinâmica da queda e nas circunstâncias que envolveram o casal naquela madrugada. O namorado prestou depoimento, foi liberado e não é tratado como suspeito. As imagens não indicam agressão ou empurrão.
Mas afastar a hipótese de um crime cometido por outra pessoa não significa encerrar as perguntas sobre a responsabilidade do estabelecimento.
O fato de Renata e o namorado terem consumido bebidas alcoólicas, por exemplo, não explica por que uma estrutura de alumínio se soltou da parede. Uma janela de hotel precisa oferecer segurança independentemente de quem esteja hospedado, de sua idade ou de suas condições naquele momento.
Afinal, poderia ter sido Renata, mas também poderia ter sido uma criança, um idoso ou qualquer outro hóspede. A segurança de uma estrutura instalada no sétimo andar não pode depender de alguém jamais se apoiar nela.
A mãe da jovem, Betty Negrão, também trouxe uma denúncia que merece atenção. Em entrevista ao Grupo Liberal, em vídeo que circula nas redes sociais, ela relatou que o hotel teria se limitado a pagar o caixão da filha e afirmado que já havia feito a sua parte.
Se confirmado, esse comportamento é incompatível com a dimensão de uma tragédia como essa. A família perdeu uma filha e uma mãe de duas crianças. Não se trata de uma simples assistência funerária, mas de uma morte que aconteceu dentro de um estabelecimento comercial que tem o dever de oferecer segurança aos seus hóspedes.
O Rio Poty Hotel divulgou nota afirmando que está colaborando com as investigações e reafirmando seu compromisso com as normas de segurança e prevenção. Mas declarações institucionais não substituem esclarecimentos técnicos.
É necessário saber se a janela estava instalada corretamente, quando foi realizada a última inspeção, se havia problemas anteriores, quem era responsável pela manutenção e se outras estruturas do prédio apresentam riscos semelhantes.
Também é necessário que a perícia apresente conclusões claras e que as autoridades apurem eventuais responsabilidades civis e criminais, caso sejam identificadas falhas.
Uma morte pode ser classificada como acidental sem que isso signifique ausência de responsáveis. Se houve negligência na instalação, conservação ou manutenção da estrutura, a questão precisa ser investigada e os responsáveis devem responder.
Renata foi a São Luís para acompanhar o namorado em uma viagem. Voltaria para casa no dia 3 de novembro. Não voltou.
A família merece mais do que uma nota de pesar e o pagamento de um caixão. Merece respostas. E a sociedade precisa saber se os hóspedes do Rio Poty Hotel estavam, de fato, seguros.

A Polícia Civil do Maranhão prendeu preventivamente, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (4), um homem de 45 anos, suspeito de aliciar e praticar abusos sexuais contra menores de idade, no município de Pio XII, interior do estado.
A investigação teve início após uma denúncia apresentada pela mãe de uma vítima. A partir das informações recebidas, a Delegacia de Polícia de Pio XII realizou diligências que levaram à identificação do suspeito, que trabalha como professor na rede municipal de ensino.
De acordo com as investigações, o homem é suspeito de organizar festas e confraternizações em sua própria residência, onde supostamente fornecia bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes a adolescentes. O local também teria sido utilizado para a prática de abusos sexuais contra menores de idade.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de materiais e objetos que irão contribuir para o aprofundamento das investigações.
A autoridade policial acredita que possam existir outras possíveis vítimas e reforça a importância de que familiares ou pessoas que tenham conhecimento de situações semelhantes procurem a Delegacia de Polícia Civil para formalizar denúncias. As informações poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e a identificação de outras possíveis vítimas.
A ação contou com o apoio de equipes da 7ª Delegacia Regional de Santa Inês, da Delegacia de Pindaré-Mirim e do 2º Distrito Policial de Santa Inês.
Após os procedimentos legais, o preso será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Ação investiga indícios de fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro
Nesta quarta-feira (4/11), a Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), realizou a prisão em flagrante de um homem que transportava cerca de R$ 1 milhão em espécie, no município de São Luís.
Durante abordagem, o homem fez manobras evasivas, e foi detido. Na vistoria, as equipes localizaram R$ 998.980,00 em espécie no porta-malas. O suspeito foi conduzido para a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, onde foi formalizada a prisão em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro.
Investigações preliminares da PF, realizadas com o apoio da CGU, indicaram que os valores transportados podem estar relacionados a fraudes em licitação e desvio de recursos públicos. Após interrogatório, o homem passou por exame de corpo de delito e foi transferido para o sistema penal.
A PF continuará as investigações com o objetivo de identificar o destino da quantia em espécie e de esclarecer todas as circunstâncias das movimentações apontadas como suspeitas.
Informações de bastidores da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) apontam que Nasson Noleto, atual chefe de gabinete da deputada Abigail Cunha, está sendo sondado para integrar a equipe de uma deputada estadual eleita da Região Central do estado.
Nasson é um dos nomes de confiança do grupo político do prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles, com quem mantém uma relação profissional de quase três décadas.
Sua trajetória teve início em 1999, quando, ainda jovem, assumiu o cargo de assessor parlamentar de Rigo Teles, que havia sido eleito deputado estadual. Desde então, construiu uma longa trajetória de atuação no meio político maranhense.

A Polícia Civil do Maranhão, em ação integrada com a Polícia Civil do Estado de Goiás, conseguiu localizar e prender um homem investigado por feminicídio ocorrido em 2015, no município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. A prisão foi realizada na tarde do último sábado (31), na cidade de Rio Verde, em Goiás, onde o investigado estava foragido havia aproximadamente 11 anos.
O cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu após o compartilhamento de informações entre as equipes policiais dos dois estados. A ação foi executada por policiais da equipe de pronto emprego da 8ª Delegacia Regional de Polícia de Rio Verde, que localizaram o investigado durante uma abordagem em via pública.
Durante a abordagem, os policiais encontraram dois aparelhos celulares em posse do homem. Na ocasião, ele afirmou ter conhecimento da acusação relacionada à morte de uma ex-companheira no Maranhão e relatou que havia se deslocado para Rio Verde por receio de familiares da vítima.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar, no âmbito do processo que apura o feminicídio ocorrido em 3 de outubro de 2015. Conforme consta na decisão judicial, o investigado teria fugido após o crime, permanecendo em local incerto e não sabido por cerca de 11 anos.
A localização do homem foi resultado do trabalho investigativo e do levantamento de informações realizado pela Delegacia Especial de Raposa, que identificou possíveis pistas sobre seu paradeiro no estado de Goiás e subsidiou a representação pela prisão preventiva. A cooperação entre as Polícias Civis do Maranhão e de Goiás foi fundamental para a localização do investigado e o cumprimento da ordem judicial.
Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia de Rio Verde, onde foram realizados os procedimentos legais. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.

A polícia passou a tratar como acidental a queda que provocou a morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, na madrugada desta terça-feira (3), no Rio Poty Hotel, na Ponta d’Areia, em São Luís. A linha de investigação foi adotada após a análise de imagens de câmeras de segurança do estabelecimento.
Os registros mostram a jovem ao lado do namorado em um corredor antes da queda do sétimo andar. Segundo as informações divulgadas, atribuídas à polícia, Renata teria tentado se sentar em uma janela quando uma estrutura de alumínio se desprendeu, provocando a queda. As circunstâncias seguem sob investigação da Polícia Civil.
Em nota, o Rio Poty Hotel lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima. O estabelecimento afirmou que, desde o primeiro momento, colocou-se à disposição das autoridades e tem colaborado com os procedimentos necessários ao esclarecimento dos fatos.
O hotel também declarou que a segurança e o bem-estar de hóspedes, funcionários e visitantes são prioridades permanentes da gestão e reafirmou o compromisso de avaliar e aprimorar seus procedimentos internos de prevenção e segurança.
Por respeito à memória da vítima, à privacidade dos familiares e ao trabalho das autoridades, o estabelecimento informou que não fará especulações sobre o ocorrido.
“O Rio Poty Hotel manifesta profundo pesar pelo falecimento de uma mulher após a lamentável ocorrência registrada em suas dependências e expressa sua solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.
Desde o primeiro momento, o hotel colocou-se à disposição das autoridades competentes, colaborando com os procedimentos necessários ao esclarecimento dos fatos.
A instituição acompanha com respeito e confiança o trabalho da Polícia Civil, reconhecendo sua competência e autonomia na condução das investigações e na apuração das circunstâncias da ocorrência.
O Rio Poty Hotel reafirma que a segurança e o bem-estar de hóspedes, colaboradores e visitantes constituem prioridades permanentes de sua gestão. Nesse sentido, mantém seu compromisso com a avaliação e o aprimoramento contínuo dos procedimentos internos de prevenção e segurança.
Em respeito à memória da vítima, à privacidade de seus familiares e ao trabalho das autoridades, o hotel não fará especulações sobre o ocorrido”.
Blog do Gilberto Léda
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