
As urnas de 2026 deixaram um recado duro para Ivan Júnior, do União Brasil. O candidato a deputado federal recebeu 4.109 votos, contra 6.647 em 2022. Foram 2.538 votos a menos, uma queda de aproximadamente 38%. Para quem chegou a exercer temporariamente o mandato na Câmara Federal, o resultado representa um expressivo recuo político.
Ligado à região Itaqui-Bacanga, em São Luís, Ivan teve a oportunidade de transformar sua passagem por Brasília em fortalecimento político. Entretanto, a votação mostra que essa experiência não se converteu em crescimento nas urnas. Entrou pequeno e saiu ainda menor.
O resultado exige uma revisão de estratégia, especialmente se pretende disputar uma cadeira na Câmara Municipal de São Luís. Uma eleição para vereador exige presença constante, diálogo e construção coletiva. Não basta reivindicar a condição de representante de uma região: é preciso abrir espaço para quem vive e trabalha nela.
A cobrança por maior participação das lideranças comunitárias merece atenção. São essas pessoas que acompanham os problemas dos bairros, escutam os moradores e conhecem demandas que muitas vezes não chegam aos gabinetes. Ignorar essa participação significa enfraquecer a própria base.
Wind banners, fotografias e outras peças de divulgação podem dar visibilidade a uma candidatura, mas não substituem relacionamento com a comunidade. Material de campanha não escuta reclamações, não constrói confiança e não ocupa o lugar de uma liderança presente.
Ivan Júnior precisa compreender o recado das urnas. Se deseja viabilizar um futuro projeto municipal, terá de ouvir mais, compartilhar espaços e valorizar as pessoas da sua região. A insistência numa estratégia que terminou com perda expressiva de votos pode transformar a pretensão de chegar à Câmara Municipal em mais uma frustração eleitoral.
A proximidade entre os dois também aparece em reclamações do banqueiro sobre a cobertura jornalística de sua instituição financeira

247 – Mensagens extraídas do celular do empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam que Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, fazia comentários de cunho sexual sobre a atriz Deborah Secco e conversava sobre festas privadas organizadas pelo ex-controlador do Banco Master. Em um dos diálogos, o executivo afirmou que a artista “tava pra jogo” e declarou: “Eu só olhava pra bunda dela”. A proximidade entre os dois também aparece em reclamações do banqueiro sobre a cobertura jornalística de sua instituição financeira.
Os comentários sobre Deborah Secco ocorreram em uma conversa relacionada ao Baile da Vogue, evento para o qual Kachar havia negociado convites com Vorcaro. Ao recordar a festa, o executivo reclamou que a presença de sua ex-companheira havia impedido uma aproximação com outras mulheres.
“Me f0di. Minha ex foi e marcou em cima. E tava bom ontem”, escreveu Kachar.
Na sequência, o diretor mencionou Sabrina Sato e fez insinuações sobre a apresentadora. “A Sabrina tava pra jogo. Aniversário dela, soltinha”, afirmou.
“Ta doido, mulher não pode fazer isso”, acrescentou o banqueiro.
Em outra mensagem, Kachar comentou que Deborah seria madrinha de um camarote de Carnaval e atribuiu à atriz a intenção de aproveitar a condição de solteira. Os registros mostram avaliações sobre o corpo, a aparência e a suposta disponibilidade sexual das artistas, sem qualquer indicação de que elas tenham participado da conversa ou correspondido às insinuações.
Festas chamadas de “guerra na Ucrânia” e investigação sobre recrutamento de mulheres
As conversas sobre festas privadas também incluem referências à guerra na Ucrânia, expressão que, segundo as informações relatadas sobre os encontros, era utilizada por Kachar para se referir às comemorações. A expressão aparece em um contexto de eventos com a presença de mulheres estrangeiras, embora os registros divulgados não permitam estabelecer que todas as referências tivessem o mesmo significado.
O conteúdo está relacionado a revelações mais amplas sobre as festas promovidas pelo ex-banqueiro. Reportagem publicada pelo UOL em 13 de outubro, assinada pelos jornalistas Natália Portinari, Cézar Feitoza e Fabio Serapião, apontou que Vorcaro teria financiado uma estrutura internacional de recrutamento de mulheres para encontros privados com empresários, autoridades e pessoas de seu círculo social.
Segundo a apuração, baseada em mensagens obtidas no âmbito das investigações da Polícia Federal, a estrutura envolvia mulheres estrangeiras, incluindo refugiadas da Ucrânia e mulheres da Rússia, Venezuela e Argentina, além de referências a participantes de outras nacionalidades, como a polonesa.
O esquema descrito nas mensagens incluía agenciadores responsáveis por selecionar participantes, organizar deslocamentos internacionais, reservar hotéis e providenciar pagamentos. As atividades teriam ocorrido a partir de 2023, com eventos em cidades brasileiras e destinos internacionais como Londres, Paris, Roma e Dubai.
Vorcaro negou envolvimento em exploração sexual e contestou a divulgação das mensagens, alegando que os registros foram apresentados fora de contexto. O caso permanece sob apuração.
Os diálogos entre Vorcaro e Kachar mostram que a relação entre os dois incluía convites frequentes para encontros privados.
Em uma conversa do início de 2024, após mencionar uma festa com modelos estrangeiras, o banqueiro solicitou ao diretor o contato de Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, divisão de investimentos do Grupo Globo.
“Depois me passa o contato do Roberto”, escreveu Vorcaro.
Três dias depois, o ex-banqueiro voltou a procurar Kachar para convidá-lo a uma nova comemoração, desta vez com a promessa de privacidade.
“Se você animar, hoje tem. Fechei um lugar sem risco e sem celular para a verdadeira festa”, afirmou.
O executivo aceitou o convite: “É nessa que eu vou”.
“Você é meu convidado de honra”, respondeu Vorcaro.
A referência a um ambiente sem celulares chama a atenção diante das revelações sobre a organização dos encontros do banqueiro. Mensagens de outros integrantes da rede também mencionavam medidas para impedir que participantes utilizassem aparelhos telefônicos durante as festas.
Os registros, entretanto, não comprovam que Kachar tenha participado de atividades ilegais nem esclarecem o significado exato da expressão “sem risco” utilizada por Vorcaro.
No dia seguinte ao encontro, o diretor agradeceu ao banqueiro e fez uma brincadeira sobre o desgaste provocado pela festa.
“Será que alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou? Obrigado pelo convite ontem”, escreveu.
Vorcaro respondeu que havia dormido apenas três horas e lamentou que o executivo tivesse permanecido pouco tempo no evento.
“Ídolo. Se eu faço isso, saio de ambulância do quarto”, reagiu Kachar.
O banqueiro também contou que participou da comemoração enquanto sua então esposa o aguardava em um quarto próximo. A revelação provocou outra manifestação de admiração do diretor: “Ídolo máximo, então. Isso eu jamais consegui”.
Executivo prometeu falar com Malu Gaspar após críticas ao Banco Master
Além dos encontros sociais, as mensagens revelam que Vorcaro recorria ao diretor da Globo para manifestar descontentamento com reportagens sobre o Banco Master.
Em uma das conversas, o banqueiro encaminhou uma reportagem da jornalista Malu Gaspar sobre processos envolvendo gestores da instituição financeira e reclamou do conteúdo.
“Isso é sacanagem demais fred, numa boa”, escreveu.
Vorcaro também classificou a sequência de publicações como uma “chuva de ataques” e criticou a atuação jornalística do Grupo Globo.
Kachar respondeu que tentava conversar com a jornalista e afirmou que a maneira de trabalhar de Malu Gaspar não era direcionada exclusivamente ao ex-banqueiro.
Ainda assim, o executivo demonstrou insatisfação com o conteúdo das publicações.
“Eu acho cansativo e desnecessário”, escreveu.
Em seguida, diante das reclamações de Vorcaro, prometeu: “Vou falar com ela”.
O diálogo mostra que o banqueiro tinha acesso direto a um integrante do alto escalão do conglomerado de comunicação para questionar reportagens sobre seus negócios. As mensagens, entretanto, não demonstram que a conversa prometida tenha ocorrido ou que tenha provocado alguma alteração na cobertura jornalística.
Banco Master patrocinou evento da Globo em Nova York
A proximidade entre Vorcaro e Kachar também se manifestava em relações comerciais. Em maio de 2024, o Banco Master patrocinou o Summit Valor Econômico Brazil-USA, encontro realizado em Nova York, nos Estados Unidos, com a participação de representantes do mercado financeiro e do setor empresarial.
Durante o evento, Kachar apresentou Vorcaro como “amigo”. O banqueiro participou da programação como um dos principais convidados.
O encontro também contou com a participação do colunista de O Globo Lauro Jardim, que apresentou um dos painéis. Outras mensagens divulgadas pelo DCM apontaram a existência de uma relação pessoal próxima entre o jornalista e o ex-controlador do Banco Master.
O conjunto de conversas documenta uma relação que combinava encontros sociais, convites para festas e interlocução profissional entre Vorcaro e integrantes do Grupo Globo.
As revelações surgem em meio ao avanço das investigações sobre os negócios do Banco Master e sobre a organização de eventos privados financiados pelo ex-banqueiro. Embora as mensagens exponham a proximidade entre os envolvidos, a eventual ocorrência de crimes relacionados ao recrutamento de mulheres e a existência de interferência na atividade jornalística são questões distintas que dependem de comprovação específica.
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê jornada de 40 horas, dois dias de folga e manutenção dos salários

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6×1. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois períodos de repouso, um deles preferencialmente aos domingos, e sem redução salarial.
A votação representou uma vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que incorporou a redução da jornada à campanha pela reeleição, marcada para o segundo turno de 25 de outubro. Até o PL, partido de seu adversário, Flávio Bolsonaro, apoiou a mudança.
Redução para 40 horas ocorrerá em duas etapas
Se o Congresso promulgar a emenda constitucional, a implementação seguirá um calendário gradual. Dois meses após a promulgação, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais. Nesse momento, os trabalhadores também passarão a contar com dois dias de descanso remunerado.
A proposta também estabelece exceções. Uma delas alcança profissionais com formação superior e remuneração mensal superior a duas vezes e meia o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), faixa indicada no texto como superior a R$ 21.188. Para esse grupo, a emenda prevê regras diferenciadas sobre os limites de jornada, preservadas as demais garantias aplicáveis.
Teresa Leitão, Humberto Costa e Randolfe Rodrigues
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que será necessário manter a vigilância e o acompanhamento mesmo após a votação, pois, segundo ela, outras propostas em tramitação estabelecem regras menos favoráveis aos trabalhadores.
O senador Humberto Costa (PT-PE) criticou o discurso da oposição, que classificou como de “duas caras”. Ele e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) alertaram que, apesar de terem votado a favor da medida, alguns parlamentares já articulam iniciativas para reverter as mudanças.
“É o inverso do fim da 6×1. Eles querem é isso, é o prevalecer do negociado sobre legislado, como se houvesse igualdade de armas entre patrão e empregado”, afirmou Randolfe, que desafiou os oposicionistas a retirarem suas assinaturas para permitir o arquivamento da proposta.
Posição anunciada por Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu a sessão afirmando que a votação cumpria o acordo estabelecido com os parlamentares para analisar a proposta após o primeiro turno das eleições.
O senador também defendeu que cada senador manifestasse sua posição de acordo com a própria consciência. Durante o pronunciamento, ressaltou a expectativa de trabalhadores em relação à ampliação dos períodos de descanso.
Um dos discursos que receberam aplausos no Plenário foi o do senador Paulo Paim (PT-RS), defensor da redução da jornada de trabalho ao longo de sua trajetória parlamentar.
O petista, que encerrará sua participação na vida pública ao fim de 2026, havia manifestado o desejo de participar da votação antes de deixar o Senado. Durante a sessão, o parlamentar comemorou o avanço da proposta e destacou a mobilização de trabalhadores em diferentes estados. “Vamos entrar para a história de cabeça erguida”, afirmou.
Em seguida, agradeceu à população que participou das manifestações favoráveis à mudança. “Aqui eu só tenho a dizer a todos vocês, ao povo brasileiro que foi às ruas em todos os estados, eu termino só dizendo a vocês que o Congresso, este Senado, só tem que dizer: gratidão, gratidão, gratidão e gratidão!”
O governo Lula transformou o fim da escala 6×1 em uma de suas principais propostas na área trabalhista. A medida prevê ampliar o tempo de descanso dos empregados sem comprometer sua remuneração.
Desde a semana anterior à votação, integrantes da base governista articulavam um acordo para acelerar a análise da PEC e concluir sua tramitação antes do segundo turno da eleição presidencial.
A aprovação por 75 votos a um demonstrou apoio de parlamentares de diferentes partidos, incluindo integrantes da oposição ao governo federal. O resultado também ocorreu após a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro e de aliados do PL, que anteriormente haviam manifestado críticas à proposta.
O senador da extrema direita registra 46% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente. Levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais

A primeira pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar registra 46% das intenções de voto, enquanto o petista alcança 44%, uma diferença de dois pontos percentuais. O instituto entrevistou 2.154 eleitores e estabeleceu uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que coloca os dois candidatos em situação de igualdade estatística.
Confira os resultados da pesquisa Quaest para o segundo turno
- Flávio Bolsonaro (PL): 46%
- Lula (PT): 44%
- Brancos, nulos ou não vão votar: 9%
- Indecisos: 1%
Embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente, o intervalo de variação da pesquisa não permite apontar uma vantagem estatisticamente significativa sobre Lula.
Considerando a margem de erro, o percentual do senador pode variar de 44% a 48%, enquanto o índice do presidente pode oscilar entre 42% e 46%. Os intervalos se sobrepõem, o que caracteriza o empate técnico.
Os brasileiros voltarão às urnas em 25 de outubro para escolher o próximo presidente da República. A votação ocorre após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos.
Na primeira etapa da eleição, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula conquistou 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual, resultado que levou a disputa para uma nova rodada de votação.
Metodologia e registro da pesquisa eleitoral
A Quaest realizou 2.154 entrevistas com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajou mais de 2 mil quilômetros de ônibus, de Imperatriz, no Maranhão, a Belo Horizonte, para encontrar uma mulher que conheceu nas redes sociais. Ao chegar à capital mineira, no domingo (11), descobriu que a personagem, apresentada como Jéssica Oliveira e Jessica Fazendeira, havia sido criada por inteligência artificial.
Edimar contou que mantinha conversas privadas com o perfil e acreditava que encontraria a mulher, embora não tivesse um endereço. Em Belo Horizonte, passou a mostrar fotos da personagem a pessoas nas ruas e procurou uma rádio para pedir ajuda.
“Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado”, relatou.
Segundo o pedreiro, o perfil não pediu dinheiro e chegou a oferecer ajuda para custear a viagem.
Sem encontrar a mulher, Edimar procurou a Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou que ofereceu banho, alimentação e orientações sobre os riscos nas redes sociais.
A prefeitura também emitiu uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, cidade onde Edimar nasceu. Ele embarcou para o município nesta terça-feira (13).
Blog do Gilberto Léda

O MDB do Maranhão confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Presidentes de dez diretórios regionais assinaram manifesto selando total apoio a renovação do mandato do petista.
O partido no Estado é presidido pelo empresário Orleans Brandão, que ficou em segundo lugar na disputa pelo comando do Palácio dos Leões.
Orleans, vale destacar, passou todo o primeiro turno defendendo a reeleição de Lula, mesmo diante de um cenário no qual o chefe do Palácio do Planalto se submeteu a interferências “supremas”.
Além do Maranhão, também confirmara posicionamento pró-Lula os diretórios do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
Outros 17 diretórios bateram o martelo a favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, do PL.
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