Na tarde desta segunda-feira (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.
Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher.
“Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.
Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.
Proteção à mulher
O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.
A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.
O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres. “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), afirmou neste fim de semana, em entrevista à rcoluna Radar, da revista Veja, que tem a expectativa de que o presidente Lula (PT) não se intrometa na disputa eleitoral deste ano no estado.
“Acho que a tendência do presidente Lula é ficar neutro”, avalia.
Brandão apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho, ao governo, enquanto a oposição segue mantendo de pé o projeto do vice-governador Felipe Camarão, que é do PT
Por conta dessa disputa, o governador desistiu de concorrer ao Senado, como Lula queria, e agora espera uma conversa com o presidente para definir sua chapa.
À Veja, ele deu um pouco do tom do que deve ser sua próxima conversa o presidente, aguardada para os próximos dias.
“Vou discutir com ele, porque, na realidade, quem vai precisar do Senado é ele”, afirma.
Blog do Gilberto Léda

A obsessão da oposição ao governador Carlos Brandão ultrapassou todos os limites do razoável. Depois de tentar embargar a extensão da Litorânea por meio de denúncia no Ministério Público Federal (MPF), agora o mesmo grupo parte para uma ofensiva nacional, espalhando suspeitas e plantando factoides sobre a execução da obra. O alvo declarado é Brandão — mas o dano político recai diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem eles juram ser aliados.
A extensão da Litorânea é fruto de parceria entre os governos federal e estadual, e se consolida como uma das maiores intervenções de infraestrutura da história recente do Maranhão. Com cronograma acelerado e impacto direto na mobilidade, no turismo e na economia de São Luís, a obra virou símbolo de eficiência administrativa. E é justamente isso que incomoda a oposição do “quanto pior, melhor”.
Ao nacionalizar críticas e levantar a palavra “irregularidade” sem provas concretas, esses setores fornecem munição pronta para adversários históricos de Lula atacarem o governo federal. Em vez de fortalecer o campo político ao qual dizem pertencer, escolhem alimentar narrativas que desgastam o próprio presidente. É uma estratégia quase irresponsável, movida mais por vaidade eleitoral do que por qualquer compromisso com a população.
No fim, fica evidente a contradição: para tentar desgastar Brandão no Maranhão, a oposição não hesita em colocar em risco uma entrega estratégica que pode ser inaugurada por Lula antes do período eleitoral.
A pergunta que aliados do governador fazem é: os dinistas estão do lado do presidente ou apenas usam o nome dele quando convém? Porque, na prática, atacar a extensão da Litorânea é atacar uma obra de Lula — e isso diz muito sobre as prioridades dessa turma.
Blog do Gilberto Léda
A empresa de ônibus Expresso Rei de França ou 1001 declarou falência e iniciou uma demissão em massa de trabalhadores neste sábado (21). A decisão impacta diretamente o sistema de transporte público e compromete a circulação de ônibus em pelo menos 15 bairros da Grande São Luís.
Entre as áreas que podem ser afetadas estão Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.
A empresa já enfrentava dificuldades para arcar com os pagamentos dos rodoviários e uma sequência de paralisações desde novembro de 2025. Ainda não há um posicionamento oficial da empresa.

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, tem direcionado parte relevante de sua atuação ao diálogo com famílias de pessoas com deficiência, especialmente mães atípicas. A proposta é aproximar a gestão pública da realidade cotidiana desses cuidadores, cuja rotina envolve terapias contínuas, reorganização da vida profissional e demandas permanentes de acompanhamento.
Dentro da pauta municipalista, a escuta dessas famílias passou a orientar encaminhamentos administrativos e articulações com municípios, buscando reduzir barreiras de acesso a serviços e fortalecer a rede de atendimento. A iniciativa considera que o cuidado não se limita ao paciente, mas alcança toda a estrutura familiar, muitas vezes sustentada integralmente pelas mães.
Segundo o secretário, o trabalho nasce do contato direto com quem vive diariamente a rotina do cuidado. “Agora em março, vamos entregar uma etapa da reforma da Casa Ninar. Estarei novamente neste centro de referência do governo estadual para dialogar com as mães, compreender as demandas e aprimorar as ações que já desenvolvemos”, antecipa.
Orleans acrescenta que é a partir dessa escuta que se torna possível seguir avançando para levar políticas públicas capazes de melhorar a vida das mães atípicas e de seus filhos em todo o Maranhão, não apenas na capital, São Luís. “Vamos expandir essa atuação para várias regionais”, adianta.
Nesta semana, ao lado do governador Carlos Brandão, o secretário participou da celebração dos 10 anos de acompanhamento do Centro de Especialidade Ninar. Na ocasião, foram entregues equipamentos adquiridos com recursos do Estado destinados à reabilitação e à autonomia das crianças atendidas. A ação sintetiza a lógica defendida por Orleans: escutar, compreender as demandas dessas mães e transformar necessidades concretas em apoio efetivo às famílias.

Em vídeos, o secretário de Estado da Infraestrutura, Aparício Bandeira, e a empresária Aglai Fernanda Cruz desmontaram factoides que circulam na internet sobre supostas irregularidades na obra de prolongamento da Avenida Litorânea, uma das maiores intervenções na área da mobilidade na Grande São Luís.
Aparício Bandeira destacou que o serviço foi iniciado em abril de 2025 e que dois meses depois houve visita de uma comissão do Tribunal de Contas da União (TCU), que apresentou pré-relatório no mês de setembro contendo 10 itens de atenção e esclarecimento.
A Sinfra respondeu em outubro do mesmo ano, prestando as informações solicitadas. O TCU não se manifestou mais.
Assim, foi dado seguimento à obra que já está com 88% de execução física e 83% de execução financeira concluídas. “Isso mostra que o andamento dos serviços está compatível com o pagamento realizado, e que o cronograma segue de forma responsável”, reforçou.
O secretário também esclareceu que, assim que foi identificado problema com uma empresa subcontratada, o contrato com esta foi rescindido pela empresa titular do serviço, conforme a legislação.
Já a empresária Aglai Fernanda Cruz reforçou que a AGLA’s Infraestrutura Ltda não recebeu pagamentos diretos do governo do Estado, por não ter sido efetivado o vínculo contratual.
Também ressaltou que a empresa tem atuação regular no setor de engenharia, com contratos executados em diferentes esferas e acervo técnico registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
Aglai Fernanda Cruz contestou, ainda, a associação maldosa feita entre a empresa de engenharia e um negócio do setor de maquiagem. A empresária afirmou que são empresas distintas, com estruturas administrativas e sedes independentes.
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