A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Pedras Frias para apurar a possível prática de fraude em licitação para contratação de empresa responsável pelo fornecimento de material de expediente ao município de Timbiras, com uso de recursos federais do Fundeb, do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).
Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de São Luís e Timbiras, os agentes estiveram na residência do ex-prefeito Antônio Borba, onde apreenderam aproximadamente R$ 122 mil em espécie. O valor foi recolhido e será submetido à análise no âmbito das investigações.
A operação também alcançou a sede da empresa Pinheiro Serviços e Comércio, registrada em nome de Adriano Ricardo de Sousa Pinheiro, além da Prefeitura de Timbiras, onde foram apreendidos documentos relacionados ao procedimento licitatório sob suspeita.
De acordo com a PF, a investigação é desdobramento da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que apontou indícios de direcionamento de licitações no município. As apurações indicam que, em 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam atuado para favorecer uma empresa previamente escolhida, que venceu os 167 itens licitados, totalizando cerca de R$ 7 milhões.
Com apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão (CGU/MA), foram identificados indícios de cláusulas restritivas à competitividade, possível superfaturamento e a inabilitação indevida da empresa que apresentou a proposta de menor preço.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito Antônio Borba afirmou que os R$ 122 mil apreendidos têm origem lícita. Segundo ele, o montante é proveniente de salários recebidos como médico e de lucros de sua produção rural. Até o momento, não houve manifestação formal das demais partes citadas na investigação.
Blog Acarta Politica
Investigação busca esclarecer o destino de mais de R$ 15 milhões que deveriam ser aplicados na educação do município
O Ministério Público da Comarca de Vargem Grande colheu, nesta terça-feira (24), os depoimentos do ex-prefeito Carlinhos Barros, de sua esposa, Letícia Dallety da Silva Dias, e da sogra, Reginalda Reis da Silva. Eles foram ouvidos no âmbito da investigação que apura um suposto desvio milionário de recursos do Fundeb no município.
As apurações ganharam força após a divulgação, pela imprensa maranhense, dos dados nominais da folha de pagamento do Fundeb, disponibilizados pelo Banco do Brasil. As informações apontam que Letícia, esposa do ex-prefeito, teria recebido quase R$ 300 mil em recursos vinculados ao fundo.
Somente em dezembro de 2024, último mês da gestão de Carlinhos Barros, foram pagos mais de R$ 55 mil à esposa do então gestor, valor referente a salário e abono oriundo das sobras dos 70% do Fundeb, percentual destinado obrigatoriamente à remuneração de profissionais da educação.
Segundo as denúncias, os pagamentos teriam continuado na gestão do atual prefeito Preto, com Letícia e sua mãe, Reginalda Reis, também recebendo valores do fundo e sendo contempladas com abonos.
O caso, que ficou conhecido popularmente como “Máfia do Fundeb”, está sendo investigado pelo Ministério Público e tem como foco principal esclarecer a destinação de mais de R$ 15 milhões que deveriam ter sido aplicados na educação pública de Vargem Grande.
As investigações seguem em andamento e novas oitivas e diligências não estão descartadas.

Esta terça-feira, 24 de fevereiro, entrou para a história da Assembleia Legislativa do Maranhão não apenas pelos seus 191 anos de fundação, mas também por uma ausência que falou mais alto do que muitos discursos.
Chamou atenção o não comparecimento do ex-presidente da Casa, Othelino Neto, à sessão solene comemorativa. O detalhe é que ele participou normalmente da sessão ordinária realizada pouco antes. Ou seja: esteve no plenário, mas não permaneceu para celebrar a história da instituição que já presidiu.
A ausência não parece ter sido mero desencontro de agenda. O gesto carrega simbolismo e ressentimento.
O contexto ajuda a entender. Pela primeira vez em 191 anos, a Assembleia maranhense é comandada por uma mulher: Iracema Vale. E não apenas isso. A data coincide com os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil, marco histórico da participação política das mulheres. O cruzamento das datas torna o momento ainda mais emblemático.
Iracema não apenas assumiu a presidência, ela consolidou dois mandatos consecutivos no comando do Legislativo estadual. Um feito que, goste-se ou não, já está inscrito na história política do Maranhão.
Othelino, por sua vez, tentou por reiteradas vezes reverter na Justiça o resultado da eleição interna da Casa. Levou a disputa até o Supremo Tribunal Federal. Não conseguiu.
Diante desse cenário, a ausência na solenidade dos 191 anos ganha contornos políticos claros. Não é apenas a falta de um ex-presidente em um evento institucional. É o silêncio de quem não conseguiu tomar na marra o poder de uma mulher.
Mais de 100 crianças e adolescentes já participaram do projeto

Com apoio do deputado Neto Evangelista, o projeto Judoca Cidadão, do Instituto João Evangelista, retomou as aulas de judô para mais de 40 alunos neste sábado (21). O instituto oferece aulas gratuitas a crianças e adolescentes com idade entre 7 e 14 anos e tem como missão não apenas criar atletas e campeões, mas sim cidadãos.
De acordo com o deputado estadual Neto Evangelista, mais de 100 crianças e adolescentes já participaram do projeto que trabalha a disciplina e a atenção, características que ajudam tanto no convívio familiar quanto no desempenho escolar.
“Fico muito feliz em acompanhar de perto o retorno do Judoca Cidadão em 2026. Este projeto prova que o esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social. Aqui não estamos formando apenas atletas, estamos formando cidadãos mais disciplinados, mais confiantes e com mais perspectiva de futuro”, disse Neto.
Iago foi aluno do Instituto João Evangelista e hoje ocupa as 10 primeiros posições no campeonato brasileiro de judô. Para ele, o projeto pode mudar a vida das pessoas, assim como a dele.

“Eu entrei aqui com 11 anos. Esse lugar pra mim representa a amizade, os laços que construí aqui, o desenvolvimento mental e físico que conquistei para lidar com a pressão das competições e também com as vitórias e derrotas. E tenho certeza que, assim como eu, outras pessoas poderão ter a mesma oportunidade. Tenho certeza que o judô já mudou muitos destinos e tenho muito a agradecer ao Neto Evangelista que é percursor desse projeto incrível”, disse.

Jorgelane Marques é mãe de Laura, de 8 anos. Ela contou sobre a empolgação da filha e sobre a importância do esporte na vida da menina.

“Hoje ela acordou super animada, é uma atividade que nem preciso acorda-la para participar. Então é uma coisa que a gente se empolga para estar, porque é um lugar bom de ficar, bom de estar. Com certeza só temos a agradecer, porque é muito importante para todas as crianças. E os pais também se sentem acolhidos, né? É um lugar seguro”, relatou.
Com o reinício das atividades, a expectativa do Instituto João Evangelista é ampliar o alcance do projeto ao longo de 2026, mantendo o foco na formação esportiva aliada ao desenvolvimento social de crianças e adolescentes maranhenses.

O Lava-Pratos realizado este ano entrou para a história como um dos maiores e mais organizados do Maranhão. Com recorde de público na região, estrutura moderna e um esquema de segurança inédito, o evento mostrou que é possível unir grandiosidade, responsabilidade e inovação.
A festa contou com sistema de videomonitoramento inteligente, câmeras em pontos estratégicos, reconhecimento facial e apoio de drones para acompanhamento em tempo real. A tecnologia foi um dos grandes diferenciais, garantindo tranquilidade ao público e eficiência na atuação das forças de segurança. Um modelo que coloca o Maranhão em um novo patamar na realização de grandes eventos.
Mais do que um espetáculo cultural, o Lava-Pratos foi resultado de planejamento, união institucional e compromisso com as pessoas. A parceria entre o Governo do Estado e o Município demonstrou que, quando há alinhamento e respeito entre as gestões, quem ganha é a população.
A programação reuniu atrações locais, regionais e nacionais, como Eric Land e Nuzio Medeiros, valorizando talentos da terra e atraindo milhares de visitantes. A estrutura montada, o esquema de segurança e o apoio logístico mostraram que é possível promover um grande evento com organização e responsabilidade.
O impacto foi além da festa. O comércio, ambulantes, hotéis e trabalhadores informais sentiram o aquecimento da economia. Eventos bem planejados geram renda, movimentam a cidade e fortalecem toda a cadeia produtiva.
Portal da Transparência mostra empenhos de 14 vereadores, incluindo da base do prefeito de São Luís, com pagamento ao hospital zerado desde o ano passado
Postura de Braide com emendas de vereadores é oposta à que prefeito adotava quando era parlamentar
Leonardo Mendonça
O Ministério Público do Maranhão investiga a retenção de R$ 12 milhões em emendas parlamentares de vereadores da capital destinadas à Fundação Antônio Jorge Dino, mantenedora do Instituto de Oncologia Aldenora Bello, em São Luís, referência no tratamento de câncer no estado.
A apuração, ainda em fase preliminar, é conduzida pela promotora de Justiça Adélia Morais, da Defesa do Patrimônio Público. O prefeito Eduardo Braide (PSD) figura como alvo do procedimento que, além de focar em possível ato de improbidade administrativa, tem escopo mais amplo, de crime de responsabilidade.
A notícia de fato foi instaurada no dia 5 de fevereiro, a partir de representação dos vereadores, após tentativas frustradas de diálogo do Legislativo com o Executivo municipal. O prazo inicial para a conclusão termina no próximo dia 12 de março.
Os recursos travados por Braide, apurou o Atual7, são oriundos de emendas impositivas de 14 vereadores, destinadas à construção de uma ala oncológica pediátrica no Aldenora Bello. A iniciativa surgiu de uma articulação suprapartidária na Câmara Municipal de São Luís, incluindo parlamentares aliados do prefeito que também estão com o pagamento dessas emendas zerado desde o ano passado.
Emendas impositivas são aquelas cuja execução pelo Executivo é obrigatória, diferente das indicativas, que podem ou não ser acatadas. Em São Luís, a LOM (Lei Orgânica do Município) fixa as emendas individuais de vereadores como impositivas, com metade do valor destinada obrigatoriamente à saúde. O próprio procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, durante reunião com os parlamentares para tratar a respeito do assunto, reconheceu que o pagamento das emendas impositivas é um direito constitucional do parlamento.
Segundo dados do Portal da Transparência da prefeitura, os vereadores que destinaram os R$ 12 milhões em emendas ao hospital são: Marlon Botão (PSB), Thyago Freitas (PRD), Aldir Júnior (PL), Daniel Oliveira (PSD), Rosana da Saúde (Republicanos), Antônio Garcês (PP), Dr. Joel (PSD), Clara Gomes (PSD), Octávio Soeiro (PSB), Coletivo Nós (PT), Raimundo Penha (PDT), Douglas Pinto (PSD), Concita Pinto (PSB) e Professora Magnólia (União Brasil).
O prefeito Eduardo Braide foi procurado pelo Atual7 por e-mail, desde a última sexta-feira (20), para explicar o motivo da retenção dos recursos ao Aldenora Bello, mas não se manifestou. Pré-candidato ao governo do Maranhão em 2026, ele tem histórico de cobrar a destinação de recursos de emendas ao próprio hospital na época em que era deputado estadual e federal, postura oposta à que adota agora, como chefe do Palácio de La Ravardière.

Em outubro do ano passado, durante painel na Câmara, o vice-presidente da Fundação Antônio Dino, Antônio Dino Tavares, apresentou o projeto para a construção de enfermarias, centro de oncologia pediátrica e UTIs no hospital.
Atualmente, segundo dados apresentados durante o painel, o Aldenora Bello realiza cerca de 80% das radioterapias, 70% das quimioterapias e mais de 50% das cirurgias oncológicas do Maranhão, com 700 pacientes em fila de espera. Hoje, o hospital não consegue atender os quase 300 novos casos de câncer infantil estimados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) para o Maranhão.
Caso liberados, os recursos oriundos das emendas parlamentares permitiriam ao Aldenora Bello saltar de 23 para 90 leitos de atendimento oncológico.
Blog Atual7
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