A única coisa que Brandão quer saber de Lula

Brandão reúne com Lula em Brasília - Carlos Brandão

A equação política de 2026 para Brandão se resume a uma única interrogação: qual será o segundo nome ao Senado dentro da aliança com o Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Os dinistas sabem disso e a preocupação dos quase-sem-mandato ecoa todos os dias na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Nesta quarta-feira (25), em Brasília, o governador Carlos Brandão esteve com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, onde deixou a disposição do partido as duas vagas para o Senado na chapa liderada por Orleans Brandão, do MDB.

Apesar de dinistas esperarem um recuo de Brandão para abrir espaço para Felipe Camarão concorrer ao Governo no cargo, o governador quer saber de Lula – e somente dele – quem estará ao lado do senador Weverton Rocha nas próximas eleições. O senador do PDT é o primeiro indicado de Lula para a Câmara Alta.

Em relação a reunião com Edinho Silva, ela foi protocolar. Nenhuma novidade.

A divulgação de áudios tornados públicos pelo deputado estadual Yglésio Moyses trouxe à tona interlocutores politicamente próximos ao ministro do STF Flávio Dino no Maranhão, citando seu nome como emissor de recados vinculando a disputa eleitoral em Colinas ao caso do Tribunal de Contas do Estado (TCE), atualmente sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal. Nos áudios, aparecem expressões como “resolver Colinas”, “zera tudo”, “libera o TCE” e “falei com o Flávio Dino”.

O caso do TCE/MA está judicializado no STF há quase dois anos, após ação apresentada por aliados dinistas. Desde então, duas vagas permanecem abertas por decisão monocrática do ministro, ex-governador do Maranhão pelo PCdoB e depois pelo PSB.

O ponto central é que os interlocutores “dinistas“ apresentam as falas como “recados” do ministro.

Ele afirma: “Eu conversei com o despacho, eu conversei com o Flávio, é, semana passada, e aí ele conversou pessoalmente comigo e disse, e disse com essas palavras que eu vou te dizer aqui: “Galdino, conversa com o Felipe, conversa com o Brandão, que eu só, só quero conversar sobre Colinas. Eu só faço questão de Colinas. Deixa pra lá Barreirinhas, deixa pra lá as outras coisas, que se eles querem, é, se fizer, se fizerem um gesto pra mim, conversar comigo sobre Colinas, pra não ter confusão, eu queria– só queria que mantivesse o acordo de Colinas”. Flávio, eu abro mão de Barreirinhas, eu abro mão do que for, eu só preciso que eles resolvam Colinas pra mim. Fala pro Brandão que eu só preciso que ele resolva Colinas pra mim, que o resto tá, que tá superado.”

Em outra gravação, o deputado federal Rubens Júnior pressiona pelo cumprimento do “acordo de Colinas”.

O parlamentar afirma textualmente: “O pedido basicamente são duas coisas: é cumprir o acordo de Colinas e tratar bem quem votou no governador. Que aí ele diz lá que é os deputados Rodrigo, Lula, Júlio, não sei o quê. Ele disse: “Junior, se a gente conseguir avançar nessas duas pautas, zera tudo! Eu libero o TCE, a gente faz de conta que a gente nunca se desentendeu em nada na vida, zera o jogo todo de novo.”

Outro deputado federal, Marcio Jerry (MA), presidente estadual do PCdoB, condiciona pacificação a “gestos”.

Ele diz: Eu tenho recebido mensagens de que o governador quer um clima de harmonia e de paz. Diga a ele, e eu estou lhe autorizando a dizer a ele, que eu também quero esse clima total de paz. Agora, pra ter clima de paz, é preciso fazer gestos, né? As coisas que eu pedi, nada foi feito. Então, vê o que que é possível revisar. Ele citou Colinas , citou Barreirinhas?

Personagem central no episódio, já que o município de Colinas envolvia interesse direto de seu grupo político nas eleições de 2024 cujo objetivo era a eleição de seu irmão como prefeito, Márcio Jerry, não contestou a autenticidade dos áudios após a divulgação, limitando-se a afirmar que o conteúdo estaria “descontextualizado”. Jerry tem grande proximidade com o ministro Flávio Dino, cuja esposa é nomeada no gabinete do parlamentar, apesar de residente em São Luís.

Ambiente de tensão
O vereador de Colinas Clayton do Hospital, filho de quebradeira de babaçu e eleito após superar nas urnas a irmã de Márcio Jerry para a Câmara Municipal, relatou ter sido ameaçado pelo deputado durante solenidade em Presidente Dutra.

Segundo o vereador, Jerry teria afirmado: “Já falei com Flávio Dino”, mencionando ainda possível acionamento da Polícia Federal.

O parlamentar negou publicamente a ameaça em suas redes sociais, afirmando que não teria feito a declaração nos termos relatados. No entanto, o vereador sustenta que a fala ocorreu de forma reservada, ao pé do ouvido, durante o evento.

O episódio passou a ser interpretado por adversários como mais um caso em que o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal é citado em contexto de pressão política local.

Vídeos com as versões de ambos circularam nas redes sociais.

Judicialização recorrente
Fontes políticas locais informam que ao longo dos últimos anos o mesmo grupo teria transferido disputas políticas para o Supremo Tribunal Federal. Entre os episódios estão a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, a ação envolvendo as indicações ao TCE e, mais recentemente, no no último dia 19, a nova ação protocolada pelo PCdoB no STF. O novo pedido, apresentado sob total sigilo, reacende o debate sobre judicialização como estratégia política.

O timing chama atenção: o movimento ocorre em meio a definições do calendário eleitoral e articulações partidárias. O grupo que se autodenomina dinista é composto por um núcleo reduzido de cinco pessoas, sem capilaridade político-eleitoral robusta ou estrutura consolidada para disputar com competitividade o cenário de 2026. Ainda assim, segundo fontes, tem atuado para tumultuar o ambiente pré-eleitoral, repetindo estratégia adotada nos últimos anos de tensionamento institucional e judicialização.

Paralelamente à ação judicial, o mesmo grupo aproveitou a movimentação do tradicional Lava-Pratos, evento promovido no Centro Histórico de São Luís, para reativar o bloco “Os Comunas”, criado no auge do governo Flávio Dino. Em meio à aglomeração popular da festa, um pequeno grupo entoou a música “Chora, não vou negar, chegou a hora, vais me pagar”, interpretada por adversários como mensagem de enfrentamento político direcionada ao governador.

Esse tipo de movimento, ações judiciais sob sigilo combinadas a manifestações públicas com teor de pressão tornou-se recorrente no Maranhão por parte de pequeno grupo ligado ao ex governador e hoje ministro do STF, após o rompimento político com o grupo do governador Carlos Brandão.

O uso do nome de Dino
O que amplia o debate é que, em diferentes episódios, o nome do Flávio Dino aparece citado como elemento central das articulações. Até o momento, não houve manifestação pública do ministro sobre o uso de seu nome nos áudios divulgados.

Em outras situações envolvendo diferentes personagens, quando houve utilização considerada indevida ou ofensiva de seu nome, o ministro buscou medidas judiciais para preservação de sua honra e imagem institucional. No caso atual, envolvendo personagens politicamente próximos, não houve movimentação nesse sentido.

A combinação de recados atribuídos, judicialização reiterada, nova ação sob sigilo e manifestações públicas com teor de pressão — que intensifica o debate político no Maranhão e projeta a controvérsia para além do cenário estadual político.

 

Fonte:Diário do Poder

 

O prefeito de Icatu, Wallace Azevedo, participou nesta semana da mobilização nacional promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), na Casa dos Municípios, em Brasília. Ele esteve acompanhado de Natália Azevedo.

O evento reúne prefeitos de todo o país para discutir pautas ligadas à responsabilidade fiscal e à situação financeira das prefeituras. A mobilização tem como foco o equilíbrio das contas públicas municipais, a divisão de receitas entre União, estados e municípios e medidas para garantir a manutenção de serviços essenciais.

Em publicação nas redes sociais, Wallace Azevedo afirmou que a agenda busca “condições justas para continuar cuidando dos icatuenses”, destacando a defesa da saúde dos cofres municipais.

A participação integra a agenda institucional do prefeito na capital federal, onde tem buscado recursos, parcerias e melhorias para Icatu junto a órgãos federais e entidades municipalistas. A presença em mobilizações nacionais amplia a visibilidade do município nas discussões sobre financiamento público e políticas voltadas às cidades.

MULHER É PRESA PELA POLÍCIA CIVIL SUSPEITA DE SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO DE DUAS CRIANÇAS EM SANTA LUZIA DO TIDE

A Polícia Civil do Maranhão realizou, na noite desta segunda-feira (23), a prisão em flagrante de uma mulher suspeita de praticar os crimes de sequestro e cárcere privado contra duas crianças no município de Santa Luzia do Tide.

De acordo com informações da Delegacia de Polícia da cidade, a ação teve início após a mãe das vítimas procurar a unidade policial e relatar que seus dois filhos, uma criança de 3 anos e um bebê de apenas 10 meses, haviam sido levados sem sua autorização por uma mulher conhecida da família.

Diante da gravidade da denúncia, os policiais civis iniciaram diligências imediatas, utilizando imagens de câmeras de segurança e informações repassadas pela genitora das crianças. Durante as buscas, a equipe conseguiu localizar o endereço indicado e, no momento da abordagem, encontrou a suspeita na posse dos dois menores.

Questionada pelos policiais, a mulher alegou que teria levado as crianças sob a justificativa de que estariam sofrendo supostos maus-tratos. No entanto, a versão apresentada não foi confirmada, uma vez que as crianças não apresentavam quaisquer sinais aparentes de violência ou lesões.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão à suspeita, que foi conduzida à Delegacia de Polícia, onde permanece à disposição da Justiça, sendo interrogada e submetida aos procedimentos legais cabíveis. As crianças foram imediatamente restituídas à mãe, em segurança.

Após a conclusão dos atos de polícia judiciária, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais pertinentes.

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Pedras Frias para apurar a possível prática de fraude em licitação para contratação de empresa responsável pelo fornecimento de material de expediente ao município de Timbiras, com uso de recursos federais do Fundeb, do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de São Luís e Timbiras, os agentes estiveram na residência do ex-prefeito Antônio Borba, onde apreenderam aproximadamente R$ 122 mil em espécie. O valor foi recolhido e será submetido à análise no âmbito das investigações.

A operação também alcançou a sede da empresa Pinheiro Serviços e Comércio, registrada em nome de Adriano Ricardo de Sousa Pinheiro, além da Prefeitura de Timbiras, onde foram apreendidos documentos relacionados ao procedimento licitatório sob suspeita.

De acordo com a PF, a investigação é desdobramento da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que apontou indícios de direcionamento de licitações no município. As apurações indicam que, em 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam atuado para favorecer uma empresa previamente escolhida, que venceu os 167 itens licitados, totalizando cerca de R$ 7 milhões.

Com apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão (CGU/MA), foram identificados indícios de cláusulas restritivas à competitividade, possível superfaturamento e a inabilitação indevida da empresa que apresentou a proposta de menor preço.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito Antônio Borba afirmou que os R$ 122 mil apreendidos têm origem lícita. Segundo ele, o montante é proveniente de salários recebidos como médico e de lucros de sua produção rural. Até o momento, não houve manifestação formal das demais partes citadas na investigação.

 

Blog Acarta Politica 

Investigação busca esclarecer o destino de mais de R$ 15 milhões que deveriam ser aplicados na educação do município

O Ministério Público da Comarca de Vargem Grande colheu, nesta terça-feira (24), os depoimentos do ex-prefeito Carlinhos Barros, de sua esposa, Letícia Dallety da Silva Dias, e da sogra, Reginalda Reis da Silva. Eles foram ouvidos no âmbito da investigação que apura um suposto desvio milionário de recursos do Fundeb no município.

As apurações ganharam força após a divulgação, pela imprensa maranhense, dos dados nominais da folha de pagamento do Fundeb, disponibilizados pelo Banco do Brasil. As informações apontam que Letícia, esposa do ex-prefeito, teria recebido quase R$ 300 mil em recursos vinculados ao fundo.

Somente em dezembro de 2024, último mês da gestão de Carlinhos Barros, foram pagos mais de R$ 55 mil à esposa do então gestor, valor referente a salário e abono oriundo das sobras dos 70% do Fundeb, percentual destinado obrigatoriamente à remuneração de profissionais da educação.

Segundo as denúncias, os pagamentos teriam continuado na gestão do atual prefeito Preto, com Letícia e sua mãe, Reginalda Reis, também recebendo valores do fundo e sendo contempladas com abonos.

O caso, que ficou conhecido popularmente como “Máfia do Fundeb”, está sendo investigado pelo Ministério Público e tem como foco principal esclarecer a destinação de mais de R$ 15 milhões que deveriam ter sido aplicados na educação pública de Vargem Grande.

As investigações seguem em andamento e novas oitivas e diligências não estão descartadas.

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