“Se pudesse dizer algo ao presidente Lula neste momento, diria que mantenha a pressão até que Maduro sinta que não pode suportar mais”, disse
247 – O ex-candidato presidencial venezuelano Edmundo González pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumente a pressão para que o presidente Nicolás Maduro deixe o poder. “Se pudesse dizer algo ao presidente Lula neste momento, diria que mantenha a pressão até que Maduro sinta que não pode suportar mais, até que ele mude sua posição”, disse González ao jornal O Globo.
Ele disse, ainda, que irá retornar ao país no dia 10 de janeiro para tomar posse e que o atual mandatário “sai ou sai”. González fugiu para a Espanha em 9 de setembro, uma semana depois que as autoridades venezuelanas emitiram um mandado de prisão contra ele, acusando-o de conspiração e outros crimes
Na entrevista, González cobrou uma resposta mais robusta da comunidade internacional, pedindo sanções personalizadas contra figuras chave do governo Maduro, como o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Elvis Amoroso. “ Neste momento, estamos falando de pressão através de sanções personalizadas. Por exemplo, o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Elvis Amoroso, foi alvo de sanções individuais, mas que foram suspensas antes das eleições por parte da UE [União Europeia]. Num gesto político, o bloco poderia repor as sanções contra ele, que foi artífice da fraude mais escancarada que tivemos na história democrática”, disse.
González também considera que a proposta de novas eleições, sugerida por representantes do governo brasileiro, é inviável. “Não, não, não. Essa proposta é inviável. A única eleição para nós é a na qual 8 milhões de venezuelanos votaram a favor de uma transição democrática”, afirmou.

O deputado estadual Wellington do Curso solicitou formalmente à Procuradoria da República no Maranhão (MPF/MA) uma investigação sobre o evento intitulado “Gênero para Além das Fronteiras: Tendências Contemporâneas na América Latina e no Sul Global”, realizado em 17 de outubro de 2024, no auditório do Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A solicitação foi encaminhada ao procurador-chefe, Alexandre Silva Soares, ressaltando a possibilidade de ocorrência de crimes sexuais durante o evento, após divulgação de um vídeo em que há exibição de partes íntimas e alusão a atos sexuais.
No ofício enviado ao MPF/MA, o deputado destacou a gravidade da situação e afirmou que é imprescindível que o Ministério Público Federal tome as devidas providências para investigar o caso.

“Universidade é para estudo e não para orgia. É imprescindível que o Ministério Público investigue com rigor o evento ‘Gênero para Além das Fronteiras’, pois há indícios preocupantes de que práticas criminosas, incluindo crimes sexuais, possam ter ocorrido. Não podemos permitir que encontros desse tipo, que promovem ideologias contrárias aos valores da nossa sociedade, sejam realizados sem o devido acompanhamento e responsabilização dos envolvidos.”, disse Wellington.
Além do MPF, Wellington também encaminhou o ofício ao Ministério de Educação e à Reitoria da Universidade.

O deputado Nikolas Ferreira (PL), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR)para investigar uma apresentação realizada durante o I Encontro de Gênero do Grupo de Pesquisa Epistemologia da Antropologia, Etnologia e Política (Gaep) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Um vídeo que circula na web mostra a historiadora e cantora Tertuliana Lustosa protagonizando uma cena erótica durante a palestra cantou uma música: “No mestrado da putaria vou te ensinar gostoso, dando aula na sua pic*. Aqui não tem nota, nem recuperação, não tem sofrimento e se aprende com tesão. De quatro, empino o c*. Educando com o c*”.
Em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles, Nikolas, que é presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, quer que a PGR investigue se algum crime foi cometido durante a apresentação.
“Acompanhei atentamente, ao longo do dia de ontem, os acontecimentos na UFMA. Durante o I Encontro de Gênero, uma palestrante realizou uma dança de cunho erótico com músicas inapropriadas dentro do campus da universidade. Ainda não sabemos se havia menores de idade presentes no local”, disse Nikolas.
O parlamentar disse ainda que pediu mais informações à UFMA sobre o grupo de pesquisa responsável pela palestra. Caso alguma irregularidade seja identificada, Nikolas disse que pode solicitar a exoneração dos envolvidos.
“Diante desses fatos, solicitarei informações dos professores responsáveis pelo grupo de pesquisa que realizou o encontro. Se as apurações demonstrarem ciência e leniência quanto ao fato, solicitarei a exoneração de todos”, afirmou.
“Também protocolarei uma indicação ao Procurador-Geral de Justiça, sugerindo a abertura de investigação para apurar possíveis crimes ocorridos. Discutiremos todas essas medidas na Comissão de Educação e aguardaremos as apurações e as providências que serão tomadas pela PGR”, emendou.
Três adolescentes de 15 anos — duas meninas e um menino — foram mortos a tiros na escola
Reuters – Um estudante matou três colegas nesta sexta-feira e em seguida tirou a própria vida em uma escola rural em Heliópolis, no norte da Bahia.
Segundo publicação no X do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que já governou o estado, o incidente ocorreu no Colégio Municipal Dom Pedro I, em Heliópolis.
“Fora do Brasil, em missão internacional, recebi a triste notícia da morte de quatro jovens”, postou o ministro na rede social. “Um estudante vitimou três colegas e, em seguida, tirou a própria vida.”
“Neste momento de dor, envio minha solidariedade e orações às famílias e amigos das vítimas, além de toda a comunidade escolar. É devastador pensar nas vidas inocentes que foram interrompidas de forma tão trágica”, acrescentou Costa.
Também em postagem no X, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou as quatro mortes e prestou sentimentos a familiares e colegas dos estudantes.

O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou, a 21 anos de reclusão, Rafael Alves de Sousa pelo assassinato da sua ex-companheira Adrielle Teixeira Nascimento, no dia 25 de setembro de 2021, por volta das 20h30, na residência da vítima, no bairro Tibiri. O réu matou a mulher com cerca 38 facadas, na presença da filha dela, de apenas 3 anos de idade.
Após o julgamento, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), nesta sexta-feira (18), Rafael Alves de Sousa levado de volta para a Penitenciária de Pedrinhas, onde está preso desde janeiro de 2023. O Conselho de Sentença do júri popular foi todo composto por mulheres (sete membros), a partir de sorteio realizado pelo magistrado que presidiu a sessão.
Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre vizinhos e familiares da vítima. Ao ser interrogado, Rafael Alves de Sousa confessou a autoria do crime e disse que tinha ciúmes da mulher. Segundo a denúncia do Ministério Público, Adrielle Teixeira Nascimento conviveu em união estável com o denunciado por cerca de dois anos, já estavam separados há cinco meses, mas moravam na mesma residência.
Rafael Alves de Sousa foi condenado por homicídio qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima Adrielle Teixeira Nascimento.
O julgamento foi presidido pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Clésio Cunha. Atuaram na acusação o promotor de justiça Raimundo Benedito Barros Pinto e a advogada Vanessa Paixão (assistente de acusação). A defesa do réu foi realizada pelo defensor público Bernardo Laurindo Santos Filho. Familiares da vítima (mãe, irmã e prima) acompanharam a sessão de júri.
Após cometer o feminicídio em setembro de 2021, Rafael Alves de Sousa fugiu de São Luís, sendo preso em janeiro de 2023 no estado do Pará, onde se casou e teve um filho.
De acordo com os autos, no dia do crime Adrielle Teixeira Nascimento estava na cozinha da casa onde ela e o denunciado moravam, quando iniciou uma discussão e o agressor quebrou alguns pratos. A mulher tentou sair do imóvel e foi golpeada pelo acusado até a morte. Vizinhos ouviram barulho na casa e quando um deles foi até o local encontrou a filha da vítima no portão, chorando, na parte interna da residência.
Uma das testemunhas relatou que tinha conhecimento de que a irmã havia sido ameaçada de morte Rafael Alves de Sousa que era muito ciumento e agressivo, e que a vítima, mesmo separada do companheiro, não deixou a residência porque não tinha para onde ir. Disse também que dias antes do feminicídio o acusado matou um animal doméstico (gato), na frente de Adrielle Teixeira Nascimento e da filha dela.
“O cenário sem o inelegível problemático já está sendo montado, para que outros nomes tenham o caminho livre até 2026”, escreve o colunista Moisés Mendes
Uma perguntinha fácil, da primeira etapa de qualquer show do milhão: digam rápido quem é o candidato a prefeito de Bolsonaro, com alguma relevância na extrema direita, vencedor dessa eleição no primeiro turno ou habilitado a vencer a disputa no segundo. Quem responder, arranca ganhando R$ 500 mil.
Não há nomes da raiz e do tronco do bolsonarismo que possam ser expostos numa vitrine como vitórias pessoais de Bolsonaro. Mas há os que podem ser apresentados como derrotas.
Nem vamos citar, em respeito a quem nos lê, os nomes dos derrotados na primeira rodada e dos que não são tutelados por ele e ainda disputam o segundo turno pela direita. Todos sabem quem são eles, a maioria da velha e da nova direita que não dependem mais do sujeito.
Bolsonaro é um dos derrotados nas eleições municipais. Porque é falsa, é quase ingênua a tese segundo a qual o crescimento do PL deve ser atribuído a ele. Em 2022, com a expansão da bancada no Congresso, sim. Hoje, não mais.
Mesmo essa direita que se assumiu como ultra reacionária ou extremista não precisa mais de Bolsonaro para seguir em frente. Porque tem perspectiva de futuro com bons sucessores menos problemáticos.
Se fosse possível, mesmo em comparações forçadas, estabelecer semelhanças entre Bolsonaro e Lula, considerando-se a ideia da manutenção da polarização e do protagonismo de ambos, essa seria a conclusão: Bolsonaro sai avariado da eleição.
E Lula, apesar da performance ruim do PT, tem o poder de quem está no governo para provar que permanece muito vivo e maior do que seu partido e as esquerdas. Porque mesmo a direita absorvida pelo fascismo não depende mais de Bolsonaro, e as esquerdas ainda dependem muito de Lula, apesar dos grupos que ainda o esnobam e o depreciam.
Até o ministro Fernando Haddad, por excesso de cordialidade, disse em entrevista essa semana à Folha de S. Paulo: “Se o Bolsonaro se reabilitar do ponto de vista eleitoral”, será ele o candidato natural da direita em 2026.
Valdemar Costa Neto diz coisa parecida, apesar de já ter insinuado que agora é a vez de Tarcísio e, depois de levar um puxão de orelha, ter revisado o que disse, colocando de novo Bolsonaro à frente de todos.
Mas Haddad, Valdemar e a estátua com os olhos vendados da Praça dos Três Poderes sabem que Bolsonaro já se entregou, quando ele mesmo disse que, se continuar inelegível, largará tudo e sairá de cena. Como se estivesse propondo um acordo prévio para redução de danos.
É com isso que direita e extrema direita terão de lidar, com o fim de Bolsonaro, a partir da denúncia que será formulada pelo Ministério Público e pelo desejo de PL, PSD, PP, União Brasil, Republicanos e agregados de vê-lo como incômodo fora do jogo. É para esse cenário que também o PT e as esquerdas precisam se preparar.
Até porque uma segunda derrota de Bolsonaro para Lula teria efeito devastador na autoestima da velha e da nova direita, que saem fortalecidas dessa eleição e têm armas para tentar algo diferente e menos arriscado daqui a dois anos.
Mesmo que tudo pareça nebuloso e que o balanço de perdedores e vencedores de 2022 ainda esteja sendo feito, agora nos detalhamentos, um fato é mais do que detalhe: Bolsonaro, escondido pelos comparsas nas capitais e cidades médias no primeiro turno, está sendo empurrado para trás do biombo.
Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.
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