Neto Evangelista propõe CPI para investigar aumento dos preços de combustíveis

Neto Evangelista propõe CPI para investigar aumento dos preços de combustíveis

O deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil) propôs, nesta quinta-feira (12), na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o aumento dos preços dos combustíveis no estado, elevação essa que o parlamentar classificou como abusiva.

Neto se posicionou contra a justificativa apresentada pelos donos de postos de combustíveis, que alegam que, em virtude dos conflitos mundiais registrados, deve acontecer um aumento no valor do barril do petróleo e, por essa razão, eles estão aumentando o preço dos combustíveis de forma antecipada.

“Isso vai de encontro ao Código de Defesa do Consumidor, que deve ser respeitado. Aumentar preço de gasolina, de diesel, porque, talvez, haja um aumento por conta da guerra, é fazer graça com a cara dos maranhenses. É um aumento abusivo! O diesel já chegou a R$ 7,00 e a gasolina está chegando também. Daqui a pouco vai começar a diminuir frota de ônibus, pois o combustível estoura, o sistema entra em greve de novo, trabalhador fica sem transporte, cidadão que utiliza moto e carro fica sem condições”, destacou o deputado.

Por essa razão, o deputado e líder do governo na Assembleia propôs a abertura de uma CPI no âmbito do Parlamento estadual. “Ou a gente toma uma atitude enérgica agora ou daqui a pouco o cidadão não compra nem um quilo de arroz. Eu proponho que a gente abra com urgência uma CPI sobre este preço dos combustíveis. Vamos trazer esta discussão para dentro da casa, e acionar também o Ministério Público. Uma CPI composta pelos parlamentares para que se convoque aqui aqueles que prestam este tipo de serviço no Maranhão e a gente acabe com essa graça de querer colocar a conta no bolso do cidadão”, disse.

Bloco de políticos busca evitar delação do banqueiro investigado e aposta em possível empate na Segunda Turma do Supremo

FBI, Daniel Vorcaro e InterpolMovimentações políticas em Brasília indicam que lideranças do centrão passaram a atuar nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo, segundo relatos de interlocutores políticos, seria evitar que o investigado opte por um acordo de delação premiada caso permaneça preso por um período prolongado.As informações foram publicadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no portal G1, que relatou a mobilização de políticos para acompanhar de perto o julgamento do caso na Segunda Turma do STF. A preocupação de aliados seria de que o avanço das investigações leve Vorcaro a revelar detalhes de relações políticas e financeiras caso decida colaborar com a Justiça.

De acordo com relatos obtidos pelo blog, interlocutores ligados ao centrão começaram a mapear votos entre os ministros da Segunda Turma e a atuar nos bastidores para construir uma maioria favorável à libertação do banqueiro. A estratégia considera diferentes cenários dentro do colegiado responsável por analisar o caso.

Nesse contexto, a articulação política avalia que um eventual empate pode beneficiar o banqueiro. Pela legislação brasileira, em processos criminais, a divisão igual de votos favorece o réu, o que, nesse caso, poderia resultar na libertação de Vorcaro.

Além de Mendonça, integram a Segunda Turma do STF os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Com a suspeição de Toffoli, a decisão deverá ser tomada pelos quatro ministros restantes.

Nos bastidores do Supremo, a avaliação predominante é de que o caso possui gravidade e que ainda não há indicativos claros sobre qual posição prevalecerá entre os integrantes do colegiado. Até o momento, a única manifestação pública conhecida é a do relator André Mendonça, responsável pela decisão que determinou a prisão de Vorcaro.

O julgamento do caso na Segunda Turma do STF deve ocorrer nos próximos dias, em meio à intensificação das articulações políticas e à expectativa sobre o posicionamento dos ministros do Supremo.

O vice-governador Felipe Camarão aparece como o nome com maior índice de rejeição entre os pré-candidatos ao Governo do Maranhão, segundo a nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas.

De acordo com o levantamento, 23,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Camarão de jeito nenhum.

Na sequência aparecem:

  • Lahésio Bonfim – 21,2%
  • Eduardo Braide – 20,1%
  • Orleans Brandão – 15,3%

Outros 34,8% disseram que poderiam votar em todos os candidatos apresentados, enquanto 8,1% não souberam ou preferiram não opinar.

Importância do índice de rejeição

O indicador de rejeição é considerado um dos dados mais relevantes em pesquisas eleitorais, pois mede a resistência do eleitorado a determinadas candidaturas.

Em disputas majoritárias, candidatos com índices elevados de rejeição tendem a enfrentar mais dificuldade para ampliar apoio ao longo da campanha.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 5 e 8 de março de 2026, com 1.300 eleitores em 52 municípios do Maranhão.

A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-00634/2026.

 

Blog Acarta Politica 

A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 05 e 08 deste mês, revela um avanço expressivo do pré-candidato Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo Governo do Maranhão. No cenário estimulado, os números mostram uma escalada clara nas intenções de voto. Em fevereiro de 2025, Orleans aparecia com 16,9%. O índice subiu para 20,9% em agosto do mesmo ano e alcançou 30,3% neste mês de março. É um salto que praticamente dobra a pontuação dele em pouco mais de um ano e reforça o fortalecimento da pré-candidatura, cujo lançamento oficial acontece neste sábado, dia 14.

A análise comparativa do Instituto Paraná Pesquisas também destaca que o avanço de Orleans no Maranhão está entre os mais expressivos do país. Enquanto lideranças estaduais como Elmano de Freitas, no Ceará, Alexandre Curi, no Paraná, e Raquel Lyra, em Pernambuco, registraram crescimento mais acanhado, Orleans praticamente dobrou as intenções de voto nas pesquisas realizadas entre o ano passado e este ano.

Nas simulações de segundo turno, Orleans demonstra força crescente. Em um eventual confronto com o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide, ele registra 39,1% das intenções de voto, contra 47,3% do adversário. Em um possível segundo turno contra Lahesio Bonfim, Orleans venceria com 47,1% das intenções de voto contra 36,8% de Lahesio.

A pesquisa aponta também que Orleans Brandão lidera a opinião do eleitorado sobre quem deverá vencer a eleição deste ano. Para 37,3% dos entrevistados Orleans vai vencer as eleições, em contraponto a 35,3% que acreditam na vitória de Eduardo Braide. O resultado indica que o atual secretário de Assuntos Municipalistas do Estado não apenas cresce nas intenções de voto, mas também ganha força na percepção pública de favoritismo.

A pesquisa ouviu 1.300 eleitores, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares, em 52 municípios. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. Os dados apontam uma trajetória de crescimento consistente que coloca Orleans em posição cada vez mais competitiva na corrida eleitoral.

A sessão plenária desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa foi dominada pela denúncia da delegada Viviane Fontenelle contra o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, acusado de ter feito comentários constrangedores sobre sua aparência. O caso foi imediatamente explorado pela oposição comunista, que ocupou a tribuna para tentar transformar o episódio em palanque político contra o governo.

O que chamou atenção, no entanto, foi a indignação seletiva de alguns desses parlamentares. Deputados como Othelino Neto, Rodrigo Lago e Carlos Lula fizeram discursos inflamados em defesa das mulheres, mas foram exatamente os mesmos que permaneceram em silêncio quando o vice-governador Felipe Camarão desrespeitou a deputada estadual Mical Damasceno com palavras de baixo calão.

Naquele episódio, não houve discursos indignados, notas de repúdio ou qualquer mobilização pública por parte dos mesmos deputados que agora tentam se colocar como defensores da causa feminina. O silêncio foi absoluto.

A diferença de postura escancara uma contradição difícil de ignorar. Quando o caso envolve adversários políticos, o discurso é de indignação. Quando o desrespeito vem de aliados ou figuras próximas ao campo político que representam, prevalece o silêncio.

No fim das contas, a chamada defesa das mulheres acaba sendo utilizada por alguns parlamentares apenas como instrumento de conveniência política, uma bandeira levantada quando interessa e esquecida quando o constrangimento vem do próprio grupo.

Othelino Neto fica isolado após perder comando da Alema e atrapalhar  entrada no governo Brandão – Atual7

O deputado estadual Othelino Neto acabou recebendo uma resposta pública do próprio Partido dos Trabalhadores depois de atacar a dirigente petista Cricielle Muniz na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em uma nota oficial de solidariedade divulgada pela Comissão Provisória Estadual, o PT saiu em defesa da filiada e classificou as críticas como um questionamento à capacidade política e técnica de uma mulher em pleno mês dedicado à luta feminina.

Na manifestação, o partido afirma que Cricielle tem trajetória consolidada dentro da legenda e exerce papel relevante tanto no cenário estadual quanto nacional. O documento destaca que ela vem realizando “trabalho de destaque à frente do IEMA, reconhecido e aprovado pela população maranhense”, e afirma que o partido não aceitará ataques às suas lideranças.

A nota também afirma que o posicionamento do deputado ocorreu “em pleno mês das mulheres”, quando, segundo o partido, ele sustentou que Cricielle seria “mais candidata que gestora”, colocando em dúvida sua capacidade política e administrativa. Para o PT, esse tipo de declaração atribui às mulheres limites para sua atuação nos espaços de poder.

A reação pública expõe um constrangimento político para Othelino. Isso porque o parlamentar frequentemente se apresenta como aliado do campo petista e chegou a usar a tribuna recentemente para tentar falar em nome do partido para rebater críticas do deputado estadual Dr. Yglésio ao partido. Ao mesmo tempo, acabou atacando justamente uma militante forjada dentro da própria base da legenda. Uma mulher preta com trajetória na militância petista.

Nos bastidores, o episódio reforça a percepção de que o deputado atua em sentido contrário aos interesses estratégicos do PT no Maranhão. Lideranças do partido avaliam que movimentos políticos de Othelino têm contribuído para esvaziar o protagonismo petista no estado, abrindo espaço para que o partido seja tratado apenas como acessório na chapa de Eduardo Braide.

Essa disputa passa diretamente pelo cenário de 2026. Setores do PT defendem que a legenda fortaleça sua atuação ao lado do governador Carlos Brandão. Já articulações estimuladas por dinistas são vistas como um movimento que enfraquece esse projeto e pode acabar empurrando o partido para uma posição secundária em torno de uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide.

Além da disputa pelo protagonismo na sucessão estadual, petistas também temem que esse tipo de movimento provoque efeitos em cadeia, esvaziando candidaturas competitivas do partido para a Câmara Federal, Assembleia Legislativa e até mesmo reduzindo a competitividade de nomes do campo progressista em uma disputa ao Senado.

Ao final da nota, o PT reforça o recado político e afirma que seguirá “firme, pautando a coesão e a coerência do time de Lula no Maranhão”, uma mensagem interpretada como um alerta direto a quem, mesmo se dizendo aliado, acaba atuando contra a própria base do partido.

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