O prefeito de Icatu, Walace Azevedo, confirmou que o carnaval do município começa no sábado, marcando a abertura oficial da programação da festa.
Segundo o gestor, a agenda carnavalesca segue ao longo da semana, com eventos distribuídos tanto na sede quanto na zona rural. Na Quarta-feira de Cinzas, a programação continua com o tradicional Lava-Pratos, que será realizado na zona rural, no povoado Itatuaba.
Já na quinta-feira, o carnaval se estende para o litoral do município, com a realização do Lava Copos, na Praia de Santa Maria, encerrando a programação com atrações voltadas ao público local e visitantes.
A programação reforça a proposta da gestão municipal de descentralizar os eventos e ampliar o alcance das festividades em Icatu.

Durante praticamente toda a sua gestão, o ex-governador Flávio Dino – hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – repetiu como um mantra, sempre que confrontado com números desfavoráveis para o Maranhão, que a culpa era de uma suposta “herança maldita” deixada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB).
A própria emedebista e parte da imprensa sempre contestaram essa postura do ex-comunista.
Por um motivo simple: ele recebeu da sua antecessora um Estado saneado, com aproximadamente R$ 2 bilhões em caixa, disponíveis para uso desde o primeiro dia da administração.
Mas eis que Dino já não é mais governador, e o seu sucessor, Carlos Brandão (sem partido), é quem tem que arcar com os resultados de uma “pedalada” da gestão passada.
O sucessor e o povo do Maranhão.
Nesta quinta-feira, 29, foi confirmada a renovação da concessão da gestão do Porto do Itaqui para o Governo do Maranhão, via Emap.
A um custo absurdo, no entanto.
Em virtude de saques irregulares feitos na gestão Dino, a gestão Brandão precisou assumir uma dívida de quase R$ 500 milhões para garantir a manutenção do controle do porto (saiba mais).
Valor que será pago ao longo de 26 anos.
Herança maldita é isso, Flávio Dino!
Blog do Gilberto Léda

A história do PT no Maranhão mostra que, nos momentos decisivos, o partido sempre optou menos pelo discurso e mais pela capacidade real de entrega política. E quando se observa o passado com atenção, o presente deixa de parecer surpresa.
Em 2010, o PT maranhense viveu um dos seus dilemas mais emblemáticos. Por uma margem apertada — apenas dois votos — o diretório estadual decidiu apoiar Flávio Dino ao governo. A escolha representava identidade ideológica e alinhamento com setores históricos do partido no estado.
Mas essa decisão não prevaleceu.
A executiva nacional do PT, com Lula no centro das articulações, fez outra leitura e escolheu Roseana Sarney. O motivo não foi simpatia política, mas capacidade de entrega. O grupo Sarney era o único que podia garantir ao PT aquilo que o projeto nacional exigia naquele momento: dois senadores aliados e uma bancada robusta de deputados federais.
E entregou.
O resultado consolidou uma verdade incômoda para muitos militantes: quando o jogo é nacional, o PT decide olhando para o Congresso, não apenas para o palanque estadual.
Quase duas décadas depois, o roteiro se repete.
Hoje, o PT do Maranhão se vê diante de outra bifurcação. De um lado, projetos internos e disputas locais. Do outro, a necessidade objetiva da direção nacional: fortalecer a base de Lula no Senado e ampliar a bancada no Congresso Nacional. Nesse confronto, apenas um campo consegue atender às expectativas de Brasília.
Entre Felipe Camarão e Carlos Brandão, só Brandão reúne as condições políticas, administrativas e eleitorais para entregar o que o PT nacional precisa. Não se trata de preferência pessoal, mas de estrutura de poder.
E, diferentemente de 2010, as condições hoje são ainda mais favoráveis ao PT. Todas as frentes do partido estão contempladas no governo estadual — do primeiro ao último escalão. Há espaço institucional, diálogo político e presença real na máquina administrativa.
Além disso, o contexto nacional é mais exigente. Lula precisa, mais do que nunca:
– De dois senadores alinhados
– De ampliar a bancada na Câmara
– De capilaridade nos estados
E de representação política nos parlamentos locais, incluindo a Assembleia Legislativa
O Palácio dos Leões tem algo que nenhum outro projeto no Maranhão consegue oferecer hoje: voto, estrutura e governabilidade. É isso que pesa na balança da executiva nacional.
Assim como em 2010, a decisão não passa apenas pelo desejo do diretório estadual, nem pela afinidade ideológica de setores internos. Ela passa pela pergunta central que o PT sempre se fez quando Lula está no Planalto: Quem consegue entregar o que o projeto nacional precisa?

A confirmação da decisão do governador Carlo Brandão (sem partido) de permanecer no mandato, sem abrir para a posse do vice Felipe Camarão (PT), deixou em polvorosa a bae dinista no Maranhão.
Nesta quarta-feira, 28, na esteira da repercussão dos novos movimentos do chefe do Executivo para fortalecer a pré-candidatura do sobrinho Orleans Brandão (MDB), o deputado federal Márcio Jerry e o estadual Rodrigo Lago, ambos do PCdoB, partiram para o ataque.
Ou para ameaças…
Algo parecido com o que já havia ocorrido quando oposicionistas anunciavam pelos cantos que Brandão seria afastado do cargo pelo STJ – ou que um dos seus irmão, Marcus Brandão (MDB), seria preso.
A tese agora, no entanto, é outra: segundo os dois parlamentares, ao optar por permanecer no cargo e ficar sem mandato a partir de 2027, o atual governador estaria se dispondo a ficar exposto a ações judiciais.
“O anúncio pelo governador Brandão de que permanecerá até dezembro conforta quem tem sentimento de justiça. Inelegíveis em 2026, a partir de 2027 os irmãos Brandão, a cunhada e o sobrinho responderão, sem blindagens, pelos gravíssimos crimes praticados nesses últimos anos”, escreveu Lago em sua conta no Twitter.
Jerry também foi pelo mesmo caminho, ao reproduzir texto do blog Os Analistas, com argumento parecido.
“Essa ideia delirante, parida da cabeça do todo-poderoso Marcus Brandão, nunca aconteceu antes na história do Maranhão. Enquanto isso, o relógio de Brandão segue em velocidade, levando ao dia fatal em que ele destruirá um grupo vitorioso e jogará fora um mandato de senador, em prol da imposição do seu irmão Marcus. Brandão, político experiente, sabe aonde isso levará: toda a família sem mandatos a partir de janeiro de 2027, em solidão e expostos ao sol e à chuva”, diz a publicação.
Quatro anos depois, os dinistas aparentemente ainda não perceberam que Brandão não dá muita bola para as ameaças.
Blog do Gilberto Léda

O governador Carlos Brandão se reuniu, nessa quarta-feira (28), com a cúpula da segurança pública para alinhar o esquema de segurança do Pré-Carnaval e do Carnaval do Maranhão 2026. O reforço à festa oficial, que tem como palco a capital São Luís, acontece a partir do próximo domingo, sem prejuízos ao policiamento nos municípios do interior do estado.
Além do governador, do secretário da Segurança Pública, Maurício Martins, do delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, dos comandantes da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, e do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto, do diretor do Centro Tático Aéreo, coronel Magno, e da perita-geral do Estado, Anne Kelly Bastos, também estiveram presentes representantes da Delegacia da Mulher, da Inteligência, da Força Estadual, do Centro Integrado de Operações de Segurança, superintendentes de polícia, entre outros. Participaram da reunião, ainda, os secretários de Cultura, Yuri Arruda; de Turismo, Socorro Araújo; e de Comunicação, Sérgio Macedo.
“Uma reunião importante, em que debatemos as estratégias para fazer do Carnaval deste ano um dos mais seguros já realizados. A expectativa de público, em razão das atrações que estamos trazendo, é muito grande; por isso, o policiamento tem de ser condizente. Vamos empenhar amplo efetivo, sem prejudicar o interior, uma vez que estamos convocando os policiais que estavam de férias e pagando extra”, destacou o governador Carlos Brandão.
Além do reforço ao efetivo ordinário, o esquema de segurança para os circuitos inclui revista pessoal, tanto nas entradas quanto nas ruas transversais, para evitar o porte de armas e de drogas ilícitas, uso de drones e câmeras de videomonitoramento com tecnologia de reconhecimento facial, para ajudar, inclusive, na captura de foragidos da Justiça.
“O Maranhão possui um dos melhores carnavais do Brasil, conhecido e reconhecido por todos. Então, um bom planejamento, como sempre fazemos, vem para tornar essa festa ainda melhor. Será um Carnaval com segurança, tranquilidade e paz”, pontuou o secretário da Segurança Pública, Maurício Martins.
Outras estratégias de segurança
Estão entre as estratégias de segurança, ainda, o patrulhamento realizado pelos helicópteros do Centro Tático Aéreo, ampliando a cobertura e a visão dos policiais que estarão em terra, em meio aos foliões. Haverá também bases de atendimento ao longo dos circuitos, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil. As atenções da Perícia Oficial estarão voltadas à festa, com equipes em regime de plantão.
“Além dos grandes circuitos, vamos empenhar esforços para garantir tranquilidade também às festas que acontecem nos bairros da Grande Ilha”, destacou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim. “Além da presença de efetivo nos locais de maior concentração, iremos reforçar os nossos plantões para atender às ocorrências que chegarem”, completou o delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida.
Vale destacar que as polícias irão desenvolver ações voltadas à segurança das mulheres, para evitar assédio e qualquer outro tipo de violência, além de atendimento ao turista.
O Corpo de Bombeiros irá se unir às polícias com bases nos circuitos. Além do trabalho prévio de supervisão na montagem da festa, agentes estarão focados nos primeiros socorros e em outras situações de emergência. “Estaremos com agentes, viaturas e drones, tudo para garantir a segurança dos foliões”, elencou o comandante-geral da corporação, coronel Célio Roberto.
Ocorrências deverão ser reportadas imediatamente às forças de segurança. Os telefones 190 e 193, do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), devem ser acionados em caso de emergência.
Levantamento nacional mostra disputa acirrada entre o presidente e o senador
Um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece marcado por forte equilíbrio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29). O cenário indica uma disputa apertada, com os dois principais nomes separados por uma diferença dentro da margem de erro do levantamento.
De acordo com a pesquisa nacional do instituto Paraná Pesquisas, Lula soma 44,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42,2%. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o resultado caracteriza empate técnico entre os dois candidatos no confronto direto .
A série histórica apresentada pelo instituto mostra uma tendência de aproximação entre os dois candidatos ao longo dos últimos meses. Em outubro de 2025, Lula aparecia com 46,7% contra 37% de Flávio Bolsonaro. Desde então, a diferença vem diminuindo de forma contínua até alcançar o atual cenário de equilíbrio.
A pesquisa ainda avaliou a percepção do eleitorado sobre uma eventual reeleição de Lula. Segundo os dados, 45,3% dos entrevistados afirmam que o presidente merece um novo mandato, enquanto 51% dizem que ele não deveria ser reeleito, revelando um eleitorado dividido às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.

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