Othelino leva “pito” do PT após atacar filiada em pleno mês da mulher

Othelino Neto fica isolado após perder comando da Alema e atrapalhar  entrada no governo Brandão – Atual7

O deputado estadual Othelino Neto acabou recebendo uma resposta pública do próprio Partido dos Trabalhadores depois de atacar a dirigente petista Cricielle Muniz na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em uma nota oficial de solidariedade divulgada pela Comissão Provisória Estadual, o PT saiu em defesa da filiada e classificou as críticas como um questionamento à capacidade política e técnica de uma mulher em pleno mês dedicado à luta feminina.

Na manifestação, o partido afirma que Cricielle tem trajetória consolidada dentro da legenda e exerce papel relevante tanto no cenário estadual quanto nacional. O documento destaca que ela vem realizando “trabalho de destaque à frente do IEMA, reconhecido e aprovado pela população maranhense”, e afirma que o partido não aceitará ataques às suas lideranças.

A nota também afirma que o posicionamento do deputado ocorreu “em pleno mês das mulheres”, quando, segundo o partido, ele sustentou que Cricielle seria “mais candidata que gestora”, colocando em dúvida sua capacidade política e administrativa. Para o PT, esse tipo de declaração atribui às mulheres limites para sua atuação nos espaços de poder.

A reação pública expõe um constrangimento político para Othelino. Isso porque o parlamentar frequentemente se apresenta como aliado do campo petista e chegou a usar a tribuna recentemente para tentar falar em nome do partido para rebater críticas do deputado estadual Dr. Yglésio ao partido. Ao mesmo tempo, acabou atacando justamente uma militante forjada dentro da própria base da legenda. Uma mulher preta com trajetória na militância petista.

Nos bastidores, o episódio reforça a percepção de que o deputado atua em sentido contrário aos interesses estratégicos do PT no Maranhão. Lideranças do partido avaliam que movimentos políticos de Othelino têm contribuído para esvaziar o protagonismo petista no estado, abrindo espaço para que o partido seja tratado apenas como acessório na chapa de Eduardo Braide.

Essa disputa passa diretamente pelo cenário de 2026. Setores do PT defendem que a legenda fortaleça sua atuação ao lado do governador Carlos Brandão. Já articulações estimuladas por dinistas são vistas como um movimento que enfraquece esse projeto e pode acabar empurrando o partido para uma posição secundária em torno de uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide.

Além da disputa pelo protagonismo na sucessão estadual, petistas também temem que esse tipo de movimento provoque efeitos em cadeia, esvaziando candidaturas competitivas do partido para a Câmara Federal, Assembleia Legislativa e até mesmo reduzindo a competitividade de nomes do campo progressista em uma disputa ao Senado.

Ao final da nota, o PT reforça o recado político e afirma que seguirá “firme, pautando a coesão e a coerência do time de Lula no Maranhão”, uma mensagem interpretada como um alerta direto a quem, mesmo se dizendo aliado, acaba atuando contra a própria base do partido.

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