O deputado estadual Fernando Braide (PSB) abriu uma crise no PSD ao descartar publicamente a senadora Eliziane Gama como candidata à reeleição ao Senado pelo partido.
A movimentação ocorre antes mesmo de o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), confirmar se será candidato ao governo do Maranhão em 2026, antecipando um conflito interno na legenda.
A crise envolve diretamente três nomes centrais do partido: Eliziane Gama, Eduardo Braide e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Kassab mantém um compromisso político com a candidatura de Eliziane à reeleição. O acordo é de conhecimento de Eduardo Braide e foi firmado em reunião realizada no ano passado, quando os três alinharam os rumos do partido no Maranhão e o posicionamento de cada liderança no cenário eleitoral.
Ao descartar a senadora, Fernando Braide tensiona esse entendimento e interfere na condução interna do PSD, mesmo sem integrar a legenda.
Filiado ao PSB, o deputado atua como um dos principais articuladores políticos do grupo do prefeito e, ao se posicionar sobre a composição do PSD, amplia o desgaste interno e antecipa uma disputa que ainda não havia sido formalizada.
Nos bastidores, a avaliação é que o episódio pode comprometer a relação entre Eduardo Braide e Gilberto Kassab, ao colocar em xeque um acordo previamente estabelecido com a direção nacional do partido.
O maior programa de investimento na infraestrutura viária de São José de Ribamar avançou com novas frentes de trabalho, agora nos bairros Parque Araçagy, Vila Sarney Filho II, Jota Lima e Vila Kiola. O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, representando o governador Carlos Brandão, esteve nas comunidades, nesta quarta-feira (18), para lançar o projeto nas áreas que serão contempladas com serviços de pavimentação asfáltica e bloquetes.
Durante o lançamento, o secretário Orleans Brandão destacou a dimensão do projeto e o impacto direto na vida dos moradores. “Estamos iniciando mais quatro frentes de trabalho, dentro do maior pacote de infraestrutura já realizado na história de São José de Ribamar, uma determinação do governador Carlos Brandão. O que queremos é ajudar a cidade, tirar as pessoas dessa situação e garantir mais qualidade de vida para todos”, afirmou.
As intervenções fazem parte de um amplo pacote que prevê cerca de 100 quilômetros de pavimentação, abrangendo aproximadamente 350 ruas em todo o município. A iniciativa tem como objetivo transformar a realidade da infraestrutura local, melhorar a mobilidade urbana e garantir mais dignidade à população.
O projeto prevê para esses bairros cerca de 19 quilômetros de pavimentação. Só no Parque Araçagy, serão asfaltadas 15 vias, compreendendo mais de cinco quilômetros de pavimentação. Os serviços no bairro iniciaram pela Rua do Vinho, em toda a sua extensão, até a confluência da Avenida General Arthur Carvalho.
Já nas comunidades Vila Sarney Filho II e Jota Lima, o programa vai implantar mais 13 quilômetros de pavimentação, beneficiando 27 ruas. Na Vila Kiola, serão executados três quilômetros de calçamento com blocos de concreto em oito vias.
Impacto
O vereador Ednilson do Kantão ressaltou a importância das obras para o município. Segundo ele, as intervenções representam um passo decisivo para enfrentar problemas históricos de infraestrutura. “Esse conjunto de obras chega para resolver demandas antigas da população. É um investimento essencial que vai melhorar o acesso, a mobilidade e as condições de vida em diversos bairros”, pontuou.
Moradora antiga do Parque Araçagy, Maria de Lourdes Gomes relata as dificuldades enfrentadas diariamente pela comunidade, especialmente no período chuvoso, e a expectativa por melhorias com a chegada das obras.
“Eu moro aqui há 30 anos e a gente esperava por esses serviços há muito tempo. Quando chove, ninguém consegue andar nas ruas, fica tudo cheio de lama. Agora, com essa pavimentação, a nossa realidade vai mudar para melhor”, disse Lourdes.
Também moradora da região há mais de 20 anos, Loide de Oliveira destacou a expectativa e a esperança da comunidade com a chegada das obras de pavimentação. “Depois de tantos anos esperando, agora tenho fé de que finalmente teremos ruas asfaltadas e dignas para todos nós”, ressaltou.
Presente ao ato de lançamento das obras, o ex-vereador Dudu Diniz também destacou o esforço coletivo das lideranças políticas. “Há um empenho de todos os vereadores na busca por melhorias para os bairros. É importante reconhecer o atendimento dessas demandas pelo governador Carlos Brandão, que tem olhado com atenção para São José de Ribamar”, afirmou.
Também participaram do ato os vereadores de São José de Ribamar, João Carlos, Alana Cardoso, Juliano, Mário Santos, Neguinho do Parque Jair, Fik-Fik, Rômulo Lourinho, Marcos Frazão, entre outras lideranças políticas e comunitárias do município. Marcaram presença ainda o secretário chefe de Governadoria, Luis Fernando e o secretário adjunto de Articulação Política, Jota Pinto.
O programa
O programa de investimento na infraestrutura de Ribamar foi lançado no dia 24 de fevereiro, com início das obras nos bairros Jardim Tropical, Parque Jair e Jardim Turu. Somente no Jardim Tropical, estão sendo executados 13 quilômetros de asfaltamento, contemplando todo o bairro.
Ao todo, serão cerca de 100 quilômetros de pavimentação, abrangendo 350 ruas.

A articulação política em torno da possível candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão entra em uma nova fase após a condenação do deputado federal Josimar Maranhãozinho pelo Supremo Tribunal Federal. O movimento, que já vinha sendo conduzido com discrição, ganha agora um componente adicional de desgaste e pressão sobre a coerência da montagem da chapa.
Nos bastidores, Braide avançou em conversas que incluem o vice-governador Felipe Camarão como opção ao Senado. A senadora Eliziane Gama em busca de espaço para reeleição e aparece como nome de Gilberto Kassab para reeleição. Ao mesmo tempo, abriu negociação com o PL e chegou a oferecer a vaga de vice-governador à deputada federal Detinha, esposa de Josimar.
A construção ocorre de forma reservada e sem exposição pública direta desses vínculos. Braide tem evitado associar sua imagem com a política tradicional, da qual ele faz parte e nega como estratégia. Ele também não assumiu publicamente tratativas com o PL, mantendo o discurso de gestor independente, para agradar seu eleitorado.
A condenação de Josimar, porém, altera o cenário.
A eventual presença de Detinha na vice passa a carregar um custo político maior, ampliando o espaço para questionamentos do seu eleitorado. Mais do que isso, impõe ao próprio Braide uma definição sobre até que ponto é possível sustentar uma estratégia baseada na omissão de alianças enquanto avança em uma composição ampla.

Na manhã desta terça-feira (17), a Polícia Civil do Maranhão, em ação conjunta com a Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou uma operação com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um indivíduo de 23 anos, investigado por cometer crimes sexuais no ambiente virtual contra menores de idade.As ordens judiciais foram cumpridas na cidade de Inajá, no estado de Pernambuco.
A operação teve como base uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, que revelou que o suspeito criou um perfil falso em uma rede social para se aproximar de uma criança de 9 anos de idade. Segundo as apurações, mediante promessas de envio de brinquedos e dinheiro, a vítima, que reside no município maranhense de Pastos Bons, era induzida a enviar conteúdos íntimos ao investigado.
Assim que tomou conhecimento do caso, a Delegacia de Polícia de Pastos Bons instaurou procedimento investigativo e solicitou apoio tecnológico ao Núcleo de Inteligência da PC-MA, sediado em Timon. Com o suporte técnico, foi possível identificar e localizar o suspeito, viabilizando a ação policial que resultou na prisão.
Após a captura, o indivíduo foi encaminhado ao sistema penitenciário de Pernambuco, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de custódia e, posteriormente, poderá ser recambiado para o estado do Maranhão, mediante autorização judicial.
A Polícia Civil do Maranhão alerta pais e responsáveis sobre os riscos do uso de redes sociais por crianças e adolescentes sem a devida supervisão, reforçando a importância do acompanhamento das atividades online como forma de prevenção a crimes dessa natureza.
As diligências foram realizadas por equipes do Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Delegacia Regional de Petrolândia (PE) e da Delegacia de Polícia de Inajá (PE).

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por corrupção passiva, sete dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, acusados de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares ao Município de São José de Ribamar (MA). As penas fixadas variam de 6 anos e 5 meses a 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Denúncia
Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República pedia a condenação, por corrupção passiva e organização criminosa, dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa, e do assessor parlamentar João Batista Magalhães. Também foram denunciados Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, por corrupção passiva, e Thalles Andrade Costa, por organização criminosa.
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram ao então prefeito do município o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares para a cidade. Segundo a denúncia, os réus se dividiam em dois núcleos: o dos parlamentares, encarregados de destinar as emendas, e o de execução, responsável por cobrar a propina.
Tráfico de função pública
Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Cristiano Zanin, de que a PGR comprovou a correlação entre a conduta dos parlamentares (destinar as verbas) e a solicitação da vantagem, caracterizando o “tráfico da função pública” ou a venda do ato de ofício.
Por falta de provas, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Bosco Costa, João Batista Magalhães e Thalles Andrade Costa foram absolvidos da acusação de participação em organização criminosa. De acordo com o colegiado, não ficou provado que os réus pertencessem a uma organização estruturada para cometer outros crimes contra a administração pública.
Penas
Josimar Maranhãozinho (considerado líder do grupo) – 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 300 dias-multa, cada um no valor de 3 salários mínimos vigentes na época dos fatos.
Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
Bosco Costa – 5 anos de reclusão (por ter mais de 70 anos), em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
João Batista Magalhães – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos, e perda do cargo público, efetivo ou comissionado, eventualmente ocupado.
Antônio José Silva Rocha – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
Adones Gomes Martins – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
Outras sanções
Foi fixada ainda indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga de forma solidária entre os sete sentenciados. Como o regime inicial é o semiaberto, o colegiado decidiu que cabe à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos dois parlamentares condenados.
Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de todos os condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.
Blog do Gilberto Léda

O deputado estadual Dr. Yglésio afirmou, em discurso na Assembleia Legislativa, que o chamado dinismo atua como um “sistema de poder” no Maranhão e associou práticas do grupo político a métodos típicos do comunismo.
A fala ocorreu durante pronunciamento em que o parlamentar tratou da operação da Polícia Federal envolvendo o jornalista Luís Pablo, caso que, segundo ele, já repercute internacionalmente e levanta preocupações sobre liberdade de imprensa no estado.
Ao ampliar o debate, Yglésio afirmou que há uma estrutura articulada que ultrapassa o campo político e alcança instituições.
“Existe um grande sistema de articulação hoje no Estado do Maranhão”, declarou.
Sem citar diretamente nomes em alguns momentos, o deputado direcionou críticas ao grupo ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a quem atribuiu influência em diferentes esferas de poder.
Críticas ao “modelo comunista”
Durante o discurso, Yglésio fez comparações diretas entre o comportamento de seus adversários e práticas que, segundo ele, seguem uma lógica ideológica.
“Os comunistas são assim: acusam sempre daquilo que fazem”, afirmou.
O parlamentar também citou episódios passados para sustentar a tese de seletividade política, mencionando casos de perseguição a adversários e contradições no discurso de aliados do grupo.
Ataques a Flávio Dino e projeção nacional
Em outro momento, o deputado elevou o tom ao criticar diretamente Flávio Dino, atribuindo ao ministro atuação política mesmo após assumir cargo no Judiciário.
Yglésio afirmou que Dino tenta construir uma projeção nacional e o acusou de utilizar o Supremo Tribunal Federal como instrumento de visibilidade e proteção política.
Segundo ele, há um movimento antecipado com vistas à disputa presidencial de 2030.
Judiciário, imprensa e clima político
O parlamentar também criticou decisões judiciais e apontou o que classificou como avanço sobre prerrogativas políticas e liberdade de expressão.
Para Yglésio, o episódio envolvendo o jornalista maranhense seria um sinal de alerta sobre um ambiente de pressão crescente.
“Se a imprensa está sendo calada, imagina o cidadão comum”, disse.
O discurso ocorre em meio ao aumento da tensão política no Maranhão, com movimentações de pré-candidaturas e reorganização de forças visando as próximas eleições.
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