Sobrinho de Felipe Camarão participa de trend nas redes contra escola de samba que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva

O sobrinho do vice-governador Felipe Camarão (PT), Antônio Rabelo Camarão, que é pré-candidato a deputado estadual, entrou na Trend de postar uma fotomontagem com a família dentro de lata de conserva feita por inteligência artifical.

Todos os políticos da Direita estão aderindo a trend da família na latinha em protesto à Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que homenagou o presidente Lula em seu desfile. A Escola colocou uma Ala com “latinhas de conversa” em uma crítica ao modelo de família conservadora, que por fora se apresenta nas redes sociais como família modelo e feliz, mas nos bastidores há traição, violência doméstica, abuso, etc.

Na interpretação da Direita, a referência da Escola foi um insulto às famílias tradicionais. Daí começou o trend das imagens de famílias nas latinhas.

O sobrinho do vice-governador do PT afirmou nas redes sociais: “Sim, nós somos uma família em conserva e é isso que nos faz unidos, fortalece nosso amor e nossos (sic) respeito mútuo. Família em conserva tá bem guardada, porque o que é precioso a gente preserva. Seguimos conservadores e guiados por Deus!”.

Felipe Camarão é pré-candidato a governador pelo PT e tem se apresentado como maior defensor de Lula e do petismo no Maranhão.

O sobrinho do vice tem feito pré-campanha a deputado estadual há mais de um ano, e há cerca de seis meses tirou o “Camarão” de suas redes sociais, se identificando apenas apenas como “feliperabeloc”. Como um ods principais argumentos do grupo dinista para atacar a pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo é o fato dele ser sobrinho do governador e o que eles têm chamado de “projeto familiar” não iria pegar bem o fato do candidato petista ter o sobrinho também como pré-candidato a deputado estadual configurando também um “projeto familiar”.

 

Blog do Clodoaldo Corrêa

Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil

Uma tragédia familiar abalou o Residencial Piancó, na zona rural de São Luís, na manhã desta segunda-feira (16). Uma mulher foi assassinada a golpes de faca dentro do próprio apartamento, em um crime com características de feminicídio. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que morreu após se lançar da janela do prédio logo depois do ataque. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A Polícia aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias exatas da morte.

O caso reacende um alerta que insiste em se repetir: a violência contra a mulher, na maioria das vezes, não começa com o crime. Ela começa antes, de forma silenciosa, dentro de relacionamentos marcados por controle, ameaças e agressões progressivas.

Desde 2015, o feminicídio é tipificado no Código Penal brasileiro como o assassinato de mulher por razões da condição de sexo feminino, especialmente em contextos de violência doméstica e familiar. Em grande parte dos casos registrados no país, o autor é companheiro ou ex-companheiro da vítima. O término do relacionamento, segundo especialistas, é um dos momentos de maior risco.

Antes da agressão fatal, geralmente há sinais. A violência psicológica costuma ser a primeira etapa: controle excessivo sobre roupas e amizades, isolamento da família, ciúmes obsessivos, humilhações constantes e ameaças veladas. Com o tempo, o ciclo pode evoluir para agressões físicas, como empurrões, tapas e socos. Em situações mais graves, surgem ameaças de morte, perseguições e descumprimento de medidas protetivas.

O chamado ciclo da violência é marcado por três fases recorrentes: tensão crescente, explosão e arrependimento. Após a agressão, o agressor promete mudar, pede desculpas e demonstra afeto, criando uma falsa sensação de segurança. Em muitos casos, a repetição desse ciclo aumenta a intensidade das agressões e pode culminar no feminicídio.

Muitas mulheres não denunciam por medo, dependência financeira, preocupação com os filhos ou falta de rede de apoio. A violência doméstica não se limita à agressão física; ela atinge a autoestima, a autonomia e a capacidade de reação da vítima.

Diante de qualquer sinal de violência, a orientação é buscar ajuda. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima, oferecendo orientação e encaminhamento. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190. A vítima também pode solicitar medida protetiva em delegacias ou por meio da Defensoria Pública, garantindo o afastamento imediato do agressor.

A sociedade também tem papel fundamental. Amigos, vizinhos e familiares devem estar atentos a mudanças bruscas de comportamento, relatos de ameaças e isolamento social. Ouvir sem julgar, acreditar na vítima e oferecer apoio concreto podem fazer diferença. Violência doméstica não é “problema de casal”; é crime.

Cada caso de feminicídio deixa filhos órfãos, famílias devastadas e comunidades marcadas pelo trauma. Transformar a tragédia em conscientização é uma forma de romper o ciclo.

O crime registrado no Residencial Piancó não pode ser reduzido a mais um número. Ele expõe uma realidade que exige vigilância, informação e ação coletiva. Reconhecer os sinais, denunciar e apoiar vítimas pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Vereador requer transparência sobre seleções realizadas entre 2021 e 2025 pela Secretaria Municipal de SaúdeO vereador Dr. Júnior Castro (Republicanos) protocolou um ofício solicitando uma série de informações detalhadas sobre os processos seletivos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Vargem Grande nos últimos cinco anos. O documento, datado de 19 de fevereiro de 2026, tem como objetivo garantir transparência e acesso às informações públicas.

No ofício, o parlamentar requer a relação nominal completa dos candidatos aprovados e classificados nos processos seletivos simplificados realizados entre os anos de 2021 e 2025, especialmente nas áreas de Atenção Básica, Atenção Especializada e demais setores vinculados à estrutura da Secretaria.

Além disso, o parlamentar também solicitou informações detalhadas sobre os critérios utilizados nas seleções, incluindo a pontuação atribuída em cada etapa, critérios de desempate, exigências de titulação e experiência profissional, bem como quaisquer critérios objetivos e subjetivos adotados durante os processos.

Outro ponto destacado no documento é o pedido de cópia integral dos editais, termos aditivos, retificações e atos de homologação dos resultados, além de informações sobre eventuais contratações decorrentes dessas seleções, com indicação dos cargos, datas e prazos contratuais.

No texto, Dr. Junior Castro ressalta que o pedido está fundamentado na Constituição Federal e na Lei de Acesso à Informação, e tem como finalidade assegurar o cumprimento dos princípios da legalidade, publicidade, moralidade e eficiência na administração pública.

O documento disponivel no link foi oficialmente recebido pela Secretaria Municipal de Saúde e agora aguarda resposta do órgão responsável.

Ministro do STF endurece liminar contra supersalários, impede criação de novas parcelas e cobra Congresso por regulamentação prevista em emenda de 2024Dino amplia veto a penduricalhos e barra novas leis acima do teto no serviço público

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou sua decisão que suspendeu os chamados “penduricalhos” e determinou a proibição da aplicação ou da edição de novas leis que autorizem salários ou verbas indenizatórias acima do teto constitucional. A medida reforça a liminar assinada em 5 de fevereiro e busca impedir que órgãos públicos criem mecanismos para manter remunerações elevadas enquanto o tema ainda aguarda análise definitiva do plenário, informa a Folha de São Paulo.

Na nova decisão, Dino afirmou ter feito uma “reflexão complementar” sobre o caso e justificou que é necessário “evitar inovações fáticas ou jurídicas”, já que alterações nesse período poderiam “embaraçar” deliberações que, segundo ele, competem exclusivamente ao STF. O ministro também estabeleceu uma restrição adicional: “é proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relativa a suposto direito pretérito, que não as já pagas na data da publicação da liminar”.

Dino também citou a emenda constitucional promulgada em 2024 que estabelece que apenas verbas indenizatórias previstas em lei de caráter nacional podem ficar fora do teto. Apesar disso, segundo o ministro, o Congresso Nacional ainda não regulamentou a norma, mesmo após mais de um ano de sua aprovação.

A liminar assinada pelo ministro está prevista para ser analisada pelo plenário do STF na próxima quarta-feira (25), quando os demais ministros decidirão se confirmam ou não a decisão. A expectativa é que a medida seja mantida.

O debate ocorre em meio a dados que revelam o avanço dos supersalários no país. Conforme mostrou a Folha de São Paulo, servidores públicos que recebem os maiores valores chegaram a ganhar até R$ 3,1 milhões em um único ano, o que representa uma média mensal de R$ 263 mil. O maior contracheque foi pago pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) a uma promotora, que recebeu essa quantia entre agosto de 2024 e julho de 2025.

O Carnaval do Maranhão 2026 entrou para a história pelo recorde de público e pela segurança. Foram mais de 5,4 milhões de pessoas nos circuitos de São Luís. Nenhuma ocorrência grave foi registrada nos circuitos oficiais da festa promovida pelo Governo do Maranhão na capital ou nos circuitos do interior do estado. Não houve casos de homicídio, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte ou qualquer outro crime grave durante os dias de programação.

Em São Luís, também não houve apreensão de armas de fogo ou drogas nos circuitos oficiais organizados pelo Governo do Maranhão. Além disso, a Secretaria de Estado da Segurança Pública contabilizou redução significativa nos registros de roubos e furtos de aparelhos celulares em relação ao ano passado.

O balanço foi apresentado nesta Quarta-feira de Cinzas (18) pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Maurício Martins, durante entrevista coletiva ao lado do comandante da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim; do delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida; do subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Francisco dos Anjos; e de demais comandantes das forças policiais do estado.

“Esses resultados são reflexo de um planejamento consistente e da atuação integrada de todo o Sistema de Segurança Pública do Maranhão, aliado ao uso da tecnologia. Empregamos mais de 8 mil policiais no reforço dos circuitos oficiais em todo o estado e utilizamos um sistema de reconhecimento facial, com câmeras e drones, no circuito da Litorânea, com monitoramento em tempo real, para garantir paz e segurança aos foliões e trabalhadores”, destacou o secretário.

 

Blog do Gilberto Léda 

Mudança de relatoria buscada por Fachin não encerrou tensão interna e gerou reação após decisão de Alexandre de Moraes envolvendo Receita e CoafAlexandre de Moraes e Edson Fachin

A tentativa do ministro Edson Fachin de tirar o Supremo Tribunal Federal (STF) do centro do escândalo envolvendo o Banco Master acabou produzindo o efeito contrário: em vez de pacificar o tribunal, a movimentação interna ampliou disputas e abriu uma nova frente de crise, agora relacionada a suspeitas de vazamento de dados sigilosos de ministros e familiares.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, Fachin tomou uma iniciativa considerada incomum ao convocar uma reunião fechada, a portas fechadas, para discutir os desdobramentos do caso. O objetivo era reorganizar a condução do processo e reduzir o desgaste institucional, mas o resultado foi o acirramento de tensões entre grupos internos do Supremo.

A medida teria provocado incômodo em ao menos três aliados de Fachin, que avaliaram que uma decisão desse tipo deveria partir do presidente do tribunal, e não de um ministro individualmente. A reportagem destaca ainda que Moraes já havia gerado controvérsia em janeiro, ao incluir uma apuração envolvendo a Receita e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dentro do chamado inquérito das fake news, do qual é relator, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na ocasião, a forma de abertura da apuração foi criticada por integrantes do tribunal. Com o passar do tempo, porém, a posição majoritária mudou. Cerca de um ano e meio depois, o plenário decidiu manter o inquérito em funcionamento por dez votos a um, diante do crescimento das agressões e da perspectiva de responsabilização dos envolvidos.

Agora, o novo inquérito envolvendo Receita e Coaf pode ter destino semelhante e acabar submetido ao plenário, caso sua legitimidade seja questionada — repetindo o caminho percorrido pelo inquérito das fake news.

O julgamento de 2020 que consolidou a permanência do inquérito original foi provocado por uma ação da Rede Sustentabilidade. Na ocasião, Fachin reconheceu em seu voto que se tratava de uma investigação “atípica”, mas defendeu que a excepcionalidade poderia ser aceita diante do que classificou como omissão da Polícia Federal e da PGR para apurar crimes contra ministros do Supremo.Apesar das semelhanças, a reportagem aponta dois fatores que podem fragilizar o novo caso. O primeiro é que, desta vez, a investigação teria sido aberta pelo próprio relator, e não pelo presidente da Corte. O segundo é que, em 2019, o STF era alvo de ataques generalizados, enquanto agora os vazamentos identificados atingiriam pessoas ligadas diretamente a ministros específicos — como a esposa de Moraes e uma enteada do ministro Gilmar Mendes, apontado como aliado do relator.

O cenário reforça a percepção de que a estratégia inicialmente adotada por Fachin para conter danos institucionais no caso Banco Master acabou desencadeando uma crise paralela, com potencial de aprofundar divisões internas no tribunal.

No voto de seis anos atrás, Fachin deixou um alerta que, segundo a reportagem, volta a ser lembrado diante da repetição de medidas consideradas excepcionais no Supremo: “É preciso precatar-se para que a dose do remédio não o torne um veneno”.

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