
O Lava-Pratos realizado este ano entrou para a história como um dos maiores e mais organizados do Maranhão. Com recorde de público na região, estrutura moderna e um esquema de segurança inédito, o evento mostrou que é possível unir grandiosidade, responsabilidade e inovação.
A festa contou com sistema de videomonitoramento inteligente, câmeras em pontos estratégicos, reconhecimento facial e apoio de drones para acompanhamento em tempo real. A tecnologia foi um dos grandes diferenciais, garantindo tranquilidade ao público e eficiência na atuação das forças de segurança. Um modelo que coloca o Maranhão em um novo patamar na realização de grandes eventos.
Mais do que um espetáculo cultural, o Lava-Pratos foi resultado de planejamento, união institucional e compromisso com as pessoas. A parceria entre o Governo do Estado e o Município demonstrou que, quando há alinhamento e respeito entre as gestões, quem ganha é a população.
A programação reuniu atrações locais, regionais e nacionais, como Eric Land e Nuzio Medeiros, valorizando talentos da terra e atraindo milhares de visitantes. A estrutura montada, o esquema de segurança e o apoio logístico mostraram que é possível promover um grande evento com organização e responsabilidade.
O impacto foi além da festa. O comércio, ambulantes, hotéis e trabalhadores informais sentiram o aquecimento da economia. Eventos bem planejados geram renda, movimentam a cidade e fortalecem toda a cadeia produtiva.
Portal da Transparência mostra empenhos de 14 vereadores, incluindo da base do prefeito de São Luís, com pagamento ao hospital zerado desde o ano passado
Postura de Braide com emendas de vereadores é oposta à que prefeito adotava quando era parlamentar
Leonardo Mendonça
O Ministério Público do Maranhão investiga a retenção de R$ 12 milhões em emendas parlamentares de vereadores da capital destinadas à Fundação Antônio Jorge Dino, mantenedora do Instituto de Oncologia Aldenora Bello, em São Luís, referência no tratamento de câncer no estado.
A apuração, ainda em fase preliminar, é conduzida pela promotora de Justiça Adélia Morais, da Defesa do Patrimônio Público. O prefeito Eduardo Braide (PSD) figura como alvo do procedimento que, além de focar em possível ato de improbidade administrativa, tem escopo mais amplo, de crime de responsabilidade.
A notícia de fato foi instaurada no dia 5 de fevereiro, a partir de representação dos vereadores, após tentativas frustradas de diálogo do Legislativo com o Executivo municipal. O prazo inicial para a conclusão termina no próximo dia 12 de março.
Os recursos travados por Braide, apurou o Atual7, são oriundos de emendas impositivas de 14 vereadores, destinadas à construção de uma ala oncológica pediátrica no Aldenora Bello. A iniciativa surgiu de uma articulação suprapartidária na Câmara Municipal de São Luís, incluindo parlamentares aliados do prefeito que também estão com o pagamento dessas emendas zerado desde o ano passado.
Emendas impositivas são aquelas cuja execução pelo Executivo é obrigatória, diferente das indicativas, que podem ou não ser acatadas. Em São Luís, a LOM (Lei Orgânica do Município) fixa as emendas individuais de vereadores como impositivas, com metade do valor destinada obrigatoriamente à saúde. O próprio procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, durante reunião com os parlamentares para tratar a respeito do assunto, reconheceu que o pagamento das emendas impositivas é um direito constitucional do parlamento.
Segundo dados do Portal da Transparência da prefeitura, os vereadores que destinaram os R$ 12 milhões em emendas ao hospital são: Marlon Botão (PSB), Thyago Freitas (PRD), Aldir Júnior (PL), Daniel Oliveira (PSD), Rosana da Saúde (Republicanos), Antônio Garcês (PP), Dr. Joel (PSD), Clara Gomes (PSD), Octávio Soeiro (PSB), Coletivo Nós (PT), Raimundo Penha (PDT), Douglas Pinto (PSD), Concita Pinto (PSB) e Professora Magnólia (União Brasil).
O prefeito Eduardo Braide foi procurado pelo Atual7 por e-mail, desde a última sexta-feira (20), para explicar o motivo da retenção dos recursos ao Aldenora Bello, mas não se manifestou. Pré-candidato ao governo do Maranhão em 2026, ele tem histórico de cobrar a destinação de recursos de emendas ao próprio hospital na época em que era deputado estadual e federal, postura oposta à que adota agora, como chefe do Palácio de La Ravardière.

Em outubro do ano passado, durante painel na Câmara, o vice-presidente da Fundação Antônio Dino, Antônio Dino Tavares, apresentou o projeto para a construção de enfermarias, centro de oncologia pediátrica e UTIs no hospital.
Atualmente, segundo dados apresentados durante o painel, o Aldenora Bello realiza cerca de 80% das radioterapias, 70% das quimioterapias e mais de 50% das cirurgias oncológicas do Maranhão, com 700 pacientes em fila de espera. Hoje, o hospital não consegue atender os quase 300 novos casos de câncer infantil estimados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) para o Maranhão.
Caso liberados, os recursos oriundos das emendas parlamentares permitiriam ao Aldenora Bello saltar de 23 para 90 leitos de atendimento oncológico.
Blog Atual7

O retorno de Bira do Pindaré ao Partido dos Trabalhadores reorganiza o tabuleiro interno da Federação PT-PV-PCdoB no Maranhão e acende um sinal de alerta no grupo dinista.
Fora do chamado “ninho” político ligado ao ministro Flávio Dino, Bira passa a ser cotado como possível puxador de votos da federação nas próximas eleições proporcionais, movimento que pode alterar a correlação de forças dentro da esquerda maranhense.
Com dois deputados federais eleitos no último pleito, a federação precisará repetir ou ampliar o desempenho para manter espaço em Brasília. Nesse cenário, o nome de Bira ganha peso por sua trajetória, capilaridade e identificação histórica com o eleitorado petista. A eventual consolidação de sua candidatura dentro do PT ameaça diretamente o plano de reeleição de Márcio Jerry, que hoje depende de uma matemática eleitoral controlada e de uma base ideológica menos fragmentada.
Nos bastidores, aliados admitem que a maior preocupação de Jerry é preservar o próprio mandato. Em segundo plano aparece a disputa política com o governador Carlos Brandão e, por último, uma candidatura de Felipe Camarão no campo majoritário.
A leitura é de que qualquer fortalecimento interno do PT fora da órbita dinista pode reduzir a influência do grupo na montagem das chapas e na definição de prioridades para 2026.
O cenário se torna ainda mais delicado porque Bira não é o único nome com potencial de voto dentro do partido.
Lideranças como Washington Oliveira e Zé Carlos, além de outros petistas considerados “raiz”, também entram na equação e podem disputar espaço na federação.
Quanto maior o número de candidaturas competitivas no mesmo campo ideológico, maior o risco de divisão de votos e menor a previsibilidade do resultado.
Enquanto isso, Brandão já sinalizou que o PT permanecerá no governo até o fim de seu mandato, fortalecendo os laços com o partido do presidente Lula e garantindo visibilidade administrativa a quadros petistas.
O gesto é interpretado como movimento estratégico para manter pontes abertas e influenciar o desenho eleitoral que se aproxima.
No fundo, a disputa não se resume à eleição de deputados federais, mas à definição de quem comandará a hegemonia da esquerda maranhense no próximo ciclo político.
Na tarde desta segunda-feira (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.
Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher.
“Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.
Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.
Proteção à mulher
O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.
A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.
O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres. “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), afirmou neste fim de semana, em entrevista à rcoluna Radar, da revista Veja, que tem a expectativa de que o presidente Lula (PT) não se intrometa na disputa eleitoral deste ano no estado.
“Acho que a tendência do presidente Lula é ficar neutro”, avalia.
Brandão apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho, ao governo, enquanto a oposição segue mantendo de pé o projeto do vice-governador Felipe Camarão, que é do PT
Por conta dessa disputa, o governador desistiu de concorrer ao Senado, como Lula queria, e agora espera uma conversa com o presidente para definir sua chapa.
À Veja, ele deu um pouco do tom do que deve ser sua próxima conversa o presidente, aguardada para os próximos dias.
“Vou discutir com ele, porque, na realidade, quem vai precisar do Senado é ele”, afirma.
Blog do Gilberto Léda

A obsessão da oposição ao governador Carlos Brandão ultrapassou todos os limites do razoável. Depois de tentar embargar a extensão da Litorânea por meio de denúncia no Ministério Público Federal (MPF), agora o mesmo grupo parte para uma ofensiva nacional, espalhando suspeitas e plantando factoides sobre a execução da obra. O alvo declarado é Brandão — mas o dano político recai diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem eles juram ser aliados.
A extensão da Litorânea é fruto de parceria entre os governos federal e estadual, e se consolida como uma das maiores intervenções de infraestrutura da história recente do Maranhão. Com cronograma acelerado e impacto direto na mobilidade, no turismo e na economia de São Luís, a obra virou símbolo de eficiência administrativa. E é justamente isso que incomoda a oposição do “quanto pior, melhor”.
Ao nacionalizar críticas e levantar a palavra “irregularidade” sem provas concretas, esses setores fornecem munição pronta para adversários históricos de Lula atacarem o governo federal. Em vez de fortalecer o campo político ao qual dizem pertencer, escolhem alimentar narrativas que desgastam o próprio presidente. É uma estratégia quase irresponsável, movida mais por vaidade eleitoral do que por qualquer compromisso com a população.
No fim, fica evidente a contradição: para tentar desgastar Brandão no Maranhão, a oposição não hesita em colocar em risco uma entrega estratégica que pode ser inaugurada por Lula antes do período eleitoral.
A pergunta que aliados do governador fazem é: os dinistas estão do lado do presidente ou apenas usam o nome dele quando convém? Porque, na prática, atacar a extensão da Litorânea é atacar uma obra de Lula — e isso diz muito sobre as prioridades dessa turma.
Blog do Gilberto Léda
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