Dino sai em defesa de Alexandre de Moraes diante da ofensiva dos EUA

Dino citou compromisso “indeclinável” dos ministros do STF com a soberania brasileira e sugeriu que Moraes passe “lindas férias” no Maranhão, não nos EUA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa de seu colega Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (27), em meio à ofensiva de políticos dos Estados Unidos contra o magistrado. Em publicação nas redes sociais, Dino reafirmou que os ministros da Corte, ao assumirem o cargo, juram defender a Constituição e os princípios de autodeterminação dos povos, não intervenção e igualdade entre os Estados, previstos no artigo 4º da Carta Magna.

“São compromissos indeclináveis, pelos quais cabe a todos os brasileiros zelar. Por isso, manifesto a minha solidariedade pessoal ao colega Alexandre de Moraes”, escreveu Dino na postagem. O ministro ainda ironizou as críticas direcionadas a Moraes, destacando que ele continuará proferindo palestras dentro e fora do Brasil. “E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, afirmou, em referência aos estados homônimos do país da América do Norte.

A ofensiva de políticos dos EUA a Alexandre de Moraes foi intensificada após a decisão do ministro de suspender a rede social Rumble no Brasil. A medida ocorreu na mesma semana em que o magistrado se tornou alvo de uma ação conjunta movida pela plataforma, alinhada ao governo de Donald Trump, e pelo Trump Media & Technology Group Corp, conglomerado empresarial do presidente dos EUA.

A ofensiva contra Moraes , que conta com o apoio de parlamentares bolsonaristas e ligados à extrema direita no Brasil, inclui uma articulação de políticos republicanos para aprovar um projeto de lei que prevê sanções contra o ministro e a proibição de sua entrada nos Estados Unidos.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na qual reforçou que não permitirá distorções sobre o cenário nacional, nem abrirá espaço para ingerências externas.

“A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal”, diz o documento, que destaca: “O Estado brasileiro e suas instituições republicanas foram alvo de uma orquestração antidemocrática baseada na desinformação em massa”.

Além disso, o texto da diplomacia brasileira destaca que o governo do presidente Lula (PT) valoriza a liberdade de expressão, ao contrário do que dizem figuras da extrema direita dos EUA. “A liberdade de expressão, direito fundamental consagrado no sistema jurídico brasileiro, deve ser exercida… em consonância com os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal”, destaca um trecho do texto.

Presidente do partido avalia que estratégia de comunicação do governo está “acabando” com Lula ao expô-lo demaisCiro Nogueira

 O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que o partido pode desembarcar do governo Lula caso não haja uma “mudança radical de rumos” na administração federal. Nogueira criticou a estratégia de comunicação do governo, especialmente a atuação do ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, que, segundo ele, está “acabando” com o presidente ao expô-lo demais.

“Se o governo não tiver uma mudança radical agora, de rumos para o país, não tem como nem a gente, daqui a pouco, permitir que os membros do partido participem desse governo”, declarou Nogueira, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. O senador também mencionou a possibilidade de o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), deixar o cargo, embora afirme que ainda prefere garantir “governabilidade” ao país para uma transição tranquila ao próximo presidente.

Nogueira não poupou críticas à forma como Lula tem se comunicado. Para ele, a exposição excessiva do presidente, incentivada por Sidônio Palmeira, tem sido prejudicial. “Quem está acabando com o Lula é o Sidônio, a exposição dele. O cara fala 20 minutos, aí uma derrapada é o que mais vai para a internet”, afirmou. O senador comparou a situação com a do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando que, durante a campanha eleitoral, quanto mais Bolsonaro aparecia, pior era para sua imagem.

Sobre a permanência do PP no governo, Nogueira foi enfático: “Defendo que nem tivesse entrado. Foi um erro. É um governo completamente ultrapassado, com o presidente isolado, sem vontade de tomar as decisões que o país precisa”. Ele também descartou a possibilidade de o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) integrar o governo, afirmando que, “se depender de mim, não”.

Eleições 2026

Na entrevista, Nogueira também abordou o cenário para as eleições presidenciais de 2026 e a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. O senador acredita que Bolsonaro pode reverter sua inelegibilidade e que ele é o nome mais forte da direita. “Jair Bolsonaro”, respondeu, quando questionado sobre o melhor nome para a disputa.

Caso Bolsonaro não possa concorrer, Nogueira acredita que o ex-presidente terá que definir rapidamente um sucessor, mencionando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Júnior (PSD-PR), além da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) e dos filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro. “Se Bolsonaro marchar para ser candidato até o final, é porque ele vai colocar um dos filhos”, afirmou.

Golpe de 2022 e investigações contra Bolsonaro

Nogueira também comentou sobre a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que o citou como parte de um grupo que questionava o resultado das eleições de 2022. Ele negou envolvimento e afirmou que convenceu Bolsonaro a aceitar a transição. “Acho impossível um ministro tão presente no dia a dia do presidente não ver o movimento de um golpe militar”, disse.

O senador minimizou as investigações contra Bolsonaro sobre fraudes no cartão de vacinação e no caso das joias sauditas. “Pelo amor de Deus, vamos virar a página. Ninguém aguenta mais a mídia com esse discurso para tentar tirar o foco dos problemas do país”, afirmou.

Ao final, o senador reforçou sua avaliação de que o governo Lula está fadado ao fracasso se não mudar sua estratégia. “Lula se reinventar, eu acho difícil. A forma dele de se comunicar está muito errada”, concluiu.

Ex-presidente ataca STF, minimiza tentativa de golpe e insinua que sua prisão geraria “comoção nacional”Jair Bolsonaro - 20/02/2025

Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) voltou a se vitimizar em entrevista ao jornalista Leo Dias, publicada nesta terça-feira (25). Em um discurso carregado de ataques ao Judiciário, o ex-presidente afirmou que considera sua condenação provável e alegou que, caso seja preso, pode “morrer na cadeia”.

“Se for condenado por tudo, são mais de 40 anos. Eu não vou viver mais [do que isso]”, disse Bolsonaro, insinuando que sua prisão serviria apenas para eliminá-lo. “Para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto.” Ainda segundo ele, sua eventual detenção provocaria reações significativas: “Eu preso vou ser um problema também, vai haver uma comoção nacional”.

A denúncia contra Bolsonaro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 19, sob acusações de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e participação em organização criminosa. As penas máximas somadas chegam a 43 anos de prisão, além da possibilidade de inelegibilidade por mais tempo do que os oito anos já impostos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023.

Na entrevista, Bolsonaro fez ataques diretos ao STF, especialmente à Primeira Turma, que julgará sua denúncia. “Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou ali…”, disse. Questionado sobre a origem do termo, respondeu: “É o que a gente ouve falar por aí”. O colegiado é composto pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Sobre a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, disputar a Presidência em 2026, Bolsonaro descartou a ideia. “Não vai cair bem esse papo de cavalheiro para mim”, disse, rindo. No entanto, confirmou que ela aceitou concorrer ao Senado.

Com o avanço das investigações e o robusto material colhido pela Polícia Federal, Bolsonaro segue apostando na estratégia de vitimização e de ataques às instituições. A expectativa agora recai sobre os próximos passos do STF e da PGR diante das acusações que podem levá-lo a um longo período de reclusão.

Mandados de busca e apreensão e de prisão foram cumpridos em São Luís para investigar a produção e divulgação de imagens e vídeos envolvendo menores.WhatsApp Image 2025-02-26 at 11.10.04.jpeg

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (26/2), na região metropolitana de São Luís, a Operação Perigo Iminente.

Foram cumpridos mandado de busca e apreensão e mandado de prisão expedidos em face de investigado que produziu e compartilhou imagens/vídeos de abuso sexual infantojuvenil na internet, bem como praticou atos de abuso sexual contra de menores de idade.

O investigado é suspeito da prática dos crimes de estupro de vulnerável, produção e Compartilhamento de cenas de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança/adolescente.

Com ele foram apreendidos dispositivos eletrônicos utilizados para a prática delituosa.

O prefeito de Barreirinhas, Vinícius Vale, anunciou uma medida importante para os feirantes do município. A partir de agora, a Prefeitura assumirá os custos de manutenção do Mercado Municipal, isentando os comerciantes dessa despesa e garantindo um espaço mais limpo, seguro e agradável para todos.

A iniciativa faz parte do compromisso da gestão municipal em valorizar o comércio local e fortalecer a economia da cidade. Para o prefeito, a relação entre o poder público e os feirantes deve ser baseada em parceria e crescimento mútuo.

“O que buscamos é essa parceria. Eu gosto de dizer que não quero que a Prefeitura seja um peso para ninguém. Quero que a gente se ajude, que cresça junto. Desde o início, escolhemos esse caminho porque sabemos que, se formos juntos, lutando e batalhando lado a lado, Barreirinhas crescerá e terá um futuro ainda melhor”, afirmou Vinícius Vale.

A isenção das taxas de manutenção do Mercado Municipal é mais um passo da gestão municipal para estimular o comércio e garantir melhores condições de trabalho para os feirantes. Com essa medida, a Prefeitura reforça seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social de Barreirinhas, criando um ambiente mais favorável para pequenos empreendedores e trabalhadores do setor.

Com essa medida, a Prefeitura reafirma sua missão de trabalhar lado a lado com a população para construir uma cidade mais justa, próspera e acolhedora. A iniciativa também fortalece a economia local, garantindo que os feirantes possam trabalhar com mais tranquilidade e sem o peso de custos adicionais.

O compromisso é claro: crescer juntos para construir um futuro melhor para Barreirinhas!

Veja o vídeo:

 

Blog do Leonardo Cardoso 

Segundo o levantamento, 28,9% dos brasileiros veem Bolsonaro como “um dos responsáveis” e 26,9% como o “principal responsável” pela trama golpistaJair Bolsonaro e atos golpistas de 8 de Janeiro

Pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (25), aponta que 55,8% dos brasileiros consideram Jair Bolsonaro (PL) como um dos responsáveis ou o principal responsável pelas denúncias de tentativa de golpe de Estado apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o UOL, o levantamento aponta que 28,9% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro “é um dos responsáveis” pela tentativa de golpe, enquanto outros 26,9% acreditam que ele “é o principal responsável” pela conspiração para se manter no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Por outro lado, 27,6% dos entrevistados responderam que “Jair Bolsonaro não é responsável pelos crimes apontados na denúncia”. Outros 16,6% não souberam ou preferiram não opinar sobre o caso.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de fevereiro, com 2.002 entrevistas presenciais e domiciliares em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Essa é a primeira vez que um ex-presidente da República é formalmente acusado por tentativa de atacar o Estado democrático de Direito. O caso agora está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), especificamente na primeira turma da Corte, composta por cinco ministros, que avaliará a admissibilidade da denúncia.

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