
Um grupo que aplicava golpes contra idosos, em São Luís, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Maranhão nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (14). Ao todo, a operação resultou em oito prisões. Desses, seis foram presos preventivamente por associação criminosa, roubo e furto. Durante as diligências, outros dois também foram presos por envolvimento em um caso de extorsão mediante sequestro ocorrido no ano passado.
As investigações da Seccional Sul da Polícia Civil, que levaram à prisão dos suspeitos pelos golpes contra idosos, tiveram início em março, quando quatro integrantes da mesma organização foram presos em flagrante. Na ocasião, eles tentaram aplicar um golpe contra uma mulher, mas ela percebeu a investida criminosa. A vítima ainda foi forçada a entregar pertences, porém a polícia agiu a tempo.
O modus operandi do grupo, de acordo com as investigações, era o seguinte: nas proximidades de agências bancárias, os criminosos simulavam deixar cair um objeto de valor, que era “encontrado” pelas vítimas. Em seguida, ofereciam recompensas como forma de atrair a atenção.
“Para atrair as vítimas, eles se mostravam muito gratos por elas terem encontrado o que haviam perdido e ofereciam recompensa em dinheiro, de R$ 100 a R$ 200. Para isso, indicavam que elas deveriam ir a determinado local, onde não era permitido entrar com os objetos visados, induzindo-as a deixar esses objetos com um dos envolvidos”, disse o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Manoel Almeida.
Ainda de acordo com o delegado-geral, quando as vítimas percebiam a farsa e se recusavam a participar, elas eram roubadas pelos criminosos.
Pelo menos 14 pessoas foram vítimas desse grupo. Uma delas, por exemplo, teve prejuízo superior a R$ 50 mil. “Outras vítimas também tiveram grandes prejuízos, porque, entre os pertences levados, havia cartões, e os criminosos usavam esses cartões para efetuar compras diversas”, afirmou o delegado-geral.
Os seis suspeitos foram presos em um condomínio do Residencial Amendoeiras, na região do Maracanã. Entre eles, três utilizavam tornozeleira eletrônica.
Os outros dois presos durante a operação, pelo crime de extorsão mediante sequestro, obrigaram um casal a realizar transferência de R$ 15 mil via Pix. Sob a mira de armas de fogo, as vítimas foram forçadas a entrar em um veículo, onde permaneceram em cativeiro por cerca de duas horas, sofrendo agressões e humilhações. Eles foram presos no Residencial Ribeira. Outros envolvidos já haviam sido capturados no início do ano.
Os suspeitos foram levados para a delegacia, onde serão ouvidos e, ainda nesta terça, encaminhados para o sistema penitenciário. As investigações seguem com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos na organização.
A Prefeitura de Rosário (MA) firmou um contrato no valor de R$ 3.979.004,58 com a empresa Mais Saúde Ltda., alvo de uma grande investigação policial que apura crimes de tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, segundo revelou o G1.
De acordo com o extrato de contrato n° 160867/2025, publicado oficialmente no Diário, o acordo foi assinado pelo Fundo Municipal de Saúde, sob a responsabilidade do secretário Gediel Pereira Alencar, com vigência até 31 de dezembro de 2025. O contrato prevê o fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares para o município, totalizando quase R$ 4 milhões.
A mesma empresa, Mais Saúde Ltda., foi alvo da terceira fase da “Operação Barão Vermelho”, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Maranhão e
Piauí.
Durante a operação, três pessoas foram presas e três empresas – incluindo a Mais Saúde — foram interditadas em Teresina (PI).
A ação investiga uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, falsificação de documento, fraudes em licitações e receptação de cargas roubadas nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba.
Segundo o Ministério Público, o grupo movimentou valores superiores a R$ 197 milhões, incluindo veículos, joias, imóveis, embarcações e até aeronaves.
Apesar do escândalo e da interdição da empresa, a Prefeitura de Rosário firmou o contrato, somando-se a uma lista de prefeituras maranhenses que continuam repassando valores milionários à empresa investigada.
O caso está sendo acompanhado por órgãos de controle e fiscalização, que já solicitaram a suspensão de novos repasses públicos à empresa enquanto as investigações prosseguem.
Até o momento, a Prefeitura de Rosário e o secretário de Saúde
Gediel Pereira Alencar não se pronunciaram sobre o contrato firmado com a empresa investigada.

A Justiça do Maranhão tornou réus três servidores da Sinfra (Secretaria de Infraestrutura) acusados de criar um perfil falso no sistema eletrônico do governo estadual com o nome de Marcus Barbosa Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB).
O promotor da 4ª Promotoria de Justiça Criminal, Justino da Silva Guimarães, afirma que os servidores agiram de forma coordenada para inserir informações fraudulentas no SEI (Sistema Eletrônico de Informações) em movimentações relacionadas à Vigas Engenharia, empresa contratada pelo governo estadual para execução de obras de infraestrutura. A ação teria como objetivo “macular a lisura de sistemas públicos e atingir a imagem de terceiros”, segundo a denúncia.
O Atual7 não conseguiu o contato dos acusados nem da defesa deles. O espaço permanece aberto para manifestação. Se condenados, podem pegar de 2 a 12 anos de prisão pelo crime de inserção de dados falsos em sistema de informações.
AÇÃO COORDENADA EM TRÊS MINUTOS
Segundo investigação conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado, da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil do Maranhão, em 15 de outubro de 2024 foi feito um pré-cadastro no sistema SEI usando dados de Francisco José Cruz Silva, sócio da Vigas Engenharia. Mas duas informações falsas foram inseridas: o e-mail vigasengenharia@gmail.com e o campo “nome social” preenchido com “Marcus Brandão”.
Cerca de dois meses depois, em 16 de dezembro de 2024, às 17h42, Webston Carlos Inojosa Neves, então chefe do Setor de Suporte e gestor do sistema SEI na Sinfra, validou e ativou o usuário fraudulento. A investigação aponta que a documentação obrigatória para essa validação não foi localizada nos autos.
Apenas três minutos depois, às 17h45, Carlos Augusto Silva, funcionário do setor de Protocolo, criou o processo SEI nº 2024.530101.05500 e vinculou o usuário recém-ativado “Marcus Brandão”. Para o Ministério Público, “a ínfima janela de tempo entre a ativação e a utilização evidenciou a coordenação entre os agentes e afastou qualquer coincidência relacionada à inserção dos dados fraudulentos”.
“A articulação dos fatos, a ausência de justificativa para a criação de um segundo usuário, a validação sem o cumprimento dos requisitos formais e a imediata e reiterada utilização do perfil falso em processos administrativos demonstram, de forma inequívoca, que os denunciados agiram com o propósito deliberado de inserir dados falsos no sistema oficial, visando criar uma situação fática inverídica, com o fim de causar dano à Administração Pública e a vítima”, diz trecho da denúncia.
Ainda segundo a acusação, o terceiro denunciado, Gilberto Pereira Martins, teria intermediado a operação. Em depoimento, Webston admitiu ter feito a validação irregular alegando que atendeu a um pedido verbal e informal de Gilberto. Carlos Augusto, por sua vez, atribuiu a ação a um “suposto erro”, mas sem especificar qual.
De acordo com o artigo 313-A do Código Penal, o crime de inserção de dados falsos em sistema de informações só pode ser cometido por funcionário público autorizado a acessar sistemas da administração, mas admite participação de terceiros.
Leia a reportagem completa aqui.

Duas pessoas foram internadas com suspeita de intoxicação por metanol no Maranhão, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Os pacientes estão recebendo atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Parque Vitória e de Paço do Lumiar, ambas localizadas na Região Metropolitana de São Luís.
De acordo com a SES, os dois pacientes permanecem em observação médica enquanto aguardam o resultado dos exames clínicos que irão confirmar — ou descartar — o diagnóstico de intoxicação.
Em nota, a secretaria destacou que, em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não serão divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde das vítimas.
A SES também informou que todos os procedimentos adotados seguem os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, conforme orientações constantes em uma Nota Técnica específica sobre o manejo de casos suspeitos de intoxicação por metanol.
Blog do Gilberto Léda

A Operação Rolezinho realizou mais uma etapa de fiscalização na noite deste domingo, 12 de outubro, em São Luís. Foram apreendidas 24 motocicletas e três bares foram interditados. As atividades fazem parte do projeto Ações Integradas de Segurança Pública, idealizado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).
O objetivo é combater a poluição sonora e coibir a adulteração dos veículos automotores. As fiscalizações foram realizadas nas proximidades do terminal de integração, no Centro, e também na região da Península, no bairro Ponta d’Areia.
A operação contou com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Instituto de Criminalística (ICRIM) e MPMA.
Na península, a Associação de Moradores denunciou o excesso de ruído nos bares, que funcionavam como casas noturnas e promoviam eventos clandestinos com grande número de pessoas. Segundo os moradores, o som alto causava transtornos à saúde física e mental da população e prejudicava a convivência comunitária.
Foram apreendidas motocicletas com indícios de adulteração nos sinais identificadores e no sistema de escapamento.
Nos bares, a equipe da Operação Rolezinho constatou a ausência de licenças de funcionamento, além da falta de saídas de emergência e extintores de incêndio.
De acordo com o titular da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, Cláudio Guimarães, as irregularidades desrespeitam o Código Penal, a Lei de Contravenções Penais e a Lei de Crimes Ambientais. Os responsáveis foram conduzidos à Delegacia de Costumes e Diversões, e os estabelecimentos foram interditados.
Durante as abordagens, um indivíduo beneficiado pela saída temporária que não retornou ao sistema prisional foi identificado e preso. Ele agora permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, neste sábado (11), uma decisão judicial que resultou na prisão preventiva de um homem investigado pela prática do crime de extorsão no município de Pinheiro,na região da Baixada Maranhense.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava contatos obtidos em contextos de prostituição para chantagear e extorquir as vítimas. Ele ameaçava divulgar conteúdos íntimos em redes sociais e para familiares caso não recebesse valores em dinheiro. Em um dos casos apurados, uma das vítimas chegou a efetuar o pagamento de R$ 15 mil para evitar a exposição.
A decisão que determinou a prisão foi proferida pela 3ª Vara da Comarca de Pinheiro, e também autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, além da quebra do sigilo telefônico do investigado.
O suspeito foi conduzido à unidade policial, onde foram realizados todos os procedimentos legais cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.
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