Rubens Pereira Jr e a “independência pessoal”

Rubens Pereira Júnior | Partido dos Trabalhadores

As declarações do deputado federal Rubens Pereira Jr., dadas na última quinta-feira (15) durante participação no podcast do ex-deputado Rogério Cafeteira, trouxeram novamente à cena política maranhense o debate sobre seu real posicionamento no atual tabuleiro estadual. Após manifestações públicas de distanciamento do governo Carlos Brandão, o parlamentar passou a se apresentar — ao lado do pai, Rubens Pereira, o Rubão — como politicamente independente.

A leitura dos fatos, contudo, aponta menos para uma ruptura e mais para uma estratégia individual de posicionamento, centrada no próprio deputado.

Rubens Pereira Jr. ocupa um espaço de destaque na política nacional e estadual. Vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores.

Não houve, até aqui, afastamento formal de espaços institucionais, entrega de cargos vinculados ao seu grupo político ou declaração objetiva de oposição ao governo estadual. A independência defendida por Rubens se manifesta em declarações recentes.

A atuação de Rubens Pereira, o Rubão, reforça essa leitura. Mesmo fora da Secap, Rubão manteve interlocução com o governo Brandão. A oferta de pastas como Educação e Secid, embora não aceita de imediato, demonstra que o diálogo permanece ativo.

Enquanto o pai mantém postura institucional, Rubens Pereira Jr. atua de forma mais expansiva. Faz um jogo triplo que ele chama de independência. Toma café da manhã com Felipe Camarão, almoça com os Braide e janta com os Brandão. Interessado, sempre, no seu futuro político.

Esse movimento dissimulado tem sido visto como um movimento calculado: preservar espaço em qualquer cenário futuro, especialmente diante das indefinições que ainda cercam a sucessão estadual.

Enquanto Rubens Jr se declara independente, o Partido dos Trabalhadores segue sendo governo Brandão.

O Maranhão vive um dos momentos mais vibrantes de sua cultura popular com a realização do que está sendo considerado o maior pré-carnaval do país que começou neste domingo, 17, com cerca de 500 mil pessoas na Avenida litorânea em São Luís. Sob a coordenação do Secretário Estadual de Cultura, Yuri Arruda, e do secretário adjunto Abimael, o evento tem reunido milhares de foliões, artistas e brincantes, transformando as ruas em um grande palco de celebração da identidade maranhense.

A programação diversificada valoriza as manifestações culturais locais, como blocos tradicionais, bandas, trios elétricos e grupos populares, além de atrações nacionais que fortalecem o intercâmbio cultural e impulsionam o turismo no estado.

O pré-carnaval também se destaca pela organização, segurança e estrutura oferecida ao público, garantindo uma festa democrática e acessível para todas as idades.

De acordo com a secretaria de estado da cultura, o evento vai além da folia: movimenta a economia criativa, gera emprego e renda para trabalhadores da cultura, ambulantes e setores ligados ao turismo e serviços. Hotéis, bares, restaurantes e comerciantes comemoram o aumento significativo no fluxo de visitantes durante o período.

Para o secretário-adjunto Abimael Barreto, o sucesso do pré-carnaval reafirma o compromisso do governo do Maranhão com a valorização da cultura popular. “Estamos fortalecendo nossas tradições, dando visibilidade aos artistas locais e mostrando ao Brasil a força cultural do nosso estado”, destacou.

O secretário Yuri Arruda também ressaltou a importância do planejamento e da integração entre os órgãos públicos. “Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, que envolve cultura, segurança, turismo e infraestrutura, sempre pensando no bem-estar da população”, afirmou.

Com recorde de público e grande repercussão, o pré-carnaval do Maranhão consolida-se como um dos maiores e mais importantes do calendário cultural brasileiro, reforçando o estado como referência nacional quando o assunto é festa, tradição e identidade cultural.

Ministro se vê isolado após decisões contestadas e suspeita de conflito de interesses envolvendo o escândalo do banco de Daniel VorcaroDias Toffoli

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), cresce a avaliação de que o ministro Dias Toffoli não deve permanecer como relator do chamado Caso Master, investigação que envolve o escândalo do ex-banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A percepção predominante em Brasília é a de que a condução do processo pelo ministro se tornou politicamente e juridicamente insustentável diante de episódios recentes, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Dois fatores principais impulsionam esse consenso. O primeiro diz respeito a uma sequência de decisões classificadas como heterodoxas tomadas por Toffoli ao longo de cerca de 50 dias à frente do caso. Parte dessas deliberações acabou sendo revista pelo próprio ministro, diante das críticas ao que foi descrito como excesso ou exotismo jurídico.

O segundo ponto envolve um conflito de interesses considerado evidente por integrantes do meio jurídico. Reportagens publicadas neste mês pelos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo revelaram conexões entre um resort localizado no Paraná, pertencente a familiares de Toffoli, e a estrutura de fundos fraudulentos atribuída a Daniel Vorcaro. A revelação reforçou o desgaste do ministro no comando do processo.

De acordo com relatos de bastidores, não há ministros do STF dispostos a defender a permanência de Toffoli como relator do caso. Diante desse cenário, passaram a ser discutidas alternativas para sua substituição. A hipótese considerada mais provável é a de que o próprio ministro solicite afastamento, alegando problemas de saúde, solução que dependeria de negociação direta e da concordância de Toffoli.

 

Dudu Diniz recebe Orleans, Iracema Vale e Audreia Noleto e reafirma apoio ao grupo liderado por Brandão

O ex-presidente da Câmara Municipal de São José de Ribamar, Dudu Diniz, recebeu, na manhã deste sábado, em sua residência, o secretário de assuntos municipalistas, Orleans Brandão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, e a articuladora política, Audreia Noleto.

O encontro teve como objetivo alinhar estratégias e agradecer as ações que o governador Carlos Brandão tem realizado na cidade balneária, por intermédio do secretário Orleans Brandão.

“Hoje é um dia muito especial para nosso grupo político, pois discutimos o fortalecimento do nome do nosso amigo Orleans Brandão em toda a cidade. Este momento também foi de agradecimento pelas obras que o governador Carlos Brandão trouxe para nossa cidade, além dos benefícios que ainda estão por vir”, comentou Dudu Diniz.

Liderança em São José de Ribamar

É importante ressaltar que, em 2020, Dudu foi eleito o vereador mais votado da cidade. Posteriormente, assumiu a presidência da Câmara, sendo reconhecido pela sua transparência e pela valorização dos funcionários. Em 2024, concorreu ao cargo de prefeito, obtendo mais de 35 mil votos.

Ministério Público apura nepotismo em São João Batista

Prefeito de São João Batista é alvo de investigação por 578 contratações  durante o período eleitoral - Blog do Minard

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de São João Batista, instaurou procedimento investigatório para apurar denúncia de *nepotismo* contra o prefeito Emerson Lívio Soares Pinto, conhecido como Mecinho. A representação foi protocolada em 30 de setembro de 2025 pelo advogado Ítalo Diêgo Sousa de Alencar, em nome da servidora pública municipal Marineide Soares Campos.

Segundo o documento, o prefeito teria nomeado *seis parentes diretos* para ocupar secretarias municipais, prática que afronta os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. A denúncia também cita a violação ao artigo 117, inciso VIII, da Lei nº 8.112/90, e à Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes em cargos de confiança.

Os nomes citados na denúncia
– *Hildene Pereira Pinto* – esposa do prefeito e primeira-dama, nomeada para a Secretaria Municipal Especial da Mulher.
– *Diolindo Silva Pinto* – pai do prefeito, secretário de Articulação Política.
– *Rafaela de Jesus Pereira Pinto* – cunhada do prefeito, titular da Secretaria de Administração, Gestão e Planejamento.
– *Verneylan Botelho Soares* – sobrinho do prefeito, secretário de Infraestrutura, Obras, Transporte e Trânsito.
– *Jonis Maycon Santos Soares* – primo do prefeito, apontado como responsável pela Secretaria de Relações Institucionais ou Meio Ambiente e Limpeza Pública.
– *José Domingos Câmara Filho* – genro do prefeito, secretário de Saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em tese, tais nomeações configurariam *ato de improbidade administrativa*, nos termos do artigo 11 da Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa).

Encaminhamentos do MP
O MPMA notificou o *Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA)* sobre a denúncia, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de fiscalização. O caso ganhou repercussão na Baixada Maranhense, já que envolve diretamente a estrutura administrativa do município e pode resultar em responsabilização política e judicial do gestor .

Contexto político
O prefeito Emerson Lívio já vinha sendo alvo de outras investigações, incluindo ações eleitorais por suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2024 . Agora, a acusação de nepotismo amplia a pressão sobre sua gestão e pode levar a novas medidas judiciais.

Damares Alves divulga lista de igrejas e pastores envolvidos na máfia dos descontos ilegais após críticas do pastor Silas Malafaia.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou nesta quarta-feira (14) uma lista de igrejas e líderes religiosos citados na CPMI do INSS, que investiga fraudes em descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. A divulgação ocorreu após críticas públicas feitas pelo pastor Silas Malafaia nas redes sociais.

Segundo a parlamentar, os pedidos de convocação, convite ou quebra de sigilo foram apresentados com base em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal.

Reação após críticas de Malafaia

A polêmica começou após Damares afirmar, em entrevista ao SBT News, que a comissão vinha identificando a participação de igrejas em esquemas de fraudes contra aposentados do INSS.

“Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘Não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, disse a senadora ao ser questionada sobre se há tentativas de atrapalhar as investigações da comissão.

Após a declaração, Malafaia publicou um vídeo exigindo que os nomes fossem divulgados.

“Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria. […] Se não tem os nomes e as provas, cale a boca. Se tem, denuncie pelo bem da igreja evangélica. Isso é uma vergonha, um absurdo. A liderança evangélica está indignada com sua postura covarde e vergonhosa. Estou esperando os nomes”, afirmou o pastor.

Em resposta, Damares publicou nota oficial e tornou públicos os requerimentos apresentados na comissão.

Igrejas e pastores citados

De acordo com a senadora, os nomes divulgados constam em requerimentos formais apresentados à CPMI. Parte deles já foi aprovada, enquanto outros ainda aguardam análise.

Igrejas com pedido de transferência de sigilo:

Adoração Church

Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo

Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch)

Igreja Evangélica Campo de Anatote

Pastores citados em requerimentos:

Fabiano Campos Zettel – convite para prestar esclarecimentos

Cesar Belucci do Nascimento – convite

André Machado Valadão – convocação e pedido de transferência de sigilo

Péricles Albino Gonçalves – convite

André Fernandes – convite

Entre os nomes citados está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o senador Rogério Correia (PT-MG), a oitiva é considerada essencial para esclarecer possíveis conexões com o esquema investigado.

Dever de apuração

Na nota divulgada, Damares afirmou que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em fraudes causa “profundo desconforto e tristeza”, mas destacou que a CPMI tem o dever constitucional de investigar os fatos.

A senadora também afirmou que a comissão deve atuar com responsabilidade, imparcialidade e base documental.

 

Blog do Isaias Rocha

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