APÓS MORTE DE BEBÊ DE 1 ANO E 7 MESES, POLÍCIA CIVIL PRENDE HOMEM EM ANAPURUS

 

Em uma ação realizada na noite da última terça-feira(4), a Polícia Civil do Maranhão conseguiu, prender em flagrante um homem, suspeito de praticar um homicídio que teve como vítima uma bebê de 1 ano e 7 meses, no município de Anapurus. O preso é padrasto da vítima.

De acordo com a equipe plantonista da 3ª Delegacia Regional de Chapadinha, o caso teve início no fim da tarde da terça-feira, quando a vítima deu entrada no Hospital Municipal de Anapurus já em óbito.

Segundo os responsáveis, a criança teria sofrido uma queda de rede. No entanto, após diligências preliminares no hospital e no local da suposta queda, os investigadores constataram que as lesões da vítima não eram compatíveis com a versão apresentada pelo padrasto.

A suspeita foi reforçada pelo laudo do exame médico legal, que identificou múltiplas lesões na criança, especialmente na região frontal e posterior da cabeça, além de lesão e hemorragia cerebral. Os investigadores ainda descobriram que a vítima já possuía um histórico de atendimentos médicos anteriores por supostas quedas.

Diante da gravidade das lesões, da inconsistência das explicações e do fato de que, no momento do crime, apenas a mãe e o padrasto da vítima estavam no local do crime, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante contra o suspeito.

Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao Sistema Penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Agora, as investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Anapurus, com o compromisso de esclarecer todos os fatos e garantir que a Justiça, inclusive investigando a possível participação da mãe da vítima.

O diretor também mencionou que o Brasil esteve “na iminência de sofrer um golpe de Estado no final de 2022”Walter Moreira Salles recebe o Oscar

O cineasta Walter Salles afirmou, em entrevista à CNN dos Estados Unidos, que seu mais recente filme, Ainda estou aqui, só pôde ser realizado devido ao que chamou de “retorno da democracia ao Brasil”. A declaração foi dada ao lado da protagonista do longa, Fernanda Torres. Segundo o diretor, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro com o longa, o contexto político do país durante a gestão de Jair Bolsonaro impossibilitou a produção da obra.

Ao comentar os anos de preparação do filme, Salles destacou os desafios enfrentados. “Também demorou sete anos porque, durante quatro anos, o país se virou para a extrema direita, e nunca teríamos tido a possibilidade de filmar durante esse período. Portanto, o filme é produto do retorno da democracia ao Brasil”, afirmou. O cineasta ainda foi categórico ao dizer que “o retorno do presidente Lula à Presidência e o retorno da democracia que permitiram que o filme existisse”.

O diretor também mencionou que o Brasil esteve “na iminência de sofrer um golpe de Estado no final de 2022” e que esse período de instabilidade política teve impacto direto na produção cinematográfica do país. Segundo ele, o governo Bolsonaro representou um retrocesso para a cultura e a arte nacional, afetando a captação de recursos e inviabilizando projetos.

 

A Rede Globo destacou, no Jornal Hoje desta terça-feira (4), o sucesso do Carnaval do Maranhão, que reuniu na Avenida Litorânea um público estimado em 3 milhões de foliões, de quinta (27) a terça-feira (4), segundo levantamentos do Governo do Estado.

Foram mais de 10 horas de festa por dia na orla marítima da capital, com trios elétricos, atrações nacionais e regionais arrastando multidão de foliões.

A reportagem da TV Globo mostrou também a diversidade do Carnaval de São Luís com o circuito da Madre Deus montado pelo Governo do Estado, mantendo a tradição cultural maranhense.

A programação oficial do carnaval, promovido pelo Governo do Maranhão, contou com mais de 50 atrações locais e nacionais no Circuito Vem Pro Mar (Avenida Litorânea) e dezenas de apresentações no Circuito Vem Pra Madre (bairro Madre Deus).

Para o governador Carlos Brandão, investimentos estratégicos em turismo, segurança pública e a valorização cultural fortaleceram a festa nos últimos anos e fizeram do Carnaval do Maranhão um dos maiores do Brasil.

Dino citou compromisso “indeclinável” dos ministros do STF com a soberania brasileira e sugeriu que Moraes passe “lindas férias” no Maranhão, não nos EUA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa de seu colega Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (27), em meio à ofensiva de políticos dos Estados Unidos contra o magistrado. Em publicação nas redes sociais, Dino reafirmou que os ministros da Corte, ao assumirem o cargo, juram defender a Constituição e os princípios de autodeterminação dos povos, não intervenção e igualdade entre os Estados, previstos no artigo 4º da Carta Magna.

“São compromissos indeclináveis, pelos quais cabe a todos os brasileiros zelar. Por isso, manifesto a minha solidariedade pessoal ao colega Alexandre de Moraes”, escreveu Dino na postagem. O ministro ainda ironizou as críticas direcionadas a Moraes, destacando que ele continuará proferindo palestras dentro e fora do Brasil. “E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, afirmou, em referência aos estados homônimos do país da América do Norte.

A ofensiva de políticos dos EUA a Alexandre de Moraes foi intensificada após a decisão do ministro de suspender a rede social Rumble no Brasil. A medida ocorreu na mesma semana em que o magistrado se tornou alvo de uma ação conjunta movida pela plataforma, alinhada ao governo de Donald Trump, e pelo Trump Media & Technology Group Corp, conglomerado empresarial do presidente dos EUA.

A ofensiva contra Moraes , que conta com o apoio de parlamentares bolsonaristas e ligados à extrema direita no Brasil, inclui uma articulação de políticos republicanos para aprovar um projeto de lei que prevê sanções contra o ministro e a proibição de sua entrada nos Estados Unidos.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na qual reforçou que não permitirá distorções sobre o cenário nacional, nem abrirá espaço para ingerências externas.

“A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal”, diz o documento, que destaca: “O Estado brasileiro e suas instituições republicanas foram alvo de uma orquestração antidemocrática baseada na desinformação em massa”.

Além disso, o texto da diplomacia brasileira destaca que o governo do presidente Lula (PT) valoriza a liberdade de expressão, ao contrário do que dizem figuras da extrema direita dos EUA. “A liberdade de expressão, direito fundamental consagrado no sistema jurídico brasileiro, deve ser exercida… em consonância com os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal”, destaca um trecho do texto.

Presidente do partido avalia que estratégia de comunicação do governo está “acabando” com Lula ao expô-lo demaisCiro Nogueira

 O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que o partido pode desembarcar do governo Lula caso não haja uma “mudança radical de rumos” na administração federal. Nogueira criticou a estratégia de comunicação do governo, especialmente a atuação do ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, que, segundo ele, está “acabando” com o presidente ao expô-lo demais.

“Se o governo não tiver uma mudança radical agora, de rumos para o país, não tem como nem a gente, daqui a pouco, permitir que os membros do partido participem desse governo”, declarou Nogueira, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. O senador também mencionou a possibilidade de o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), deixar o cargo, embora afirme que ainda prefere garantir “governabilidade” ao país para uma transição tranquila ao próximo presidente.

Nogueira não poupou críticas à forma como Lula tem se comunicado. Para ele, a exposição excessiva do presidente, incentivada por Sidônio Palmeira, tem sido prejudicial. “Quem está acabando com o Lula é o Sidônio, a exposição dele. O cara fala 20 minutos, aí uma derrapada é o que mais vai para a internet”, afirmou. O senador comparou a situação com a do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando que, durante a campanha eleitoral, quanto mais Bolsonaro aparecia, pior era para sua imagem.

Sobre a permanência do PP no governo, Nogueira foi enfático: “Defendo que nem tivesse entrado. Foi um erro. É um governo completamente ultrapassado, com o presidente isolado, sem vontade de tomar as decisões que o país precisa”. Ele também descartou a possibilidade de o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) integrar o governo, afirmando que, “se depender de mim, não”.

Eleições 2026

Na entrevista, Nogueira também abordou o cenário para as eleições presidenciais de 2026 e a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. O senador acredita que Bolsonaro pode reverter sua inelegibilidade e que ele é o nome mais forte da direita. “Jair Bolsonaro”, respondeu, quando questionado sobre o melhor nome para a disputa.

Caso Bolsonaro não possa concorrer, Nogueira acredita que o ex-presidente terá que definir rapidamente um sucessor, mencionando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Júnior (PSD-PR), além da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) e dos filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro. “Se Bolsonaro marchar para ser candidato até o final, é porque ele vai colocar um dos filhos”, afirmou.

Golpe de 2022 e investigações contra Bolsonaro

Nogueira também comentou sobre a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que o citou como parte de um grupo que questionava o resultado das eleições de 2022. Ele negou envolvimento e afirmou que convenceu Bolsonaro a aceitar a transição. “Acho impossível um ministro tão presente no dia a dia do presidente não ver o movimento de um golpe militar”, disse.

O senador minimizou as investigações contra Bolsonaro sobre fraudes no cartão de vacinação e no caso das joias sauditas. “Pelo amor de Deus, vamos virar a página. Ninguém aguenta mais a mídia com esse discurso para tentar tirar o foco dos problemas do país”, afirmou.

Ao final, o senador reforçou sua avaliação de que o governo Lula está fadado ao fracasso se não mudar sua estratégia. “Lula se reinventar, eu acho difícil. A forma dele de se comunicar está muito errada”, concluiu.

Ex-presidente ataca STF, minimiza tentativa de golpe e insinua que sua prisão geraria “comoção nacional”Jair Bolsonaro - 20/02/2025

Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) voltou a se vitimizar em entrevista ao jornalista Leo Dias, publicada nesta terça-feira (25). Em um discurso carregado de ataques ao Judiciário, o ex-presidente afirmou que considera sua condenação provável e alegou que, caso seja preso, pode “morrer na cadeia”.

“Se for condenado por tudo, são mais de 40 anos. Eu não vou viver mais [do que isso]”, disse Bolsonaro, insinuando que sua prisão serviria apenas para eliminá-lo. “Para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto.” Ainda segundo ele, sua eventual detenção provocaria reações significativas: “Eu preso vou ser um problema também, vai haver uma comoção nacional”.

A denúncia contra Bolsonaro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 19, sob acusações de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e participação em organização criminosa. As penas máximas somadas chegam a 43 anos de prisão, além da possibilidade de inelegibilidade por mais tempo do que os oito anos já impostos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023.

Na entrevista, Bolsonaro fez ataques diretos ao STF, especialmente à Primeira Turma, que julgará sua denúncia. “Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou ali…”, disse. Questionado sobre a origem do termo, respondeu: “É o que a gente ouve falar por aí”. O colegiado é composto pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Sobre a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, disputar a Presidência em 2026, Bolsonaro descartou a ideia. “Não vai cair bem esse papo de cavalheiro para mim”, disse, rindo. No entanto, confirmou que ela aceitou concorrer ao Senado.

Com o avanço das investigações e o robusto material colhido pela Polícia Federal, Bolsonaro segue apostando na estratégia de vitimização e de ataques às instituições. A expectativa agora recai sobre os próximos passos do STF e da PGR diante das acusações que podem levá-lo a um longo período de reclusão.

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