EM PERNAMBUCO, POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO PRENDE SUSPEITO DE COMETER CRIMES SEXUAIS NO AMBIENTE VIRTUAL CONTRA CRIANÇA

EM PERNAMBUCO, POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO PRENDE SUSPEITO DE COMETER CRIMES SEXUAIS NO AMBIENTE VIRTUAL CONTRA CRIANÇA

Na manhã desta terça-feira (17), a Polícia Civil do Maranhão, em ação conjunta com a Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou uma operação com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um indivíduo de 23 anos, investigado por cometer crimes sexuais no ambiente virtual contra menores de idade.As ordens judiciais foram cumpridas na cidade de Inajá, no estado de Pernambuco.

A operação teve como base uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, que revelou que o suspeito criou um perfil falso em uma rede social para se aproximar de uma criança de 9 anos de idade. Segundo as apurações, mediante promessas de envio de brinquedos e dinheiro, a vítima, que reside no município maranhense de Pastos Bons, era induzida a enviar conteúdos íntimos ao investigado.

Assim que tomou conhecimento do caso, a Delegacia de Polícia de Pastos Bons instaurou procedimento investigativo e solicitou apoio tecnológico ao Núcleo de Inteligência da PC-MA, sediado em Timon. Com o suporte técnico, foi possível identificar e localizar o suspeito, viabilizando a ação policial que resultou na prisão.

Após a captura, o indivíduo foi encaminhado ao sistema penitenciário de Pernambuco, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de custódia e, posteriormente, poderá ser recambiado para o estado do Maranhão, mediante autorização judicial.

A Polícia Civil do Maranhão alerta pais e responsáveis sobre os riscos do uso de redes sociais por crianças e adolescentes sem a devida supervisão, reforçando a importância do acompanhamento das atividades online como forma de prevenção a crimes dessa natureza.

As diligências foram realizadas por equipes do Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Delegacia Regional de Petrolândia (PE) e da Delegacia de Polícia de Inajá (PE).

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por corrupção passiva, sete dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, acusados de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares ao Município de São José de Ribamar (MA). As penas fixadas variam de 6 anos e 5 meses a 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

Denúncia

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República pedia a condenação, por corrupção passiva e organização criminosa, dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa, e do assessor parlamentar João Batista Magalhães. Também foram denunciados Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, por corrupção passiva, e Thalles Andrade Costa, por organização criminosa.

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram ao então prefeito do município o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares para a cidade. Segundo a denúncia, os réus se dividiam em dois núcleos: o dos parlamentares, encarregados de destinar as emendas, e o de execução, responsável por cobrar a propina.

Tráfico de função pública 

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Cristiano Zanin, de que a PGR comprovou a correlação entre a conduta dos parlamentares (destinar as verbas) e a solicitação da vantagem, caracterizando o “tráfico da função pública” ou a venda do ato de ofício.

Por falta de provas, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Bosco Costa, João Batista Magalhães e Thalles Andrade Costa foram absolvidos da acusação de participação em organização criminosa. De acordo com o colegiado, não ficou provado que os réus pertencessem a uma organização estruturada para cometer outros crimes contra a administração pública.

Penas 

Josimar Maranhãozinho (considerado líder do grupo) – 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 300 dias-multa, cada um no valor de 3 salários mínimos vigentes na época dos fatos.

Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Bosco Costa – 5 anos de reclusão (por ter mais de 70 anos), em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

João Batista Magalhães – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos, e perda do cargo público, efetivo ou comissionado, eventualmente ocupado.

Antônio José Silva Rocha – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Adones Gomes Martins – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Outras sanções

Foi fixada ainda indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga de forma solidária entre os sete sentenciados. Como o regime inicial é o semiaberto, o colegiado decidiu que cabe à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos dois parlamentares condenados.

Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de todos os condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

Blog do Gilberto Léda 

Arquivos Dr. Yglesio - Tribuna 98

O deputado estadual Dr. Yglésio afirmou, em discurso na Assembleia Legislativa, que o chamado dinismo atua como um “sistema de poder” no Maranhão e associou práticas do grupo político a métodos típicos do comunismo.

A fala ocorreu durante pronunciamento em que o parlamentar tratou da operação da Polícia Federal envolvendo o jornalista Luís Pablo, caso que, segundo ele, já repercute internacionalmente e levanta preocupações sobre liberdade de imprensa no estado.

Ao ampliar o debate, Yglésio afirmou que há uma estrutura articulada que ultrapassa o campo político e alcança instituições.

“Existe um grande sistema de articulação hoje no Estado do Maranhão”, declarou.

Sem citar diretamente nomes em alguns momentos, o deputado direcionou críticas ao grupo ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a quem atribuiu influência em diferentes esferas de poder.

Críticas ao “modelo comunista”

Durante o discurso, Yglésio fez comparações diretas entre o comportamento de seus adversários e práticas que, segundo ele, seguem uma lógica ideológica.

“Os comunistas são assim: acusam sempre daquilo que fazem”, afirmou.

O parlamentar também citou episódios passados para sustentar a tese de seletividade política, mencionando casos de perseguição a adversários e contradições no discurso de aliados do grupo.

Ataques a Flávio Dino e projeção nacional

Em outro momento, o deputado elevou o tom ao criticar diretamente Flávio Dino, atribuindo ao ministro atuação política mesmo após assumir cargo no Judiciário.

Yglésio afirmou que Dino tenta construir uma projeção nacional e o acusou de utilizar o Supremo Tribunal Federal como instrumento de visibilidade e proteção política.

Segundo ele, há um movimento antecipado com vistas à disputa presidencial de 2030.

Judiciário, imprensa e clima político

O parlamentar também criticou decisões judiciais e apontou o que classificou como avanço sobre prerrogativas políticas e liberdade de expressão.

Para Yglésio, o episódio envolvendo o jornalista maranhense seria um sinal de alerta sobre um ambiente de pressão crescente.

“Se a imprensa está sendo calada, imagina o cidadão comum”, disse.

O discurso ocorre em meio ao aumento da tensão política no Maranhão, com movimentações de pré-candidaturas e reorganização de forças visando as próximas eleições.


Uma mudança silenciosa na política pública voltada à pesca artesanal já provoca efeitos de larga escala no Maranhão. Entre setembro de 2025 e março de 2026, o estado perdeu cerca de 347 mil pescadores com registro ativo no Registro Geral da Pesca (RGP), documento que funciona, na prática, como licença para o exercício profissional da atividade.

Sem o registro, esses trabalhadores ficam impedidos de pescar legalmente e também deixam de ter acesso ao seguro-defeso, benefício pago durante o período de proibição da pesca para preservação das espécies.

O tema foi exposto pelo advogado previdencialista Ricardo Gonçalves durante entrevista ao programa Hora D, da TV Difusora, ao analisar o impacto das novas exigências impostas pelo governo federal no processo de concessão e manutenção do registro e dos benefícios associados à atividade.

Segundo ele, o endurecimento das regras, adotado sob o argumento de combate a fraudes, acabou produzindo um efeito colateral significativo: a exclusão em massa de pescadores que exercem a atividade, mas não conseguem atender às novas exigências burocráticas e tecnológicas.

O número chama atenção. Os 347 mil pescadores excluídos representam mais da metade do contingente total da categoria no Maranhão, o que evidencia uma ruptura estrutural na política pública voltada ao setor.

Além do impacto social direto, há também reflexos econômicos relevantes. Considerando o valor médio do seguro-defeso, a retirada desse volume de beneficiários representa uma perda estimada de aproximadamente R$ 2,3 bilhões em recursos federais que deixariam de circular na economia maranhense.

Na avaliação apresentada durante a entrevista, o problema não está apenas na intensificação da fiscalização, mas na forma como ela tem sido operacionalizada. As novas regras passaram a exigir atualizações frequentes em sistemas digitais, envio periódico de informações sobre a atividade pesqueira e participação em entrevistas que cobram conhecimento técnico e normativo da legislação.

Para uma parcela significativa dos pescadores artesanais, especialmente aqueles com menor acesso à tecnologia ou baixa familiaridade com processos digitais, essas exigências têm se tornado uma barreira prática para a manutenção do registro e, consequentemente, do benefício.

O cenário é agravado por mudanças recentes na condução da política pública, como o retorno da gestão ao Ministério do Trabalho, a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Único e a realização de entrevistas presenciais em municípios que concentram a maior parte dos beneficiários — no Maranhão, 26 cidades reúnem cerca de 80% desse público.

Outro ponto destacado é a mudança na periodicidade das obrigações. Procedimentos que antes eram realizados de forma anual passaram a exigir atualizações mensais, elevando o risco de bloqueios por descumprimento de prazos ou inconsistências no envio de informações.

A consequência, segundo a análise apresentada, é um desalinhamento entre a intenção da política pública e sua execução. Enquanto o discurso oficial se ancora no combate a irregularidades, na prática, trabalhadores que dependem da atividade para subsistência acabam sendo atingidos por exigências que não conseguem cumprir.

O caso expõe uma tensão recorrente em políticas de controle: o equilíbrio entre fiscalização e acesso. No Maranhão, os dados indicam que esse ponto de equilíbrio pode ter sido ultrapassado, com efeitos diretos sobre renda, atividade econômica e inclusão produtiva em regiões onde a pesca artesanal é uma das principais fontes de sustento.

 

A Carta Política

 

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), foi homenageada, nesta segunda-feira (16), com o título de Cidadã Timonense. A honraria foi proposta pela vereadora Amanda Pires e aprovada por unanimidade pelos vereadores do município, em reconhecimento às contribuições da parlamentar para o desenvolvimento da cidade e para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à população.

Em seu pronunciamento, Iracema Vale aproveitou o momento para reafirmar seu compromisso com o município e com a população timonense. “Receber esse título é, para mim, firmar um compromisso com o povo desta terra. A partir de agora, Timon ganha mais uma filha. Estarei sempre à disposição deste município e de todas as cidades do nosso estado”, afirmou a deputada.
A entrega do título aconteceu durante a 2ª edição do projeto “Mulheres que Transformam”, iniciativa da Câmara Municipal de Timon, em parceria com a Procuradoria da Mulher, voltada à valorização e ao cuidado com as mulheres timonenses.

Durante o evento, foi realizada uma Sessão Solene em homenagem a mulheres que prestam relevantes serviços ao município. Além da presidente, recebeu o Título de Cidadã Timonense a deputada Daniella, em reconhecimento às suas contribuições à cidade.

*Ação social*

A programação contou, ainda com uma grande ação social, oferecendo diversos atendimentos gratuitos à população. Um dos destaques foi a presença da Carreta da Mulher Maranhense, que disponibilizou serviços voltados à saúde e ao bem-estar feminino. Também foram oferecidos serviços de beleza, ações sociais e sorteios de cestas básicas, enxovais e brindes.

O evento reforçou a importância de iniciativas que promovem o cuidado, o reconhecimento e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres, celebrando aquelas que contribuem para o desenvolvimento e a transformação de Timon.

Corte analisa ação que pode resultar na primeira condenação de deputados federais por cobrança de propina ligada ao orçamento públicoJosimar Maranhãozinho e Pastor GilJosimar Maranhãozinho e Pastor Gil (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (17) o julgamento de uma ação penal que pode marcar um precedente inédito: a possível condenação de deputados federais por corrupção envolvendo emendas parlamentares. O caso é analisado pela Primeira Turma da Corte e envolve acusações de cobrança de propina em troca da liberação de recursos do orçamento público.

A análise envolve os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes de um esquema de negociação ilícita de emendas. O julgamento foi retomado com o voto do relator, ministro Cristiano Zanin, e deve contar ainda com manifestações dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside o colegiado.

A acusação aponta que a suposta organização criminosa seria liderada por Josimar Maranhãozinho e menciona trocas de mensagens entre os investigados como evidência da articulação para direcionamento de recursos. Em uma das conversas citadas, Pastor Gil questiona quais municípios deveriam receber as emendas, ao que Josimar responde: “Dei 1.048.000 para São José de Ribamar”.

Segundo o representante da PGR, a atuação do grupo investigado não teria se limitado a um único município. Ele afirmou que houve “aliciamento e cobrança” de valores em diferentes cidades, o que motivou a abertura de outras investigações ainda em andamento no STF.

O caso também dialoga com outros inquéritos envolvendo os mesmos parlamentares. Em 2021, foram divulgadas imagens captadas em uma ação controlada da Polícia Federal que mostram Josimar Maranhãozinho entregando uma caixa com dinheiro a um aliado. O material integra a Operação Descalabro, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos em um segundo procedimento investigativo.

A expectativa entre ministros ouvidos pela reportagem é de que o julgamento seja concluído ainda nesta terça-feira, o que pode estabelecer um marco jurídico relevante no combate a irregularidades envolvendo emendas parlamentares no país.

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