
A confirmação de Felipe Camarão como pré-candidato do PT ao Governo do Maranhão reorganiza o tabuleiro de candidaturas, mas não distribui o mesmo peso político entre os nomes da chapa. No desenho atual, Camarão fica como aposta petista ao Palácio dos Leões, enquanto Eliziane Gama e Weverton Rocha, preferências de Lula, aparecem como nomes ao Senado.
A diferença é que Weverton chega à disputa preservando uma candidatura competitiva. Senador em busca da reeleição, ele mantém estrutura própria, recall eleitoral, base municipal e, principalmente, o Palácio dos Leões (leia-se Brandão e Iracema) como parcerios.
Eliziane, por outro lado, assegura seu nome na disputa, mas sem musculatura. Ao migrar para o PT e se vincular diretamente à chapa petista no Maranhão, a senadora passa a carregar o risco de definhar politicamente com uma candidatura de Felipe Camarão sem tração suficiente.
O cenário cria uma contradição dentro da própria composição: enquanto Weverton pode disputar votos no eleitorado lulista sem depender exclusivamente do desempenho do vice-governador, Eliziane passa a ter sua reeleição associada ao fôlego de uma candidatura que ainda precisa provar força nas ruas, nas pesquisas e nas alianças.

