
O deputado estadual Dr. Yglésio afirmou, em discurso na Assembleia Legislativa, que o chamado dinismo atua como um “sistema de poder” no Maranhão e associou práticas do grupo político a métodos típicos do comunismo.
A fala ocorreu durante pronunciamento em que o parlamentar tratou da operação da Polícia Federal envolvendo o jornalista Luís Pablo, caso que, segundo ele, já repercute internacionalmente e levanta preocupações sobre liberdade de imprensa no estado.
Ao ampliar o debate, Yglésio afirmou que há uma estrutura articulada que ultrapassa o campo político e alcança instituições.
“Existe um grande sistema de articulação hoje no Estado do Maranhão”, declarou.
Sem citar diretamente nomes em alguns momentos, o deputado direcionou críticas ao grupo ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a quem atribuiu influência em diferentes esferas de poder.
Críticas ao “modelo comunista”
Durante o discurso, Yglésio fez comparações diretas entre o comportamento de seus adversários e práticas que, segundo ele, seguem uma lógica ideológica.
“Os comunistas são assim: acusam sempre daquilo que fazem”, afirmou.
O parlamentar também citou episódios passados para sustentar a tese de seletividade política, mencionando casos de perseguição a adversários e contradições no discurso de aliados do grupo.
Ataques a Flávio Dino e projeção nacional
Em outro momento, o deputado elevou o tom ao criticar diretamente Flávio Dino, atribuindo ao ministro atuação política mesmo após assumir cargo no Judiciário.
Yglésio afirmou que Dino tenta construir uma projeção nacional e o acusou de utilizar o Supremo Tribunal Federal como instrumento de visibilidade e proteção política.
Segundo ele, há um movimento antecipado com vistas à disputa presidencial de 2030.
Judiciário, imprensa e clima político
O parlamentar também criticou decisões judiciais e apontou o que classificou como avanço sobre prerrogativas políticas e liberdade de expressão.
Para Yglésio, o episódio envolvendo o jornalista maranhense seria um sinal de alerta sobre um ambiente de pressão crescente.
“Se a imprensa está sendo calada, imagina o cidadão comum”, disse.
O discurso ocorre em meio ao aumento da tensão política no Maranhão, com movimentações de pré-candidaturas e reorganização de forças visando as próximas eleições.

