O governador Carlos Brandão esteve nesta sexta-feira (9) no município de Bacabal, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, para prestar solidariedade às famílias das crianças desaparecidas. Na ocasião, acompanhou de perto o trabalho das equipes mobilizadas nas buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Michael, de quatro anos.
Durante a agenda, Brandão também visitou Kauã, de oito anos, a primeira criança localizada, que está internada no Hospital Municipal, onde recebe acompanhamento médico e psicológico. O governador agradeceu o empenho das forças de segurança estaduais e municipais, além da mobilização solidária da população local, que tem se voluntariado para auxiliar nas buscas.
Foi mobilizado todo o aparato do sistema de segurança pública, com mais de 400 homens e mulheres das forças estaduais e municipais, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTA, Cosar, bombeiros voluntários e equipes da Prefeitura. As operações contam com helicópteros, cães farejadores e drones equipados com tecnologia capaz de identificar pessoas pelo calor, permitindo varreduras em áreas de mata fechada.
Brandão anunciou também o reforço das operações com a integração do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental, ampliando o suporte técnico e operacional às equipes que já atuam na região.

Filhos de dois membros da equipe do prefeito de Vargem Grande, Raimundo Nonato Rodrigues da Costa – o ‘Preto’ (PP), podem ser alvo de investigação por terem recebido valores referentes às sobras do rateio do Fundeb, mesmo estudando fora da cidade, incluindo um estudante que cursa faculdade no exterior. Um dos casos é o de Lorranna Gabryella Fortes Bezerra, filha da secretária adjunta de Educação, Vivia Fortes.

Os extratos bancários revelam que Lorranna Gabryella recebeu quatro depósitos: um no valor de R$ 6.050,19, outro de R$ 4.413,49, um terceiro de R$ 9.919,76 e um último de R$ 7.114,88, totalizando R$ 27.498,32.
Documento obtido pelo blog de Isaías Rocha mostra a filha da adjunta entre os convocados para a entrega de documentos de pré-matrícula para o curso de agronomia – bacharelado integral no Campus da UFMA em Chapadinha, conforme a lista divulgada em fevereiro de 2024. Eis a íntegra (PDF – 746 KB)
O problema, contudo, é que ao comentar sobre a denúncia nessa sexta-feira, 9, o vereador Jociedson Aguiar (PL) revelou que Gabryella na verdade estaria fazendo faculdade em São Luís, localizada a 172 km da cidade vargem-grandense onde ela recebeu a bonificação ou deveria trabalhar.
Caso seja constatada a vinculação da estudante na folha de pagamento da Secretaria de Educação onde a mãe ocupa o cargo de adjunta, além da prática de nepotismo, também pode ficar configurada outras irregularidades, uma vez que a beneficiária do abono pode não ter cumprido expediente.
“Enfermeira” do Fundeb
O que causa curiosidade é que no seu perfil do Instagram @lg_fortes, a jovem de 23 anos se descreve não como uma profissional da educação, mas como “enfermeira”. Ou seja, a gestão do prefeito Preto não paga piso salarial para profissionais da enfermagem, mas optou por conceder um “abono” do Fundeb para uma “enfermeira” que não exerce a profissão, apenas se dedica aos estudos.

‘Fraude internacional‘
Gabryella Fortes não é um caso isolado. O filho de outra integrante da gestão municipal também figura como um dos destinatários do abono. A diferença entre os dois, no entanto, é que o ‘profissional da educação’ é um estudante que cursa medicina fora do país, mas esse é um tema que iremos abordar em nossa próxima pauta.
Perguntas sem respostas
O blog enviou na tarde desta sexta-feira, 9, dez perguntas para a secretária adjunta Vivia Fortes com questionamentos sobre o assunto:
1 – Consta que sua filha estaria fazendo faculdade fora da cidade. Ela tem vinculo com a educação vargem-grandense? Se a resposta for afirmativa, onde trabalha e como ocorreu essa nomeação?
2 – Como sua filha conseguiu conciliar trabalho e estudos em 2025? As funções têm horários compatíveis?
3 – A prefeitura vargem-grandense, por meio da pasta que a senhora é adjunta, usou sobras do Fundeb para pagar pessoas sem vínculo com a educação, enquanto profissionais contratados ficaram sem o abono, mesmo com um saldo remanescente estimado em cerca de R$ 16 milhões. Qual o critério usado pela gestão no pagamento do rateio?
4 – Conforme a Lei 14.276/2021, todos os profissionais em efetivo exercício de suas funções nas redes de ensino estão contemplados na parcela mínima de 70% destinada ao pagamento de salários. Como as pessoas sem vínculo com a educação ou profissionais que não estavam em efetivo exercício de suas funções se encaixariam nesse perfil?
5 – Além de sua filha, algum outro familiar recebeu a gratificação do fundo que é a principal fonte de recursos para a educação básica?
6 – Os pagamentos realizados no município estão em conformidade com a legislação que estabelece critérios e a obrigatoriedade do mínimo 70% dos recursos para a valorização dos profissionais da educação, incluindo a distribuição das sobras quando esse percentual não é alcançado?
7 – Como a senhora explica a inclusão de parentes do ex-prefeito Carlinhos Barros na folha de pagamentos do Fundeb, principal fonte de financiamento da educação básica no Brasil?
8 – A senhora não teme ser responsabilizados caso as irregularidades sejam constatadas por auditoria dos órgãos de controle externos?
9 – O que motivou o não pagamento do rateio do Fundeb aos profissionais contratados, mesmo com um saldo remanescente estimado em quase R$ 16 milhões?
10 – As denúncias indicam que parte dos R$ 15 milhões, que estariam entre os R$ 33 milhões em sobras destinadas à educação, pode ter sido desviada durante o período em que o Gaeco desmantelou um esquema que resultou na prisão do prefeito, vice-prefeito e de toda a Câmara dos Vereadores em Turilândia. Não teme que uma investigação parecida em Vargem Grande, com base nas mesmas acusações?

Não respondeu
Apesar de ter sido procurada oficialmente para oferecer a sua versão dos fatos, a secretária adjunta da Semed não respondeu às solicitações do blog Isaias Rocha. O espaço segue aberto para atualizações.
Em um momento leve e descontraído, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, anunciou nesta sexta-feira (09) as atrações do show em comemoração aos 65 anos do município. Enquanto saboreava um tradicional tacacá, o gestor revelou em suas redes sociais que a cantora Joelma será uma das grandes estrelas da programação festiva.
O aniversário da cidade contará ainda com apresentações de Silvânia e Berg, ex-integrantes da banda Calcinha Preta, além do cantor luminense Jeydson Araújo, reforçando a valorização dos talentos da terra.
A grande celebração acontece na próxima quarta-feira, dia 14, a partir das 19h, no Viva Maiobão. A expectativa é de casa cheia, com o evento prometendo reunir uma multidão para celebrar mais um capítulo da história de Paço do Lumiar.
As comemorações dos 65 anos do município não se resumem à música. A programação inclui uma intensa agenda de entregas, com inauguração de ruas pavimentadas, entrega de casas, implantação de playgrounds nas escolas da rede municipal, inauguração de quadra poliesportiva e a abertura de um restaurante popular, reafirmando o ritmo acelerado de trabalho da atual gestão.
“Vamos comemorar em grande estilo os 65 anos de Paço do Lumiar. É uma data histórica, que simboliza orgulho, trabalho e transformação. Temos muito a agradecer, especialmente pela parceria do amigo governador Carlos Brandão e do secretário Orleans Brandão, que têm sido fundamentais para que a gente avance, entregue obras e melhore a vida das pessoas. Essa festa é para o nosso povo, que merece celebrar tudo o que estamos construindo juntos em apenas um ano de mandato”, disse Fred Campos.

O potencial eleitoral de Orleans Brandão deixou de ser uma hipótese para se tornar um dado concreto no tabuleiro político maranhense. Consolidado junto à classe política, ele já aparece com cerca de 30% das intenções de voto, segundo pesquisas realizadas até o ano passado — um patamar expressivo para quem, até pouco tempo, era tratado apenas como quadro técnico do governo.
O dado ganha ainda mais peso quando comparado ao passado recente. Há quatro anos, Carlos Brandão sequer havia sido oficialmente confirmado como candidato do Palácio dos Leões, aparecia com dígitos modestos nas pesquisas e, ainda assim, venceu a eleição no primeiro turno. A história mostra que, no Maranhão, consolidação política e timing costumam falar mais alto que favoritismos prematuros.
Durante sua passagem pelo governo, Orleans construiu algo que seu principal adversário jamais conseguiu: diálogo permanente com a classe política. De vereadores da capital a prefeitos do interior, ele estabeleceu canais de interlocução, escuta e articulação — um ativo fundamental em qualquer eleição majoritária no estado. Eduardo Braide, por outro lado, segue “fechado em copas”, isolado politicamente e com dificuldades evidentes de ampliar alianças.
Com essa base já organizada, Orleans agora avança para a segunda etapa natural de qualquer projeto eleitoral competitivo: a popularização do nome. O movimento passa pelas redes sociais, pela exposição direta e pela associação cada vez mais clara com os resultados do governo Brandão, que mantém índices sólidos de aprovação.
Esse processo já começa a produzir efeitos. O eleitor, gradualmente, passa a associar a boa avaliação do governo ao rosto de Orleans, repetindo uma lógica que já se mostrou vencedora no estado. Se mantiver esse ritmo, o cenário não exclui a possibilidade de uma vitória ainda no primeiro turno, o que certamente contrariaria — e muito — a fan base de Eduardo Braide.
Advogados alegam direito à informação e solicitam acesso restrito a conteúdos jornalísticos
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele tenha acesso a uma televisão no espaço onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. O pedido prevê especificamente a instalação de uma smart TV, com acesso controlado à internet, para que o ex-mandatário possa acompanhar conteúdos jornalísticos.
Segundo os advogados, a solicitação tem como finalidade permitir que Bolsonaro assista a noticiários veiculados por emissoras tradicionais e plataformas digitais, como o YouTube, sem qualquer possibilidade de interação.
A defesa também faz questão de ressaltar que o acesso solicitado não inclui redes sociais nem qualquer tipo de comunicação ativa. Conforme o pedido, Bolsonaro permaneceria impedido de interagir com terceiros, direta ou indiretamente, mantendo-se o cumprimento integral das restrições impostas pelas decisões judiciais em vigor.

Nos bastidores do PT no Maranhão, cresce a convicção de que o melhor — e talvez único — caminho eleitoral para o partido em 2026 passa por uma aliança direta com o governador Carlos Brandão. A avaliação é pragmática e compartilhada por uma parcela expressiva dos petistas mais alinhados tanto ao Palácio dos Leões quanto ao projeto nacional do partido.
O cálculo é simples: sem o apoio da máquina estadual e de uma chapa majoritária competitiva, o PT corre sério risco de ficar sem representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Com Brandão, o partido acredita ser possível montar nominatas viáveis e garantir cadeiras. Fora disso, o cenário é visto como desastroso.
“As chances de fazer algum deputado com Braide são zero. Com Brandão, é mais fácil eleger nossos deputados”, resumiu ao blog do Sidinei Costa uma fonte petista considerada gabaritada, sob condição de anonimato.
Por trás dessa leitura, há ainda um movimento silencioso: Brandão trabalha para abrir espaço na chapa majoritária para um nome do PT ao Senado.
Seja um quadro indicado diretamente pelo partido, seja alguém chancelado pelo presidente Lula.
A sinalização agrada a ala governista do PT maranhense, que vê na composição uma forma de manter relevância política e institucional no estado.
Nesse contexto, o vice-governador Felipe Camarão segue cada vez mais isolado internamente. Sua tentativa de se viabilizar como candidato majoritário enfrenta resistência dentro do próprio partido, sobretudo entre aqueles que operam as nominatas proporcionais. A eventual aproximação de Camarão com o prefeito Eduardo Braide (PSD) é vista como um risco eleitoral alto, especialmente para deputados estaduais e federais.
A leitura predominante no partido é dura: uma aliança com Braide não apenas inviabilizaria o projeto proporcional do PT, como poderia levar o partido a um encolhimento histórico no Maranhão.
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