Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva, todos do PFL, seguiam de avião para Imperatriz

Era uma segunda-feira, 25 de março de 1996. O bimotor Embraer 810, de prefixo PT-EPL, desapareceu durante uma tempestade quando fazia o trajeto São Luís/Imperatriz. Além do piloto Antônio Carlos Vasques, estavam a bordo os deputados estaduais Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva (todos do PFL). A aeronave decolou em São Luís por volta das 15 horas.
Na época, ficara acertado que, durante cinco dias, a cidade de Imperatriz seria transformada em sede simbólica do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Os deputados deveriam realizar quatro sessões plenárias, no prédio da Câmara de Vereadores de Imperatriz. Esta seria uma agenda vinculada a uma das etapas do governo itinerante da então governadora Roseana Sarney.
O então presidente da Assembleia, deputado Manoel Ribeiro, já estava no Plenário da Câmara de Imperatriz, quando foi alertado por um de seus assessores mais próximos: “A aeronave, o avião do Joãozinho não chegou”. O professor Miranda, mais conhecido como ‘Gafanhoto’, deu a notícia com ar sombrio.
Tarde triste e noite triste, seguidos de dias difíceis para todos os deputados, quando chegou a confirmação da tragédia: o avião caiu no meio da mata, com os três jovens parlamentares: João Silva, Jean Carvalho e Waldir Filho.
O avião era de propriedade do deputado João Silva em sociedade com Chiquinho Escórcio, segundo suplente do então senador Alexandre Costa. Nele também deveriam ter embarcado os deputados Kinkas Araújo e Hemetério Weba (também do PFL), que não apareceram no aeroporto, onde foram esperados por algum tempo. Weba teve um mal estar e Kinkas precisou resolver um problema político na cidade de Paulo Ramos, o que ocasionara seu atraso. Os que estavam na aeronave resolveram seguir a viagem sem eles.
O controle de tráfego aéreo nesta região era feito através da torre de Belém, com radar para rastreamento. O deputado Manoel Ribeiro fez contatos com cidades de toda a área e não obteve sucesso. Após as 22 horas, o desânimo tomou conta de todos. O próprio Manoel Ribeiro anunciara que, se fosse confirmada uma possível queda da aeronave, ele iria suspender de imediato os trabalhos da Assembleia itinerante, voltando para São Luís. Todos os deputados, secretários de Estado e assessores tentavam, sem sucesso, algum contato com o avião.
Os corpos mutilados dos três deputados e do piloto Antônio Vasques foram resgatados por volta das 13 horas do dia 26 de março, no município de Cajari, a 141 quilômetros de São Luís. A tragédia comoveu o Maranhão. A governadora Roseana Sarney e a prefeita Conceição Andrade decretaram luto oficial de três dias.
Suplentes assumem – Por conta desta tragédia, a morte do deputado Jean Carvalho abriu espaço para Raimundo Leal, primeiro suplente do PFL dentre os eleitos em 3 de outubro de 1994. Com a morte de João Silva, o deputado Edmar Cutrim, que era suplente, passou a ser o detentor efetivo do mandato. E o primeiro suplente do PP, José Eider Santos de Sousa, filho.

Nesta terça-feira (24), o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, realizou mais uma importante entrega para a população: a pavimentação da Avenida Mãe Dudu e a nova Praça do Zumbi dos Palmares. As obras representam mais qualidade de vida, mobilidade e lazer para os moradores da região.
A Avenida Mãe Dudu agora está completamente pavimentada, garantindo melhores condições de tráfego. A via recebeu asfalto novo, o conhecido “só o tapete”, além de serviços de meio fio e sarjeta, que contribuem para a drenagem e durabilidade da obra.
No mesmo dia, a gestão municipal também entregou a nova Praça do Zumbi dos Palmares, um espaço moderno e completo para convivência e bem-estar da comunidade. O local conta com área de vivência, academia ao ar livre, quadra de areia, pergolados, playground, iluminação em LED e piso em epóxi, oferecendo estrutura adequada para lazer, prática esportiva e momentos em família.

A programação também contou com a entrega de ovos de Páscoa para a criançada, levando alegria e reforçando o cuidado com as famílias da região.
Além do prefeito Fred Campos, estiveram presentes vereadores, secretários municipais e a comunidade, que compareceu em grande número e lotou a praça para celebrar mais essa conquista. Com a inauguração, esta passa a ser a 15ª praça entregue pela atual gestão desde o início do mandato, reforçando o compromisso com a valorização dos espaços públicos e o desenvolvimento da cidade.
“Hoje é um dia muito especial pra todos nós. Estamos entregando mais uma rua totalmente pavimentada e mais uma praça pra comunidade do Zumbi dos Palmares. Isso representa qualidade de vida, dignidade e respeito com o nosso povo. E podem ter certeza: isso é só o começo. Vem muito mais obra, muito mais investimento e muito mais avanço por aí. Seguimos trabalhando todos os dias pra transformar Paço do Lumiar em uma cidade cada vez melhor pra se viver”, pontuou Fred Campos.

Os investimentos feitos pelo Governo do Estado na segurança pública e a força do protagonismo feminino no Maranhão foram destacados na posse da nova secretária estadual de Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, ocorrida nesta terça-feira (24) no Salão de Atos do Palácio dos Leões. O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, participou da cerimônia ao lado do governador Carlos Brandão, da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, de representantes do Judiciário, do Ministério Público e de várias outras instituições.
‘Hoje foi mais um dia muito importante para o protagonismo da mulher no estado do Maranhão. A coronel Augusta assume a Secretaria de Segurança para dar seguimento ao grande trabalho que está focado em combater a criminalidade, com investimentos e a união de todas as forças: Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros”, declarou Orleans Brandão.

Na solenidade, o governador Carlos Brandão lembrou os investimentos feitas no sistema de segurança durante a sua gestão, citando a aquisição de cerca de 840 viaturas, as mais de 5 mil promoções de policiais, e a nomeação de mais de 1.500 policiais militares e 100 civis, e anunciou que um novo concurso será realizado em breve para fortalecer ainda mais as forças de segurança. “Nesse contexto, chegou a hora de ter uma mulher qualificada no comando da secretaria, que chega com muita disposição para combater a criminalidade e temos a certeza de que realizará um grande trabalho”, destacou ele.
A nova secretária agradeceu ao governador pelo reconhecimento do protagonismo das mulheres que atuam em diversas áreas do poder público e da sociedade civil, e afirmou que assume o comando da Segurança Pública do Maranhão consciente da grande responsabilidade, mas com o compromisso de trabalhar de forma incansável, integrando todas as forças de segurança para cumprir aquilo que a população espera: proteger vidas, enfrentar a criminalidade e garantir a ordem pública.

Coronel Augusta lembrou que sua trajetória na segurança pública sempre esteve voltada à proteção das pessoas, principalmente das mais vulneráveis. Ao longo da sua carreira, atuou na construção das políticas de prevenção e fortalecimento do policiamento comunitário, enfrentamento à violência doméstica, sempre com a convicção de que a segurança pública precisa ser firme no combate ao crime, mas também sensível à proteção da vida.
“Nossa gestão será baseada em três pilares: integração das forças, inteligência e presença. Segurança pública se faz com cooperação, compartilhamento de informações e atuação conjunta. E teremos como prioridades a valorização dos profissionais de segurança, o combate à violência doméstica e a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade. Segurança pública é, antes de tudo, garantir que as pessoas possam viver com dignidade, tranquilidade e liberdade”, finalizou ela.
Decisão considera quadro clínico após internação por broncopneumonia
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro (PL) pelo período de 90 dias. A medida foi adotada em razão do estado de saúde do ex-mandatário, que recentemente passou por internação em decorrência de complicações respiratórias.A decisão atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente à flexibilização do regime prisional diante do quadro clínico apresentado. As informações são do G1.
Quadro de saúde motivou decisão
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava detido na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. No entanto, no dia 13 de março, deixou o local após apresentar broncopneumonia, sendo encaminhado a um hospital particular da capital.
Histórico de problemas de saúde
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta intercorrências médicas desde que foi preso. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial.
A prisão preventiva de Bolsonaro ocorreu em 22 de novembro, após o descumprimento das condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica. Três dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena relacionada à condenação por liderar uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Em janeiro, ele foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda. O espaço contava com quarto, banheiro privativo, cozinha, área externa e equipamentos de ginástica, além de visitas familiares ampliadas.
No início de março, Moraes havia negado um pedido anterior de prisão domiciliar, argumentando que a medida era excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos naquele momento. O ministro também destacou a intensa agenda de visitas recebidas pelo ex-presidente, inclusive de políticos, como indicativo de boas condições de saúde.
Quem vive a realidade do Maranhão sabe:
não falta promessa… falta resultado.
É por isso que eu escolhi fazer diferente.
Escutar mais, falar menos e trabalhar com responsabilidade.
Sem exagero, sem discurso bonito, com compromisso de verdade.
Se você também acredita que dá pra fazer política com seriedade, respeito e fazer a diferença,
a gente já está do mesmo lado.
Rui Jorge
#Maranhao
Eleição caminha para a disputa de um segundo turno já no primeiro, entre o presidente e o herdeiro do bolsonarismo
A desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., da disputa presidencial redesenha o tabuleiro político de 2026 e fortalece de maneira decisiva o cenário de polarização que já se desenhava. Ao abrir mão de sua candidatura, justamente ele que era considerado o nome mais competitivo da chamada “terceira via”, o sistema político brasileiro parece admitir, mais uma vez, que a tentativa de escapar do confronto direto entre dois projetos antagônicos – o do Brasil soberano, de Lula, e o do Brasil alinhado ao trumpismo, de Flávio Bolsonaro – tem limites muito claros.
Ratinho representava, para setores relevantes do empresariado e da elite política, a esperança de um caminho alternativo entre o campo liderado pelo presidente Lula e o bolsonarismo reorganizado. Sua saída é um sintoma de que o chamado “centro político brasileiro” segue incapaz de construir uma narrativa, um projeto e uma liderança com densidade nacional. Até porque quem realmente representa o centro, na dinâmica entre capital e trabalho, é o presidente Lula.
A nota divulgada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, tenta manter viva a chama da alternativa. O partido reafirma sua confiança no governador e insiste que apresentará uma candidatura própria, definida como a “melhor via”, contrapondo-se à polarização que, segundo o texto, não contribui para o país. Kassab elogia a gestão de Ratinho, destacando avanços na educação, segurança pública e infraestrutura, e menciona os nomes de Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, governadores do Rio Grande do Sul e de Goiás, como possíveis candidatos.
A verdade é que a eleição de 2026 caminha para ser, na prática, um segundo turno antecipado. De um lado, o presidente Lula, com sua base social consolidada e um legado político que dialoga com amplas parcelas da população – inclusive com o centro. De outro, o herdeiro do bolsonarismo carregará consigo o capital político, mas também a rejeição da extrema-direita.
Nesse contexto, a chamada “terceira via” se revela, mais uma vez, uma aspiração das elites econômicas e de parte da mídia — mas não uma demanda orgânica da sociedade. Falta-lhe enraizamento popular, identidade clara e, sobretudo, capacidade de mobilização. Não basta ser “menos radical” ou “mais equilibrado” no discurso: é preciso oferecer um projeto que dialogue com as angústias reais do eleitorado brasileiro.
O adiamento desse projeto parece inevitável. O projeto de uma alternativa fora do lulismo e do bolsonarismo não desaparece, mas é empurrado para 2030. Até lá, o Brasil seguirá vivendo o confronto entre dois modelos de país — um Brasil soberano, representado por Lula, e um Brasil alinhado à extrema-direita internacional, que, goste-se ou não, tem se mostrado o eixo estruturante da política nacional.
Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.
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