Iracema Vale participa de agendas do governo em Barreirinhas

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), participou, nesta quinta-feira (26), da agenda institucional do Governo do Estado em Barreirinhas, que incluiu a abertura do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), a entrega de tablets a estudantes e a inauguração de obras de infraestrutura. A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

Participaram também dos eventos, o senador Weverton Rocha; os deputados estaduais Antônio Pereira e Ana do Gás; o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o secretário adjunto de Educação, Assis Filho; o ex-deputado federal e estadual Edilázio Júnior e outras autoridades.

Em Barreirinhas, a agenda começou com a abertura da 149ª Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho, realizada no auditório do Gran Lençóis Flat Residence. O evento reuniu gestores de todo o país para o debate de políticas públicas voltadas ao trabalho. Na sequência, o governo realizou a entrega de 2.631 tablets para estudantes da rede estadual, por meio do Programa Educação de Verdade, no eixo ‘Tô Conectado’.

Durante a agenda, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a parceria entre os poderes e os investimentos na região. “A Assembleia sempre será parceira do Governo que é atuante e que tem trabalho em todo o estado do Maranhão. E hoje, claro, a minha região sendo contemplada: Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves. A gente sai daqui muito feliz, porque percebe a alegria da juventude de Barreirinhas com o programa ‘Tô Conectado’, que é um programa pensado pelo nosso secretário Orleans Brandão e executado pelo governador Carlos Brandão. Então, o nosso coração é só gratidão. Barreirinhas tá conectada!”, afirmou Iracema Vale.

Durante a solenidade, também foram entregues 195 tablets e fardamentos para Agentes Comunitários de Saúde, além de 109 títulos de Reconhecimento de Domínio de Terra. A programação incluiu, ainda, a entrega de veículos para as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, além do acompanhamento de obras executadas pela Prefeitura.
O governador também destacou o conjunto de ações realizadas ao longo do dia nos municípios da região. “Dando continuidade à nossa agenda municipalista, hoje, passamos por Paulino Neves entregando obras, depois fomos a Humberto de Campos e agora, em Barreirinhas, onde encerramos. Começamos com a entrega de tablets, no total mais de 10 mil tablets para toda a região. Entregamos títulos de terras da zona rural, mais de 250 tablets e uniformes para os agentes comunitários de saúde, fortalecendo essa parceria. E também, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, entregamos um veículo para a assistência social, um para a educação e uma caminhonete para auxiliar as atividades da Câmara Municipal”, disse Carlos Brandão.

Restaurantes populares e ações sociais

Ainda nesta quinta-feira (26), o Governo do Maranhão entregou dois novos Restaurantes Populares, ampliando a rede de segurança alimentar no estado. Em Paulino Neves, foi inaugurada a unidade 219 e, em Humberto de Campos, a unidade 220 da rede. Os equipamentos passaram a oferecer refeições a preços acessíveis, com café da manhã a R$ 0,50 e almoço e jantar a R$ 1,00, garantindo alimentação de qualidade à população.

Em Humberto de Campos, também foram entregues 482 óculos de grau para beneficiários do programa Maranhão Livre da Fome, em ação voltada à promoção da saúde e inclusão social.

Palmeirândia-MA: Prefeito Edilson da Alvorada assina 14 contratos com a mesma empresa de uma só lapada – G7 MA -

Uma análise baseada em dados públicos acendeu um sinal de alerta em Palmeirândia. Levantamento realizado a partir de denúncias recebidas aponta que centenas de servidores municipais aparecem cadastrados como beneficiários do Bolsa Família ao longo de 2025.

O cruzamento de informações, feito com base nas folhas de pagamento dos meses de setembro e dezembro e listas oficiais do programa social, identificou aproximadamente 458 nomes coincidentes.

O que os dados mostram

Os dados utilizados são públicos e podem ser consultados por qualquer cidadão. A análise consistiu no cruzamento entre:

* Folha de pagamento da prefeitura
* Base de beneficiários do programa social federal

O resultado trouxe à tona uma situação que, no mínimo, exige explicações.

Benefício social e salário público: compatível?

O Bolsa Família é destinado a famílias em situação de vulnerabilidade, com renda mensal por pessoa de até R$ 218 (duzentos e dezoito reais).

Diante disso, surge o principal questionamento:

como servidores públicos ativos aparecem como beneficiários de um programa voltado à população de baixa renda?

Embora existam situações específicas que podem permitir o enquadramento — como composição familiar e atualização cadastral — o volume identificado chama atenção.

Volume elevado levanta dúvidas

Não se trata de casos isolados. O número de *458 registros* coloca o município entre os mais expressivos em levantamentos desse tipo já realizados no Maranhão.

Esse cenário levanta dúvidas importantes:

* Há falhas no controle dos cadastros?
* Os dados estão desatualizados?
* Ou existem inconsistências que precisam ser investigadas com mais profundidade?

que é preciso esclarecer

É importante destacar:

A presença do nome em duas bases não comprova, por si só, irregularidade.

Entre as possíveis explicações estão:

* Cadastro desatualizado no sistema federal
* Renda familiar dentro dos critérios
* Erros de preenchimento ou processamento de dados

No entanto, a quantidade de ocorrências torna a situação relevante o suficiente para exigir análise detalhada pelos órgãos competentes.

Responsabilidade e transparência

Diante dos dados, cabe esclarecimento por parte:

* Da Prefeitura de Palmeirândia
* Da Secretaria de Assistência Social
* Dos órgãos responsáveis pela gestão do programa

A transparência é essencial, principalmente quando se trata de recursos públicos destinados à população mais vulnerável.

Acesso às informações

Todo o levantamento foi realizado com base em dados abertos, garantindo transparência e permitindo que qualquer pessoa possa verificar as informações.

A lista completa com os nomes identificados no cruzamento está disponível para consulta.

O levantamento revela um cenário que não pode ser ignorado.
Ainda que não seja possível afirmar irregularidades sem análise individual, o volume de registros exige atenção.

Quando centenas de nomes aparecem em duas bases tão sensíveis, o mínimo que se espera são explicações claras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Othelino Neto fica isolado após perder comando da Alema e atrapalhar  entrada no governo Brandão – Atual7

O Othelino Neto resolveu profissionalizar o jogo e já começou a montar seu próprio “exército”. Não de protagonistas. De buchas.

O PSB, sob sua influência indireta, virou praticamente um campo de testes eleitoral. E os primeiros convocados já estão em posição de sacrifício.

Na linha de frente aparece Ricardo Rios, mais lembrado por carregar a pasta de Othelino nos tempos de presidência da Assembleia do que por protagonismo político.

Na sequência vem Marcelo Poeta. Ex-PCdoB, eleito vereador, mas já escalado para uma missão maior: candidatar-se para federal sabendo exatamente qual é o seu papel no roteiro.

E, claro, não poderia faltar o especialista. Fábio Câmara, o bucha raiz. Daqueles que entenderam cedo que o poder não está necessariamente no mandato, mas em orbitar quem manda. Mais útil nos bastidores do que nas urnas, entra em campo para cumprir função tática.

O desenho é simples: inflar a chapa, distribuir votos, abrir caminho.

A dúvida é outra.

Vai dar liga?

Porque montar time de apoio é fácil. Difícil é fazer esse elenco de coadjuvantes sustentar o peso de um projeto majoritário disfarçado de proporcional.

No fim, a pergunta que fica é direta:

E os deputados federais prometidos para João Campos, presidente nacional do partido? Vão eleger só um de novo? A tomada do partido não era para fortalece-lo? Desse jeito?

A passagem de Orleans Brandão pelo Sul do Maranhão no início da semana não foi apenas mais uma agenda administrativa, pois teve forte leitura política nos bastidores. Em cidades como Balsas e Loreto, o secretário de Assuntos Municipalistas reuniu prefeitos, lideranças e população em torno de entregas do governo, mas o que chamou atenção foi o ambiente de pré-campanha já instalado.

Prefeitos da região se deslocaram para acompanhar as agendas, gesto que, na prática, funciona como sinalização pública de alinhamento. No interior, onde eleição se ganha com capilaridade e presença, esse tipo de movimento costuma pesar muito.

Outro ponto que não passou despercebido foi a receptividade popular. Orleans tem conseguido algo raro para quem oficializou sua pré-candidatura há pouco tempo: ser reconhecido nas ruas. Abordagens espontâneas, manifestações de apoio e um clima de familiaridade indicam que seu nome já deixou de ser apenas uma aposta de bastidor para ganhar corpo entre o eleitorado.

Esse avanço começa a incomodar adversários. As pesquisas mais recentes já captaram o movimento, colocando Orleans em posição competitiva, em alguns cenários, inclusive, na dianteira. Nos bastidores, a leitura é de que enquanto parte da oposição ainda tenta se organizar, ele ocupa o território e consolida base.

Com agenda intensa, trânsito livre entre prefeitos e uma estratégia ancorada no municipalismo, Orleans vai desenhando um caminho clássico, e eficiente, na política maranhense: crescer pelo interior para chegar forte na disputa estadual.

Justiça vê “manobra desleal” de prefeito e autoriza força policial para reabrir postos de saúde em Buriticupu - Neto Ferreira – Conteúdo Inteligente

O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, ingressou, no último dia (20), com uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra oito pessoas e duas empresas. Entre os acionados estão o prefeito João Carlos Teixeira da Silva e a primeira dama e deputada estadual, Edna Santos Silva.

De acordo com a Ação, o gestor e a primeira dama compõem o núcleo político, liderando o esquema. Já o núcleo administrativo teria como facilitadores e beneficiários Afonso Barros Batista (chefe de gabinete na época dos fatos), Vandecleber Freitas Silva (secretário municipal de Administração), Chrystiane Piancó Lima (secretária municipal de Saúde), Áurea Cristina Costa Flor (secretária municipal de Assistência Social), Eurandino Valero Martins (secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo na época) e Antonio Leandro Lima do Nascimento (ex-secretário municipal de Meio Ambiente e atual vereador)

As investigações apontaram, também, a existência de um núcleo empresarial, formado por Antonio Pereira da Silva e Izaque Gomes Araújo, além de suas empresas A. Pereira da Silva Ltda. e Natuba Empreendimentos e Consultoria, respectivamente.

Por fim, também foram acionados Joseli de Souza Pereira e Sergio Soares de Amorim, que atuavam como operadores financeiros do esquema, no que foi chamado de “núcleo operacional”.

INVESTIGAÇÕES

O desvio de recursos públicos foi descoberto durante as investigações sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico n° 006/2003, cujo objeto era a aquisição de gêneros alimentícios para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e que teve como “vencedora” a empresa A. Pereira da Silva Ltda.

A Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça identificou uma série de irregularidades no processo licitatório, como a criação de uma fase de pré-habilitação, pesquisa de preços deficiente, problemas no termo de referência, falta de divulgação do edital no site oficial e não observância dos prazos legais.

A empresa, que assinou dois contratos com a Prefeitura de Buriticupu, totalizando R$ 2.384.613,98, não tinha nenhum trabalhador registrado ou veículo que pudesse fazer a distribuição dos alimentos. Além disso, a A. Pereira da Silva Ltda. estava localizada originalmente na cidade de Pedreiras, tendo se mudado para Buriticupu após a eleição do atual prefeito.

Além disso, foram identificados itens com superfaturamento de até 70%, como o arroz branco tipo 1.

“A fraude se consolidou pela montagem de um processo licitatório cheio de vícios e sem publicidade, desenhado para a que a empresa do ‘padrinho’ do prefeito ganhasse contratos milionários, vendendo itens básicos da merenda escolar (como arroz e leite) com até 70% de superfaturamento, gerando o ‘caixa’ excedente que posteriormente retornava como propina aos gestores”, explicou, na Ação, o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.

Ao todo, a empresa recebeu do Município de Buriticupu R$ 3.388.561,22, sendo R$ 2.634,863,22 das contas da Prefeitura e R$ 753.698,00 do Fundo Municipal de Saúde.

TRANSFERÊNCIAS

Parte dos recursos públicos recebidos pela empresa eram transferidos para várias contas, incluindo entre os destinatários o prefeito, a primeira-dama e secretários municipais. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a prática tinha o objetivo de dificultar o rastreio dos recursos e garantir a “lavagem” de capitais.

O prefeito Carlos Teixeira da Silva, por exemplo, movimentou, no período investigado, quase R$ 6 milhões. Já Edna Silva, além de movimentar recursos em suas contas bancárias, tinha um carro em seu nome que era utilizado por Antonio Pereira da Silva e sua esposa, Chrystiane Piancó Lima. De acordo com o prefeito, o veículo havia sido vendido, embora ele “não lembrasse” o valor do negócio e nem detalhes do pagamento, se comprometendo a encaminhar os comprovantes posteriormente, o que não aconteceu.

As investigações apontaram que os repasses ilícitos eram realizados para vários secretários municipais, não apenas os contratantes dos serviços. Essa prática serviria para garantir a “governabilidade, o silêncio e a fidelidade ao esquema criminoso”.

EMPRESAS

A A. Pereira da Silva Ltda. era a principal empresa utilizada no esquema, mas não a única. A Natuba Empreendimentos e Consultoria também foi identificada como um instrumento de circulação financeira, atípica. A empresa tinha vários contratos com a Prefeitura de Buriticupu e, ao receber, repassava parte dos valores para a empresa de Antônio Pereira da Silva, que oo distribuía. Geralmente, as transferências eram feitas no mesmo dia do recebimento ou logo a seguir.

Vale ressaltar que em redes sociais, a deputada Edna Silva se refere a Antônio Pereira da Silva como seu “padrinho”, demonstrando convívio íntimo na esfera familiar. Em depoimento, a proximidade também foi confirmada pelo prefeito de Buriticupu.

OPERADORES

O núcleo operacional do esquema era formado por Joseli de Souza Pereira e Sérgio Soares de Amorim, como operador secundário. Exercendo o cargo de assessor técnico na Prefeitura de Buriticupu, Joseli Pereira movimentou, apenas no primeiro semestre de 2025, cerca de R$ 2 milhões. Somente em saques, ele retirou R$ 785.046,41 em espécie.

As investigações apontaram que o servidor público recebia transferências de, pelo menos, 15 empresas que possuíam contratos com o Município de Buriticupu.

Já Sérgio Amorim, com vencimento mensal de aproximadamente R$ 1.500,00, movimentou, em apenas uma conta, créditos superiores a R$ 13 milhões e débitos de mais de R$ 6 milhões, de acordo com o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA.

PENALIDADES

O Ministério Público do Maranhão pediu, na Ação, a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (com valores individualizados), o ressarcimento integral e solidário do dano causado ao erário e a perda da função pública que estiver exercendo.

Também está prevista a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, o pagamento de multa e a proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público também pelo prazo de até 14 anos.

Rodrigo Lago destaca projeto que trata de taxas de serviços públicos de  natureza forense – Assembleia Legislativa do Maranháo

O deputado estadual Rodrigo Lago mais uma vez inclui familiares de políticos para defender o indefensável.

Sem apresentar uma única prova, Lago recorre ao expediente mais fácil da retórica política: insinua, sugere, levanta suspeitas no ar e joga para o público a tarefa de completar o raciocínio. Desta vez, o alvo indireto são pessoas que não estão na investigação, não exercem função política no caso e não têm qualquer papel formal nos fatos apurados.

Ao citar a relação laboral da esposa de Orleans Brandão com um gabinete do Judiciário, o deputado tenta construir uma narrativa de interferência sem apresentar documento, ato, prova ou evidência concreta. É uma acusação por associação. E só.

O problema não é apenas a fragilidade do argumento. É o método.

Quando falta prova, entra a insinuação. Quando o fato não sustenta o discurso, amplia-se o alcance e puxa-se quem está fora do processo. Familiares viram instrumento político. Relações pessoais viram “indício”. Coincidências viram narrativa.

É uma distorção deliberada do debate público.

O que está em discussão é uma investigação conduzida pelo Ministério Público sobre o vice-governador Felipe Camarão. É ali que deveriam estar as perguntas, as cobranças e as respostas.

Mas Rodrigo Lago escolhe outro caminho.

Prefere contaminar o ambiente com suspeitas genéricas, deslocar o foco e tentar dividir o desgaste. Em vez de esclarecer, confunde. Em vez de provar, sugere.

E, no processo, ultrapassa uma linha que deveria ser básica: a de não envolver quem não é parte do caso.

Sem prova, não há denúncia.

O que há é apenas narrativa — e, desta vez, construída às custas de terceiros.

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