
O Ministério Público do Maranhão denunciou três servidores da Secretaria de Infraestrutura do estado, acusados de fraude em um sistema interno para incriminar Marcus Barbosa Brandão, irmão do governador maranhense, Carlos Brandão (PSB).
A investigação aponta que o trio, de forma coordenada, criou no sistema interno de informações do Governo do Maranhão um perfil falso com dados adulterados e em nome de Marcus Brandão. Em seguida, tal perfil foi incluído como responsável pela empresa Vigas Engenharia Ltda, em um processo que tratava de pagamentos por serviços prestados por ela.
Do Maranhão para o STF
Seis meses depois da inserção fraudulenta, o elo criado entre Marcus Brandão e a empresa de engenharia foi usado em uma petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal. O documento denunciava a suposta ligação irregular e pedia que fosse instaurada uma investigação por enriquecimento ilícito contra a família do governador Carlos Brandão.
Pelo tempo decorrido desde a inserção dos dados falsos no sistema do estado, àquela altura já havia vencido o prazo técnico para que fosse possível rastrear os registros eletrônicos, e assim identificar quem havia incluído as informações fraudulentas. Mais precisamente, a petição foi apresentada exatamente um dia depois do fim desse prazo, o que impediu a imediata recuperação do IP e dificultou a rastreabilidade da fraude.
Tal petição foi anexada à Ação Direta de Inconstitucionalidade 7780 pela advogada Clara Alcântara Botelho Machado. Essa ADI questiona indicações feitas pelo governador do Maranhão ao Tribunal de Contas do estado, motivo de uma intensa guerra de forças que tem agitado a política local no último ano.
Blog do Gilberto Léda

A política maranhense viveu mais um capítulo tenso nesta quarta-feira (15), com a repercussão do caso das gravações envolvendo conversas de bastidores que envolvem dinistas e aliados do governo estadual.
Chamou atenção, neste episódio, a tentativa de aliados de se posicionarem em defesa de um dos protagonistas, o deputado Rubens Júnior (PT), que na realidade, ficou exposto.
O deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), em pronunciamento contundente, destacou que Rubens Júnior teria sido o único entre os citados a tentar pacificar a situação.
Quando os deputados da bancada de oposição subiram na tribuna para defender os aliados, apenas Rubens foi citado.
Na visão de Yglésio, “só apareceu para falarem em suposta defesa do Rubens Júnior, mas esse artifício é muito bom do ponto de vista da concepção retórica, porque ele na verdade é uma defesa que na verdade está entregando para os lobos, o Rubens Júnior”.
Ele ressaltou ainda que, diante do uso político do Judiciário e das pressões externas, “tem situações que não dão para pacificar mais. Isso não dá, porque eles sobem pedindo para se jogar na democracia, nas regras do jogo, mas eu queria que me apresentassem em que manual de democracia está utilizar o Judiciário como ferramenta de troca de posições políticas no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.”.
Durante a sessão, outros deputados também se manifestaram.
Fernando Braide, ao se posicionar, trouxe solidariedade a Rubens Júnior, Márcio Jerry e Diego Galdino, afirmando que “se isso aconteceu com Rubens Júnior, outros aliados também podem ser alvo de ações semelhantes”, mas sem enfrentar diretamente o conteúdo da gravação ou as acusações que ela poderia revelar.
Carlos Lula citou a necessidade de respeitar as prerrogativas parlamentares e criticou a espionagem, mas sem considerar o contexto de quem realizou a gravação ambientalmente, como alguém presente na conversa.
Rodrigo Lago, por sua vez, concentrou-se em ataques ao aparato estatal, mencionando servidores e empresas, mas sem questionar os elementos centrais que envolvem Rubens Júnior e Márcio Jerry.
O episódio evidencia que, embora os discursos de defesa pareçam proteger Rubens Júnior, na prática deixam o parlamentar vulnerável aos dois grupos políticos: dinistas e brandonistas.
Como salientou Yglésio, a suposta proteção de aliados acabou funcionando como uma exposição adicional: “suposta defesa, mas na verdade está entregando para os lobos”.
Fonte:Acarta Politica

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) parece viver em um universo político próprio, um lugar onde o discurso vale mais que a coerência, e a prática pouco importa desde que o palco continue montado.
Nas redes sociais, Jerry posa como guardião da fidelidade ideológica, cobrando que a base do governo Lula entregue cargos quando não vota cegamente com o Planalto. Já no Maranhão, o mesmo deputado lidera uma oposição ferrenha ao governador Carlos Brandão (PSB), mesmo tendo o PCdoB abrigado em cargos dentro do próprio governo estadual, inclusive com direito a uma secretaria de Estado.
A contradição não é nova, mas tem se tornado cada vez mais gritante. Enquanto em Brasília tenta manter os aliados “pelo beiço”, no Maranhão se recusa a largar o osso e atua nos bastidores como articulador de intrigas políticas contra Brandão.
Nos bastidores, aliados do próprio campo progressista já reconhecem o constrangimento causado pela postura de Jerry que, ao tentar equilibrar conveniência administrativa e discurso oposicionista, termina reforçando exatamente o modelo de troca de cargos por apoio que ele mesmo condenava quando estava no poder.
O resultado é um retrato nítido de um político que fala em coerência, mas pratica contradição. No universo paralelo de Márcio Jerry, o inimigo é sempre o outro, mesmo quando o espelho mostra o contrário.

O governador Carlos Brandão anunciou a realização do Festival Ilha do Reggae, nos dias 22 e 23 de novembro, na Arena Jamaica Brasileira (Passarela do Samba – Anel Viário), em São Luís. O evento, que será aberto ao público, promete ser um dos maiores encontros de cultura e música do país, celebrando a força do reggae maranhense e reforçando o compromisso do governo do Maranhão com a valorização da cultura e da identidade afrodescendente.
O festival, fruto de parceria entre governo e iniciativa privada, reunirá grandes atrações internacionais, nacionais e maranhenses, consolidando São Luís como referência mundial do ritmo jamaicano. Entre os nomes confirmados estão Burning Spear, Israel Vibration, Ky-Mani Marley, Tribo de Jah, Edson Gomes, Planta e Raiz, Maneva, Ponto de Equilíbrio, além de talentos locais como Célia Sampaio, Núbia, Orquestra Maranhense de Reggae, entre outros.
“O Maranhão tem o reggae no coração. Somos conhecidos mundialmente pela nossa conexão com a Jamaica e pela força cultural do nosso povo. Esse festival é mais que um evento musical, é uma celebração da nossa identidade, da paz, do amor e da resistência que o reggae representa, reforçando a proximidade das duas nações nos últimos anos”, afirmou o governador Carlos Brandão.
O secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, também comentou sobre as expectativas para o evento. “Nos últimos anos, a gestão do governador Carlos Brandão tem se destacado pelo fortalecimento da nossa cultura, com grandes atrações e festas que são sucesso de público. Com o Festival Ilha do Reggae não será diferente, com impacto cultural muito positivo para o Maranhão”, finalizou.
O anúncio do festival também reforça o compromisso assumido em agosto de 2024, durante a visita oficial do ministro do Turismo da Jamaica, Edmund Bartlett, a São Luís, ocasião em que foi assinado um memorando de entendimento entre Brasil e Jamaica, com foco no turismo sustentável e no fortalecimento do intercâmbio cultural entre as duas nações. A visita contou ainda com a presença do ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, e marcou um novo capítulo nas relações culturais e turísticas entre os países.
Na ocasião, as autoridades brasileiras e jamaicanas estiveram no Museu do Reggae, na Rua da Estrela, onde um grande acervo remonta a história da chegada do ritmo no estado, homenageando os grandes DJs do cenário regueiro e os principais espaços que popularizaram o estilo no Maranhão.
Com uma programação que une diferentes gerações e estilos, o Festival Ilha do Reggae promete dois dias de muita música, dança, cultura e integração, reafirmando São Luís como a capital brasileira do reggae e ponto de encontro entre o Maranhão e o mundo.
*Atrações confirmadas*:
Dezarie, Israel Vibration, Ponto de Equilíbrio, Planta e Raiz, Burning Spear, Ky-Mani Marley, Edson Gomes, Maneva, Tribo de Jah, Célia Sampaio, Núbia, Radiola Estrela do Som e Radiola Itamaraty, Orquestra Maranhense de Reggae, George Gomes, Banda Guetos, Emanuelle Paz, Filhos de Jah, Raiz Tribal, Barba Branca, Capital Roots, Ronnie Green, Honey Boy, Sly Foxx e Norris Cole.

O Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CAO-Consumidor) do Ministério Público do Maranhão encaminhou nesta quarta-feira, 15, aos promotores de justiça com atividade na área, orientações para atuação articulada e emergencial na fiscalização de bebidas alcoólicas, diante dos riscos de intoxicação por metanol.
No ofício-circular 10002/2025, o Centro de Apoio cita a nota técnica n° 3 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), cujo objetivo é “mobilizar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, alinhar recomendações a fornecedores, proteger a saúde dos consumidores e coibir a atuação de falsificadores e distribuidores irregulares”.
O documento também destaca que a resolução CIB n° 88/2020, da Secretaria de Estado da Saúde, trata da descentralização das ações de vigilância e confere às Vigilâncias Sanitárias municipais a competência para fiscalizar atividades de risco que incluem o comércio varejista de bebidas, bares e outros estabelecimentos, supermercados e mercearias.
“Nesse sentido, a cooperação entre o Ministério Público e os órgãos de vigilância municipal é o instrumento crucial para a efetividade das ações de prevenção no âmbito local”, observa a promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa, coordenadora do CAO-Consumidor.
Entre as orientações, estão a expedição de ofícios às Vigilâncias Sanitárias para que realizem, em caráter de urgência, inspeções nos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. Para uniformizar as ações, foram encaminhados às Promotorias de Justiça de todo o Maranhão um roteiro de inspeção sanitária e um guia de referência para rápida identificação de produtos falsificados, entre outros documentos
Familiares denunciam que instituição negou reembolso mesmo após sucessivos adiamentos
A família da jovem Ellen Vitória Silva Trindade fez uma grave denúncia contra o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). De acordo com o relato, o órgão lhe causou prejuízo após alterar, por duas vezes, a data de início do curso “Técnicas Básicas em Confeitaria”, que ela havia pago e se programado para fazer durante as férias.
A jovem relata que se matriculou no curso, com início marcado para 14 de julho de 2025, pagando R$ 268,00 (duzentos e sessenta e oito reais). No entanto, o início das aulas foi adiado, primeiro para 9 de setembro e, depois, para 22 de setembro, período em que a estudante já não tinha disponibilidade.
Mesmo assim, ao procurar a unidade para tentar um novo agendamento ou solicitar o reembolso, a resposta foi negativa. O Senac teria informado que a matrícula e o valor estavam perdidos, sem oferecer qualquer compensação.
“Para muita gente, esse valor pode parecer pouco, mas pra mim é uma quantia considerável. Eu juntei com esforço, pensando em uma oportunidade de qualificação. Não é só o dinheiro, é o que o curso representava para o meu futuro profissional, uma chance de começar no mercado de trabalho”, disse Ellen.
A família classificou a situação como “um golpe disfarçado de adiamento” e afirmou que pretende buscar seus direitos na Justiça. A reportagem entrou em contato com o Senac, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.
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