
É curioso observar: toda vez que Yglésio sobe à tribuna, a oposição parece obedecer a algum ritual silencioso e sai perfilada do plenário. Medo? Ordens supremas? Difícil dizer, mas o efeito é sempre o mesmo.
Nesta quinta-feira (05), no primeiro discurso do retorno legislativo, o “bicho-papão dos comunistas” pegou leve e usou o Grande Expediente para abrir o jogo. O que a oposição deixou de ouvir? Coisas como: críticas ao passado de Flávio Dino e aliados, alertas sobre ataques à liberdade de expressão, e uma distinção clara entre oposição responsável e oposição de birra, feita apenas para atrapalhar o trabalho do governo. Tudo isso ficou no ar… para quem estava disposto a ouvir.
Não há dúvida: o confronto virá. E quando vier, a oposição vai perder, seja no plenário ou correndo dele, para apenas um parlamentar. Um.

