
Em seis anos como prefeito de São Luís, Eduardo Braide não conseguiu resolver o principal problema de mobilidade urbana da capital. O resultado é um sistema de transporte público em colapso, marcado por nove greves, empresas financeiramente estranguladas e um serviço que para repetidamente.
A crise não é inédita nem eleitoral. É estrutural. E revela incapacidade de gestão. Quem governa uma cidade sem conseguir garantir ônibus rodando todos os dias não pode transferir a responsabilidade para disputas políticas quando o sistema entra em pane.
Braide não encara o problema de frente e terceiriza a culpa, para os ex-secretários, Câmara dos Vereadores, adversários políticos e até a imprensa, que cobre com responsabilidade a greve.
De um lado evita qualquer dialogo com os empresários do transporte coletivo, que empregam milhares de trabalhadores e sustentam um serviço essencial, mas autoriza o repasse de milhões de reais a empresas multinacionais de aplicativo, como a 99, sem enfrentar o problema central da mobilidade urbana.
Braide aposta nos algoritmos das redes sociais para blindar-se do óbvio: sua incapacidade de resolver o sistema de transporte público. Com isso, aposta-se em soluções paliativas, caras e ineficazes.
Antes de mirar o Palácio dos Leões, Eduardo Braide precisa explicar por que não conseguiu fazer o básico em São Luís: manter o transporte público funcionando.
Mas uma coisa é certa, essa é a última greve no transporte público sob sua gestão. Já que vai deixar a prefeitura na mão de sua vice para tentar a cadeira dos Leões.

