
A articulação política em torno da possível candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão entra em uma nova fase após a condenação do deputado federal Josimar Maranhãozinho pelo Supremo Tribunal Federal. O movimento, que já vinha sendo conduzido com discrição, ganha agora um componente adicional de desgaste e pressão sobre a coerência da montagem da chapa.
Nos bastidores, Braide avançou em conversas que incluem o vice-governador Felipe Camarão como opção ao Senado. A senadora Eliziane Gama em busca de espaço para reeleição e aparece como nome de Gilberto Kassab para reeleição. Ao mesmo tempo, abriu negociação com o PL e chegou a oferecer a vaga de vice-governador à deputada federal Detinha, esposa de Josimar.
A construção ocorre de forma reservada e sem exposição pública direta desses vínculos. Braide tem evitado associar sua imagem com a política tradicional, da qual ele faz parte e nega como estratégia. Ele também não assumiu publicamente tratativas com o PL, mantendo o discurso de gestor independente, para agradar seu eleitorado.
A condenação de Josimar, porém, altera o cenário.
A eventual presença de Detinha na vice passa a carregar um custo político maior, ampliando o espaço para questionamentos do seu eleitorado. Mais do que isso, impõe ao próprio Braide uma definição sobre até que ponto é possível sustentar uma estratégia baseada na omissão de alianças enquanto avança em uma composição ampla.

