Cadê o dinheiro? Em vídeo, Julinho não consegue explicar os rumos dos R$ 32 milhões

 

Uma grave denúncia envolvendo a Prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão, veio à tona nos últimos dias, colocando em xeque a gestão do prefeito Dr. Julinho (PL). Segundo informações reveladas pelo Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), o município teria recebido mais de R$ 32 milhões de forma indevida, decorrente de uma suposta fraude relacionada ao número real de alunos em ensino integral.

O TCE-MA apontou que, enquanto a gestão do prefeito Dr. Julinho afirmava contar com mais de 21 mil alunos em 3 escolas de ensino integral, a realidade encontrada foi bem diferente. Uma investigação mais aprofundada revelou que apenas uma escola estava apta a oferecer o ensino integral, contando com pouco mais de 300 alunos.

A denúncia ganhou destaque nacional após ser veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, que destacou a disparidade entre os números apresentados pela prefeitura e a realidade das escolas municipais. A matéria ressaltou a falta de transparência na prestação de contas e as possíveis irregularidades na destinação dos recursos.

Em resposta à denúncia, o prefeito Dr. Julinho divulgou um vídeo em suas redes sociais, argumentando que a educação integral pode incluir diversas atividades, como atuar em lavouras. Contrariando as normativas do MEC, o gestor defendeu que a educação integral não se restringe a mais de um turno na escola, o que gerou controvérsias e questionamentos sobre a adequação às diretrizes nacionais.

A população de São José de Ribamar, por sua vez, manifestou indignação diante do escândalo e do suposto desvio de recursos destinados à educação. O prefeito teve sua imagem severamente desgastada, com os cidadãos cobrando a devida destinação dos mais de R$ 32 milhões recebidos indevidamente.

Em outro vídeo, Dr. Julinho afirmou que os recursos foram utilizados no programa “Curiar”, que desenvolve ações de educação no município. No entanto, a falta de esclarecimentos detalhados sobre como o dinheiro foi aplicado e a discrepância nos números levantam dúvidas sobre a legitimidade dessa justificativa.

A investigação sobre o caso está em andamento, e as autoridades locais e estaduais aguardam explicações mais claras por parte da prefeitura. A sociedade ribamarense clama por transparência e pela responsabilização dos envolvidos na possível fraude, que compromete diretamente a qualidade da educação oferecida no município.

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