Petismo ainda não esqueceu o passado de Eliziane Gama

Evangélica e aliada de Dino: quem é Eliziane Gama, a relatora da CPMI dos  Atos Golpistas

Na política, há coisas que o tempo até ameniza, mas não apaga. E o passado de Eliziane Gama é um desses casos que o PT não esqueceu e nem faz questão de esquecer.

Eliziane foi uma das parlamentares que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, um episódio que segue como ferida aberta para o campo petista. Não se trata apenas de um voto, mas do símbolo que ele carrega. Naquele momento, Eliziane escolheu um caminho que a afastou do PT e a colocou, ainda que circunstancialmente, ao lado de forças que ajudaram a derrubar um governo eleito.

Desde então, sua trajetória tem sido marcada por um pragmatismo político evidente. Sempre que foi conveniente, esteve ao lado do governo de plantão, mesmo que isso significasse ficar frontalmente contra o PT. Não foi um movimento isolado, nem ocasional. Foi método.

Agora, num momento em que o PT do Maranhão tem candidatura própria ao governo, Eliziane tenta se reposicionar. Sem espaço no grupo do governador Carlos Brandão, ela se agarra politicamente a Eduardo Braide, prefeito de São Luís, filiado ao mesmo PSD. Uma aproximação que soa mais como necessidade do que afinidade.

A situação dela, objetivamente, é difícil. Não tem guarida no grupo Brandão, já foi despachada politicamente pelo deputado Fernando Braide, irmão do prefeito, e não desfruta da confiança do PT, que vê sua trajetória com desconfiança e memória longa.

E há ainda um fator que pesa — e muito — no seu capital político: Eliziane já não é mais a candidata natural da Assembleia de Deus. A relação que por anos foi seu principal sustentáculo eleitoral hoje não oferece a mesma solidez nem o mesmo entusiasmo.

Mesmo diante desse cenário fragmentado, Eliziane Gama insiste no projeto de ser candidata ao Senado, como se ainda conseguisse representar, ao mesmo tempo, o governo, o PSD de Braide, setores da igreja e o campo progressista. Um arranjo que, na prática, não fecha.

A política cobra coerência, coisa que Eliziane não tem.

One Response

  1. Eliziane praticamente está sem apoio, se destacou na política como uma oportunista e enganadora principalmente da classe evangélica, onde ela mesmo se diz representá-los, uma pessoa sem empatia e quê só pensa no seu bel prazer e sempre querendo barganhar cargo político poder através de um povo simples e humilde do estado do Maranhão, só quê agora tem um porém,nós maranhenses já o conhecemos, digo categoricamente pois já presidir legendas no âmbito municipal em uma pequena cidade do interior do estado, ela presidia a legenda no estado, ela nunca se quer agradeceu aos fiéis eleitores em duas eleições, ela só pensa em si mesma, agora está difícil pra ela.

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