
Separadas por apenas 12 quilômetros em linha reta, Primeira Cruz e Humberto de Campos, vivem hoje realidades bem diferentes quando o assunto é educação e gestão pública. Enquanto em Humberto de Campos os números avançam, em Primeira Cruz os dados oficiais acendem um alerta vermelho, principalmente no uso dos recursos do FUNDEB.
A consequência dessa má gestão aparece no Censo Escolar de 2025. Primeira Cruz perdeu 706 alunos em relação ao ano anterior. Além disso, a rede municipal, que tinha 32% dos alunos em tempo integral, foi praticamente zerada nesse modelo. Menos alunos e menos programas significam menos dinheiro, o FUNDEB do município despencou de R$ 50,7 milhões em 2025 para R$ 27,7 milhões em 2026, quase metade do orçamento da educação indo embora.
Diante disso, a pergunta é simples e direta, quem está no caminho certo? De um lado, Primeira Cruz perde alunos, programas e recursos. Do outro, Humberto de Campos, sob a gestão de Luís Fernando, amplia ações, fortalece a educação e coleciona resultados, como o Selo Ouro da Educação, conquistado por apenas 27 municípios no Maranhão. A distância entre as cidades é pequena, mas a diferença na forma de governar nunca foi tão grande.

A partir de uma selfie e de um encontro com partidos da extrema-esquerda, mídia alinhada tenta construir uma liderança de Camarão que nem o próprio texto consegue sustentar
A tentativa de apresentar o vice-governador Felipe Camarão como liderança consolidada da esquerda maranhense esbarra, antes de tudo, nos próprios fatos descritos pela matéria que busca promovê-lo. O texto — escrito na cozinha da casa da vice-governadoria — se apoia mais em deduções e projeções do que em gestos políticos concretos capazes de sustentar a tese que tenta vender.
O ponto de partida é simbólico: uma selfie. Nela aparecem Felipe Camarão, Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Pereira Jr (PT) e Carlos Lula (PSB).
Não há novas adesões, não há ampliação do campo político e tampouco sinais de um movimento capaz de redefinir o tabuleiro estadual.
Trata-se, essencialmente, do mesmo núcleo que já atua em conjunto há anos, apresentado como se representasse um salto político inexistente.
A matéria também tenta atribuir peso estratégico à presença de partidos como PSOL e Rede, tratados como evidência de uma ampla coalizão em formação.
Ocorre que esses partidos possuem baixa densidade eleitoral no Maranhão e não exercem protagonismo em disputas majoritárias. Mais do que isso, o PSOL, citado como parte do ambiente político do encontro, já tem candidato próprio ao governo do Estado: Enilton Rodrigues.
O dado, ignorado no texto, desmonta a ideia de unidade e revela que não há liderança reconhecida, mas sim convivência circunstancial.
Outro artifício recorrente é o uso de temas nacionais — como a luta contra a extrema-direita, a reeleição de Lula e a defesa das instituições — para inflar um cenário local que não se confirma.
O fato de o PT nacional buscar quadros de confiança não transforma automaticamente Felipe Camarão no nome que Lula busca no Maranhão.
O texto descreve uma estratégia nacional e, sem provas, tenta colá-la em um projeto estadual que ainda não se materializou.
A mesma lógica se aplica à tentativa de atribuir força política a Rubens Pereira Jr como forma indireta de validar Felipe Camarão. A matéria sugere que Rubens teria influência decisiva no PT nacional, trânsito junto ao presidente Lula e conhecimento antecipado dos rumos do partido no Maranhão.
No entanto, não apresenta qualquer declaração pública, gesto político ou movimento concreto que confirme esse suposto alinhamento. Tudo permanece no campo da narrativa.
É justamente aí que o texto se contradiz de forma mais evidente. Ao inflar Rubens Pereira Jr para tentar chancelar Felipe Camarão, a própria mídia alinhada acaba invertendo a lógica que pretende sustentar.
Se Rubens é quem tem o trânsito, a influência e a capacidade de sinalizar decisões nacionais, por que Felipe Camarão aparece como o líder consolidado?
E se Camarão é o líder da esquerda maranhense, por que a validação precisa vir de outro quadro do mesmo partido?
A matéria, ao tentar responder a essa equação, não define liderança — apenas se perde no mundo da fantasia.
Oscila entre vender Rubens como fiador político e Camarão como protagonista, sem conseguir demonstrar, na prática, quem conduz o campo progressista no Estado.
No fim, o esforço narrativo revela mais do que esconde: a liderança que se tenta anunciar ainda não está posta. E a mídia que se propõe a construí-la precisa, antes de tudo, decidir quem lidera quem na esquerda maranhense.
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O PCdoB do Maranhão nunca foi exatamente um partido de base. Sua força política não nasceu da militância orgânica, nem de enraizamento social duradouro. Cresceu, sobretudo, atrelado ao poder institucional, ao controle da máquina e à capacidade de distribuir cargos, verbas e medo enquanto esteve protegido pelo Palácio dos Leões.
Durante os anos em que Flávio Dino ocupou o governo, o partido se beneficiou de um ambiente em que dinheiro, poder e medo político caminharam juntos. O temor de enfrentar o governo e perder espaços foi um elemento central para a sobrevida e a expansão do PCdoB. Não se tratava apenas de hegemonia eleitoral, mas de um sistema de dissuasão política bem conhecido nos bastidores.
Nesse contexto, nomes como Márcio Jerry, Rodrigo Lago e Othelino Neto ganharam projeção. Não por força eleitoral própria consistente, mas pela posição estratégica que ocupavam dentro do governo e da estrutura estatal. Cresceram sob as tetas dos Leões, sustentados pela lógica de que estar no entorno do Palácio era condição suficiente para manter-se na mesa das grandes decisões.
O problema é que essa equação deixou de existir.
Sem Flávio Dino no comando local, sem o controle da máquina e com a reorganização do poder estadual, o PCdoB passou a revelar sua fragilidade mais evidente: a ausência de densidade eleitoral. O partido não forma lideranças competitivas fora do governo, não empolga eleitorado próprio e não impõe respeito político quando não controla canetas ou orçamentos.
A perspectiva para as próximas eleições é ainda mais dura. Nos cálculos internos mais realistas, o PCdoB corre sério risco de não eleger nenhum deputado, repetindo ou até aprofundando o esvaziamento já percebido nos últimos anos. O partido entra na disputa para cumprir tabela.
Esse cenário se agrava pelo fato de o PCdoB integrar a Federação PT–PCdoB–PV. Longe de somar, a legenda tende a atrapalhar o desempenho do PT, diluindo votos, e atrapalhando a estratégia do PT de ter mais representatividade no Congresso Nacional. Internamente, petistas já avaliam que o peso morto da federação pode custar cadeiras.
Hoje, o PCdoB não assusta adversários. Sua capacidade de barganha diminuiu drasticamente, e sua presença no debate político se resume à histeria na Assembleia Legislativa e chantagens de quem um dia já mandou.
O que se observa é um partido que foi forte enquanto governou, mas que demonstra dificuldade concreta de existir longe do poder. A política do medo não se sustenta sem a máquina.
Deputados como Rogério Correia, Erika Hilton, Lindbergh Farias e Reimont Otoni apresentaram peças
Uma série de deputados de esquerda ingressou nesta segunda-feira (5) com pedidos de prisão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por ter defendido uma intervenção militar dos Estados Unidos para remover o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do poder.
Deputados como Rogério Correia, Erika Hilton, Lindbergh Farias e Reimont Otoni apresentaram peças. “No centro de Belo Horizonte, anunciei que o Partido dos Trabalhadores entrará com ação contra o deputado Nikolas Ferreira, na Polícia Federal e no Ministério Público, por defender intervenção externa no Brasil, afinal ingerência estrangeira é atacar a soberania nacional e a democracia, algo grave que precisa ser responsabilizado. Não vamos aceitar que a democracia seja atacada outra vez e lugar de golpista e traidor da pátria é na prisão!”, disse Correia.

O deputado estadual Neto Evangelista realizou, nesta segunda-feira (05), a entrega de um aparelho de ultrassonografia portátil ao Hospital Aldenora Bello, em São Luís. O equipamento foi adquirido por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado à Fundação Antônio Dino, responsável pela unidade hospitalar, referência no tratamento do câncer no Maranhão.
O ultrassom portátil será utilizado tanto na UTI adulta quanto na UTI pediátrica do hospital, permitindo que exames sejam realizados diretamente no leito dos pacientes. A nova tecnologia elimina a necessidade de deslocamento interno, garantindo mais conforto, segurança e agilidade no atendimento, especialmente para pacientes em estado mais delicado.
Durante a entrega, Neto Evangelista destacou a importância do investimento para a melhoria da assistência hospitalar. Segundo o parlamentar, o equipamento representa um avanço significativo na humanização do atendimento, ao levar o exame até o paciente, reduzindo esforços físicos e riscos desnecessários.
“É um equipamento que vai funcionar dentro da UTI, dando mais conforto aos pacientes com câncer, que não precisarão sair do leito para realizar o exame”, afirmou o deputado.
Representantes do Hospital Aldenora Bello agradeceram a destinação da emenda e ressaltaram o impacto positivo do novo aparelho na rotina da unidade, destacando o ganho em qualidade de vida e eficiência no cuidado aos pacientes.
Tecnologia
A médica e vereadora Thayanne Evangelista atestou a qualidade do ultrassom portátil, afirmando que se trata de tecnologia já utilizada em outras instituições de referência e com desempenho comprovado.
O deputado reforçou seu compromisso com a saúde pública e com o fortalecimento das unidades que atendem pacientes de todo o estado.
“Cada ação na saúde faz diferença e pode transformar vidas. Seguimos trabalhando com responsabilidade, cuidado e respeito à vida”, concluiu Neto Evangelista

As ruas da Madre Deus foram tomadas pela folia neste domingo (04), em mais um grito de pré-carnaval promovido pelo Governo do Maranhão. O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, reforçou o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento do carnaval tradicional de São Luís, promovendo a cultura e a geração de renda.
“É muito bom voltar à Madre Deus, berço do carnaval tradicional, e ver nossa cultura pulsando e a economia girando, com o povo se divertindo alegre e em segurança, e vendedores autônomos comercializando seus produtos”, destacou Orleans Brandão, ao prestigiar o circuito “Vem pra Madre” ao lado do secretário estadual de Cultura, Yuri Arruda.
Ele lembrou que a cada ano o Governo do Estado tem buscado destacar o Carnaval do Maranhão no mapa do Brasil, com grandes atrações nacionais e um público cada vez maior: “Mas também priorizamos a nossa cultura, pagando os cachês antecipados, trazendo os blocos tradicionais e apoiando as escolas de samba. Esse é nosso principal objetivo: priorizar quem é daqui e faz a cultura do nosso Maranhão”.
Berço do carnaval tradicional maranhense, o bairro da Madre Deus terá programação nos domingos do mês de janeiro e entre os dias 14 e 17 de fevereiro, com blocos tradicionais e manifestações culturais que preservam a identidade do carnaval de rua.
Realizado pelo Governo do Maranhão, o Carnaval 2025 teve público recorde de 4,5 milhões de foliões, que passaram pelos circuitos Vem Pro Mar, Vem Pra Madre e, nas prévias, pelo Vem Pro Centro. O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) estimou que a movimentação total no período foi de R$ 800 milhões de reais. A segurança pública contou com a presença ostensiva de 8 mil policiais nas ruas e a ocupação nos hotéis foi de 95%. A meta do Governo do Maranhão para 2026 é superar os bons resultados obtidos ano passado.
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