Iracema Vale de volta ao PT: decisão de Brasília, não de bastidor local

PT aposta em Iracema Vale para o Senado e costura retorno ao partido -  Maranhao de Verdade

A tentativa de vender o possível retorno de Iracema Vale ao PT como fruto de uma articulação local, capitaneada por nomes do diretório estadual, acaba por diminuir a força do convite feito a presidente da Alema.

Essa história não nasce em São Luís.
Ela vem de Brasília.

A proposta parte da direção nacional do PT, conduzida pelo presidente do partido, Edinho Silva, como uma solução estratégica para manter o PT integrado ao governo Carlos Brandão até o fim do mandato e já projetar o próximo ciclo eleitoral. Trata-se de uma decisão política nacional, comunicada e validada em reunião do próprio governador com lideranças petistas.

Ou seja: não é especulação, é encaminhamento político.

Nesse contexto, o papel do PT estadual é claro — executar e reforçar uma diretriz já definida, não criá-la. Figuras como o ex-deputado Zé Inácio cumprem a função de porta-vozes, ajudando a dar forma pública a uma construção que já veio pronta do andar de cima. Atribuir a ele o papel de articulador central é superestimar o alcance local e subestimar como decisões majoritárias realmente são tomadas.

Iracema Vale, por sua vez, não surge por acaso.

Aliada de primeira hora de Carlos Brandão, ex-filiada ao PT até 2021 e quadro relevante da legenda à época, ela reúne características que hoje são raras no campo progressista maranhense: lealdade política, capacidade de articulação institucional e força eleitoral comprovada. Em 2022, foi a deputada estadual mais votada, com mais de 100 mil votos, consolidando-se como liderança de alcance estadual.

Para o PT nacional, Iracema resolve múltiplas equações ao mesmo tempo:

– Mantém o partido no centro do governo estadual;

– Evita isolamento político no Maranhão;

– Apresenta um nome competitivo para o Senado;

– E contribui para a estratégia nacional de fortalecer a bancada de esquerda na Câmara Alta.

É nesse tabuleiro que se insere a decisão de Carlos Brandão de abrir mão da disputa pelo Senado e permanecer no cargo até o fim do mandato. O gesto, longe de ser recuo, é movimento calculado: preserva o controle da sucessão, evita riscos administrativos e abre espaço para que o campo progressista dispute duas vagas ao Senado, em consonância com a estratégia do PT e do governo Lula.

Portanto, o que está em curso não é um capricho local nem uma articulação improvisada.

É engenharia política nacional, com aval do Palácio dos Leões e execução pelo PT estadual.

Denunciado por ilicitudes, Kabão lidera disputa pela Prefeitura de Cantanhede - Blog do Gláucio EriceiraBlog do Gláucio Ericeira

Em meio a uma realidade marcada por carências estruturais e serviços públicos deficitários, o prefeito de Cantanhede, José Martinho dos Santos Barros, sancionou a Lei Municipal nº 437/2024, que estabelece um reajuste generoso para os principais cargos do Executivo municipal. A partir de janeiro de 2025, o próprio prefeito passará a receber R$ 28.000,00 mensais, enquanto o vice-prefeito terá direito a R$ 18.000,00, os secretários municipais a R$ 8.000,00 e os secretários adjuntos a R$ 4.000,00.

A decisão, tomada sem consulta popular e em um contexto de escassez de recursos, gerou forte indignação entre moradores e especialistas em gestão pública.

Salários incompatíveis com a realidade local

Cantanhede, com pouco mais de 24  mil habitantes e enfrentando sérios problemas em áreas como saúde, educação e infraestrutura, agora figura entre os municípios com maior salário de prefeito no Maranhão, atrás apenas de Santo Antônio dos Lopes e Imperatriz. O valor supera inclusive o subsídio do prefeito de São Luís, capital do estado, que recebe cerca de R$ 25.000,00 mensais.

Esse contraste revela um descompasso gritante entre a remuneração da elite política e a realidade socioeconômica da cidade, onde postos de saúde sofrem com falta de medicamentos e escolas operam sem estrutura adequada.

Custo político maior que secretarias essenciais

O impacto orçamentário do reajuste é alarmante. Somando os salários do prefeito, vice-prefeito e secretariado, o custo anual ultrapassa R$ 3 milhões — valor superior ao orçamento previsto para secretarias fundamentais:

Secretaria Orçamento Anual (R$)
Secretaria Municipal de Agricultura 1.395.000,00
Secretaria Municipal da Mulher 270.000,00

Ou seja, o gasto com salários políticos é mais do que o dobro da verba destinada à agricultura — setor vital para a economia local — e mais de dez vezes o orçamento da pasta da Mulher, responsável por políticas de proteção e inclusão.

Transparência questionada

O blog apurou que nos últimos dois anos, os salários do prefeito e dos secretários não sofreram reajustes significativos. No entanto, o salto para 2025 levanta suspeitas sobre a motivação e o momento da decisão. A lei prevê ainda a possibilidade de reajustes anuais por perdas inflacionárias, o que pode elevar ainda mais os custos ao longo do mandato.

Reações e cobranças

Nas redes sociais e nas ruas, a população tem se manifestado contra o aumento. Moradores apontam a medida como um abuso de poder e uma afronta à moralidade pública. Entidades civis cobram do Ministério Público uma investigação sobre a legalidade e a proporcionalidade do reajuste, além de maior fiscalização sobre os gastos da prefeitura

Uma reflexão

O reajuste salarial promovido por José Martinho dos Santos Barros escancara uma gestão que parece priorizar o conforto da cúpula política em detrimento das necessidades básicas da população. Em um município como Cantanhede-MA, onde a desigualdade é histórica, decisões como essa reforçam a distância entre quem governa e quem é governado — e evidenciam a urgência de uma reforma ética e fiscal nas administrações municipais

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), desponta como uma das principais exceções entre os chefes de Executivos estaduais em fim de mandato que avaliam disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro deste ano. De acordo com reportagem da revista Veja, dos 18 governadores que encerram seus mandatos em 2026, ao menos 12 estudam concorrer ao Senado, quando estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa. Brandão, no entanto, resiste à possibilidade de deixar o cargo antes do fim do mandato.

Segundo a publicação, embora lidere as pesquisas de intenção de voto no Maranhão para o Senado, Brandão tem se mostrado inclinado a permanecer no comando do Palácio dos Leões até dezembro. Para concorrer, ele teria de se afastar do governo até abril, abrindo espaço para a posse do vice-governador Felipe Camarão (PT), com quem rompeu politicamente nos últimos meses.

A resistência em renunciar ao cargo estaria ligada ao receio de perder o controle da máquina administrativa e à desconfiança em relação ao vice. Ainda conforme a Veja, Brandão passou a ver Camarão como adversário político, o que teria pesado na decisão de não antecipar a saída do governo.

Caso confirme a permanência no cargo até o fim do mandato, Brandão acabará abrindo caminho para que Felipe Camarão dispute uma das vagas ao Senado pelo Maranhão. O governador tem sido direto ao justificar sua posição. “Vou até o fim porque não vou entregar o cargo a alguém que se juntou com meus adversários”, afirmou, em declaração reproduzida pela revista Veja.

 

Blog do Gilberto Léda 

 

Em mais um forte ato político, prefeitos, vices-prefeitos, vereadores e outras lideranças de 23 municípios da região participaram do Encontro Regional do MDB em Barra do Corda, na noite de sábado (24), para declarar apoio à pré-candidatura do presidente estadual emedebista, Orleans Brandão, a governador do Maranhão. Em todos os discursos, foi reconhecida a força do municipalismo para o desenvolvimento do estado e a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses, representada pelo pré-candidato do MDB.

“Iniciamos em Barra do Corda esse grande movimento do MDB que vai acontecer em todo o Maranhão, reunindo prefeitos e demais lideranças do nosso partido e das demais legendas que reconhecem a força e o compromisso desse jovem que foi a todos os 217 municípios conhecer as nossas necessidades e junto com o governador Carlos Brandão buscou as soluções. Por isso somos gratos. O Maranhão vai muito bem com Brandão, vai melhor ainda com Orleans”, afirmou Rigo Teles, ao lado da primeira-dama e deputada Abigail, sob aplausos das dezenas de lideranças presentes ao encontro.

A presença de tantos prefeitos e demais lideranças no primeiro grande ato político de 2026 no interior do Maranhão foi definida pelo vice-presidente da Federação dos Municípios (FAMEM) e prefeito de Peritoró, Dr. Júnior, como reconhecimento ao grandioso trabalho realizado pelo secretário de Assuntos Municipalistas, nos últimos três anos. “Estamos juntos para dizer que estamos com Orleans Brandão porque o Maranhão escolheu o caminho correto, que é municipalismo. Este jovem aguerrido conhece as necessidades da população porque foi a todas as cidades, buscou as soluções e fez as coisas acontecerem, renovando em nós a esperança de um Maranhão muito melhor para todos”, enfatizou ele.

O prefeito de Sítio Novo, Antonio Coelho, fez questão de contar que na reeleição do governador Carlos Brandão estava em palanque oposto, mas percebeu que precisava estar junto de quem trabalha e quer o bem do Maranhão, e hoje o seu grupo e a oposição em sua cidade estão juntos com Orleans. “Hoje estamos juntos para caminhar e trabalhar pela vitória da continuidade do desenvolvimento do Maranhão. Orleans tem feito um grande trabalho e temos certeza de que será o melhor governador do Brasil”, afirmou.

Também presente no encontro, o deputado emedebista Ricardo Arruda justificou o apoio do seu grupo ao Orleans Brandão: “Precisamos de um governador que conheça as cidades, porque que quem não conhece os municípios não sabe o que o povo necessita. Por isso o Maranhão já decidiu e apoia Orleans Brandão”. O prefeito Walter Azevedo disse que Sucupira do Riachão tem várias obras estaduais em andamento, que só foram possíveis graças à parceria implantada pela articulação do secretário de Assuntos Municipalistas. “Orleans Brandão percorreu todo o Maranhão, conhece todas as necessidades, ele está preparado e não tenho dúvidas de que ele será o próximo governador do Maranhão”, afirmou.

A prefeita Raimunda do Josimar destacou que o Maranhão não teria uma pessoa mais competente que Orleans Brandão para eleger como seu governador, que está de portas abertas para conversar com os representantes da população de buscar os investimentos que os municípios necessitam para serem desenvolvidos: “Agradecemos por todos os benefícios que estão chegando a Fernando Falcão. Esse trabalho tem que continuar”.

Após ouvir vários discursos de agradecimento pelo trabalho realizado, e de reconhecimento da sua capacidade em liderar o processo de desenvolvimento do Maranhão, Orleans declarou a sua gratidão a Deus, ao governador e ao povo pela oportunidade de trabalhar pelos municípios e pelo estado. Citando as grandes obras e programas estaduais levados a todos os 217 municípios, da capital São Luís ao interior, reafirmou o compromisso de continuar trabalhando e de fazer muito mais pelo Maranhão.

“Agradeço a cada um que deposita confiança em nós. Tenho me dedicado 100% a cuidar do povo do Maranhão, porque foi essa a missão que recebi do governador Carlos Brandão. Fizemos as obras tidas como impossíveis, combatemos a pobreza gerando emprego e renda, com diálogo e parcerias. Digo com convicção: nunca se fez tanto em tão pouco tempo, e vamos fazer muito mais para continuar desenvolvendo nosso estado e melhorando a vida dos maranhenses”, afirmou Orleans Brandão.

Estiveram presentes os prefeitos Rigo Telles (Barra do Corda), Jucenir (Formosa da Serra Negra), dr. Alexandre (São João dos Patos), Raimunda do Jesemar (Fernando Falcão), Jacinto Neto (São Raimundo do Doca Bezerra), Marcone Santos (Sucupira do Norte), Enoc Mota (Pastos Bons), Itaires Tratorzão (Lajeado Novo), Raimundinho Audiolar (Presidente Dutra), Antônio Coelho (Sítio Novo), Renato Santos (Colinas), Gilson Guerreiro (Grajaú), Dr. Júnior (Peritoró), Cibele Napoleão (Santo Antônio dos Lopes), Neres Policarpo (Lagoa Grande), Walter Azevedo (Sucupira do Riachão), além de vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e dezenas de outras lideranças municipais.

A liminar foi concedida após um atraso de mais de 90 dias no envio dos valores. Após a decisão, contador que atua como advogado alerta empresas
O juiz Deomar da Assenção Arouche Júnior, da 5ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA), determinou que a Receita Federal encaminhe à PGFN – Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional os débitos de uma empresa que ainda não haviam sido inscritos em dívida ativa, por entender configurada falha na prestação do serviço e risco à adesão a programa de transação fiscal.

No mandado de segurança, a empresa afirmou que tinha valores vencidos havia mais de 90 dias sem inscrição em dívida ativa, o que indicaria demora no envio à PGFN, em desacordo com o prazo previsto na portaria 447/18.

O advogado José de Ribamar da Cruz Neto (OAB/MA 29.371), responsável pela defesa da empresa, argumentou que a inscrição em dívida ativa era necessária para tornar os débitos elegíveis à transação, já que a impetrante pretendia aderir ao Programa de Retomada Fiscal.

Ao analisar o pedido, o magistrado destacou que a portaria 447/18 estabelece prazo claro para o envio dos débitos. Além disso, o julgador também observou que os documentos juntados aos autos comprovaram a existência de débitos em aberto há mais de 90 dias, o que, segundo ela, caracteriza “falha na prestação dos serviços por parte do impetrado”.

A decisão destaca a evidente plausibilidade do direito reivindicado e o risco da demora, levando em conta a necessidade de registrar os valores para viabilizar a transação fiscal.

Com esses fundamentos, o juiz deferiu parcialmente a liminar para determinar que a autoridade impetrada encaminhe os débitos existentes em nome da empresa à PGFN, observando o prazo previsto na portaria 447/18.

Decisão judicial virou um alerta

Neto Cruz, que além de advogado é jornalista e contador, explicou em contato com o blog, que a decisão da Justiça Federal no Maranhão alerta empresas. Segundo ele, com poucos dias restantes para adesão ao Simples Nacional, agir agora é a única saída segura.“Com o prazo final para adesão e reinclusão no Simples Nacional se aproximando rapidamente, a decisão da Justiça Federal no Maranhão tornou-se estrategicamente importante para as micro e pequenas empresas que ainda lidam com obstáculos fiscais”, disse.

Erros não resultam em penalização

O casusidico que é colunista do Portal Migalhas destacou que a decisão reconheceu que erros administrativos da Receita Federal não podem ser usados para penalizar o contribuinte. Contudo, ele adverte que, se não enfrentada a tempo, pode resultar na perda permanente do regime no exercício.


“O Judiciário decidiu que erros administrativos da Receita Federal não podem ser usados para penalizar o contribuinte, especialmente quando a demora do próprio Fisco impede a regularização dentro do prazo legal — situação que, se não enfrentada a tempo, gera perda definitiva do regime no exercício. A decisão foi clara ao afirmar que a inscrição em Dívida Ativa é ato administrativo vinculado, que a inércia administrativa configura ilegalidade e que o contribuinte não pode suportar prejuízos decorrentes de falha imputável exclusivamente ao Estado”, completou.

Prazo está quase no fim

Por fim, o defensor ressaltou que o risco de prejuízo é irreversível. De acordo com ele, no Simples Nacional, os prazos são preclusivos: se a regularização não for feita dentro do período legal, o direito é perdido, mesmo que posteriormente se prove que o impedimento era ilegal.

“A decisão reconheceu que a lentidão da administração pode afetar a eficácia da proteção judicial, tornando o direito reconhecido sem efeito se não houver uma ação imediata. O alerta é claro para empresários, contadores e gestores: o prazo para o Simples Nacional está se esgotando, e esperar passivamente pode sair caro. A experiência recente mostra que a melhor — e frequentemente a única — maneira de manter o enquadramento no Simples, evitar um aumento significativo na carga tributária e garantir a continuidade da empresa é agir imediatamente com uma abordagem jurídica técnica e estratégica. Após o término do prazo, não existe nenhuma medida corretiva que restabeleça o direito no mesmo exercício”, concluiu.

Lahesio Bonfim ataca Bolsonaro: “São escolhas como essa de Bolsonaro que  têm nos enfiado no buraco”

Enquanto a direita nacional se mobiliza em torno de uma das maiores manifestações simbólicas dos últimos meses — a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira, de Minas a Brasília, em defesa de Jair Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro — Lahésio Bonfim escolhe o silêncio.

Não é a primeira vez que Lahésio se distancia das pautas centrais da direita conservadora. Em 2022, negou Bolsonaro em entrevistas na TV Mirante, ficando em cima do muro.

Agora, diante de um ato que exige mais do que postagem em rede social — exige presença, desgaste físico e enfrentamento político — Lahésio novamente se ausenta. Não se mostra disposto a “suar e sangrar” pela direita, nem a dividir o ônus de uma pauta que mobiliza conservadores em todo o país.

Enquanto isso, outros maranhenses estão no ato, dando rosto e corpo à mobilização:

o influencer e pré-candidato a deputado federal Francisco Mello;

a suplente de deputada federal Mariana Carvalho;

e a vereadora de São Luís Flávia Berthier, entre outros.

Todos entenderam que, goste-se ou não do gesto, a política também se faz no campo simbólico, e que a direita cobra coerência entre discurso e ação.

Lahésio prefere manter distância. Evita se comprometer. Evita custos. Evita atritos. O problema é que liderança sem risco vira apenas comentário, e projeto político que foge das batalhas centrais perde musculatura.

A direita maranhense observa. E anota. Porque, no fim das contas, quem quer liderar um campo político não pode aparecer só quando é confortável.

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