Operação Bórgias II cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária, além do sequestro de até R$ 5,3 milhões

A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), a Operação Bórgias II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por uma série de flagrantes e tentativas de saques de benefícios previdenciários em Codó/MA.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária nos municípios de Teresina/PI, Codó/MA e Bacabal/MA. As ordens foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina/PI, da Seção Judiciária do Piauí.
As investigações indicam que o grupo fraudava sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mediante inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, com o objetivo de viabilizar o recebimento indevido. Entre as práticas identificadas, estão o saque pós-óbito, além de benefícios vinculados a pessoas fictícias e a beneficiários vivos.
No curso das apurações, foram identificados 17 subsídios vinculados à atuação da organização criminosa. Parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Bórgias I, o que evidencia a reiteração da prática delitiva.
Diante do prejuízo estimado ao INSS, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 5,3 milhões, bem como a suspensão dos benefícios relacionados ao esquema.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato majorado, de falsidade ideológica, de uso de documento falso, de apropriação de bens de pessoas idosas e de lavagem de bens e de valores.

A gestão do prefeito Eduardo Braide consolidou, ao longo dos últimos anos, um modelo de fiscalização de trânsito cada vez mais questionado, marcado por uma arrecadação que ultrapassa R$ 132 milhões em multas entre 2021 e janeiro de 2026. Os dados, disponíveis no Portal da Transparência, reforçam a percepção de que a chamada “indústria da multa” se tornou uma realidade na capital maranhense.
A escalada nos valores arrecadados chama atenção. Após um primeiro ano com cerca de R$ 10 milhões, a receita com multas cresce de forma acelerada e passa a superar com folga as previsões orçamentárias. Em 2022, foram R$ 16,1 milhões. Em 2023, o valor praticamente dobrou, chegando a R$ 32,9 milhões. Em 2024, atingiu R$ 34,9 milhões, e em 2025 chegou a R$ 36,2 milhões. Apenas em janeiro de 2026, já foram mais de R$ 1,3 milhão em autuações.
O aumento contínuo levanta questionamentos sobre a finalidade da política de trânsito adotada pela gestão municipal. O que deveria ter caráter educativo e preventivo passa a ser visto, por críticos, como um mecanismo sistemático de geração de receita.
As suspeitas ganharam ainda mais força após decisão da Justiça, em novembro de 2025, quando o juiz Douglas de Melo Martins declarou ilegais multas aplicadas por licenciamento vencido. Segundo a sentença, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) utilizava enquadramento incorreto do Código de Trânsito Brasileiro, aplicando penalidades mais graves do que o permitido.
O magistrado também apontou falhas no uso de videomonitoramento, com aplicação de multas sem abordagem presencial, sem sinalização adequada e com registros considerados irregulares. Na decisão, destacou indícios de desvio de finalidade com viés arrecadatório, evidenciando que a prática poderia estar mais voltada à arrecadação do que à organização do trânsito.
Outro elemento que reforça essa percepção é a existência de um ranking interno de produtividade entre agentes de trânsito. Dados de setembro de 2025 revelaram números elevados de autuações, com um servidor chegando a aplicar 1.338 multas em apenas um mês — média superior a 40 por dia.
A divulgação desses números provocou reação entre os próprios agentes, que criticaram a lógica de incentivo baseada na quantidade de multas aplicadas, apontando para um ambiente de pressão por resultados que privilegia o volume de autuações.
Diante desse conjunto de fatos — arrecadação recorde, decisões judiciais e denúncias internas — cresce o debate sobre a condução da política de trânsito em São Luís. Para críticos, a gestão transformou a fiscalização em um instrumento de arrecadação em larga escala, consolidando uma verdadeira indústria de multas.
Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre os questionamentos.
Levantamento CNT/MDA indica vantagem do presidente e distância para outros pré-candidatos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 em cenários de primeiro e segundo turnos, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pelo instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O levantamento indica que Lula supera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário nos cenários testados.
O presidente mantém vantagem mesmo considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros nomes incluídos no levantamento aparecem com desempenho bem inferior ao dos dois primeiros colocados.
Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 39,2% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,2%. Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais significativamente menores:
- Ronaldo Caiado (PSD): 4,6%
- Romeu Zema (Novo): 3,3%
- Renan Santos (Missão): 1,8%
- Aldo Rebelo (DC): 1,5%
- Branco/nulo: 10,4%
- Indecisos: 8,9%
A pesquisa também avaliou diferentes cenários de segundo turno. Na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44,9%, contra 40,2% do senador. Nesse cenário, 11,3% declararam voto branco ou nulo, e 3,6% estão indecisos.
Em confrontos com outros pré-candidatos, a vantagem de Lula é mais ampla:
- Contra Romeu Zema: 45,2% a 31,6%
- Em outro cenário com Zema: 44,4% a 32,7%
- Contra Aldo Rebelo: 45,4% a 29,1%
- Contra Renan Santos: 45% a 28,3%
Os índices de votos brancos, nulos e indecisos variam entre 15% e 18% nos diferentes cenários.
Metodologia da pesquisa
O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios, distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, entre os dias 8 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02847/2026.

Na manhã desta terça-feira (14), a Polícia Civil do Maranhão deu cumprimento a um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 43 anos, apontado por investigações como um dos executores do homicídio que vitimou o professor Marcos Vinicius dos Santos Carvalho. O crime ocorreu no dia 19 de junho de 2020, no município de Viana, na região da Baixada Maranhense.
No decorrer das investigações, foi possível identificar a participação da esposa da vítima e de um outro homem, com quem ela mantinha um relacionamento extraconjugal. Segundo as investigações, a motivação do crime estaria relacionada ao interesse na herança do professor. Ainda em novembro de 2020, a Justiça determinou a prisão preventiva dos dois envolvidos.
As diligências tiveram continuidade com o objetivo de localizar e prender o executor do crime, o que foi possível por meio de trabalho de inteligência da Polícia Civil do Maranhão.
Nesta terça-feira, equipes da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP), da Delegacia Regional de Timon, conseguiram localizar e prender o investigado no bairro Renascença, em Teresina, no Piauí.
Além do mandado de prisão preventiva pelo homicídio do professor, o homem também era alvo de outros dois mandados de prisão: um decorrente de condenação definitiva pelo crime de receptação e outro de prisão preventiva por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
A ação contou ainda com o apoio da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e do Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.
Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato ao Governo do Maranhão, tem adotado uma estratégia que chama atenção nos bastidores: a ausência de figuras notáveis da classe política em sua agenda pública.
O movimento contrasta com sua trajetória eleitoral. Em 2020, Braide chegou à prefeitura com apoio amplo de lideranças políticas, especialmente no segundo turno. Já no exercício do mandato, governou de forma isolada, sem manter a base que ajudou a elegê-lo.
Agora, na pré-campanha estadual, o padrão se repete. Braide intensifica agendas com lideranças do interior, muitas delas ainda sem convivência direta com seu estilo de gestão.
Nos bastidores, aliados e observadores apontam para um traço já conhecido: a ruptura entre o comportamento de campanha e o exercício do poder.
A avaliação é de que Braide constrói alianças no período eleitoral, mas reduz o espaço de interlocução após consolidado no cargo.
O histórico na prefeitura reforça essa leitura. Auxiliares próximos foram afastados em momentos de crise ou exposição negativa em áreas como Cultura, SMTT e Assistência Social, indicando um padrão de centralização e reação direta a desgastes administrativos.
Também pesa o distanciamento de aliados políticos que estiveram ao seu lado na eleição municipal. Nomes como Neto Evangelista, Wellington do Curso, Yglésio Moyses, Weverton Rocha e Othelino Neto integraram o campo de apoio em momentos decisivos, mas não permaneceram no entorno político do prefeito ao longo da gestão.
A leitura que se consolida é de que Braide mantém um modelo próprio de atuação: centralizador, avesso à divisão de poder e distante de acordos políticos duradouros: uma característica que a classe política Maranhão adentro ainda não conhece.

O início da pré-campanha para o Governo do Maranhão foi marcado por movimentações distintas entre os pré-candidatos nos últimos dias. Orleans Brandão (MDB) foi quem mais reuniu público em seus atos. Eduardo Braide (PSD), por outro lado, teve baixa adesão ao sair de São Luís rumo ao sul do estado.
Em Itapecuru, por exemplo, imagens que circulam nas redes mostram um esvaziado ato para recepção ao ex-prefeito de capital.
Lahesio Bonfim (Novo) mantém uma postura discreta – com foco em algumas estocadas no próprio Braide, com quem rivaliza pelos votos da direita, nas redes sociais -, e Felipe Camarão (PT) ainda demonstra indefinição em relação ao seu projeto.
Há quem já defenda que ele seja mesmo candidato a governador, mas alguns dinistas ainda acreditam em uma composição com Braide, mesmo sem um convite forma do pré-candidato do PSD – no que seria uma “suprema humilhação”, segundo Sebastião Madeira (MDB).
Orleans Brandão concentrou os primeiros 10 dias de sua pré-campanha na Ilha de São Luís. Reuniões, visitas e grandes atos públicos deram o tom do início de sua caminhada pré-eleitoral. Além disso, esteve em Colinas, onde voltou a demonstrar capacidade de mobilização popular. Entre os pré-candidatos, foi o que mais se movimentou e apresentou elementos concretos que sustentam sua condição de favorito para a disputa de outubro.
O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, decidiu atravessar o Estreito dos Mosquitos em direção ao sul do Maranhão. Na tentativa de gerar repercussão, antecipou a escolha de sua vice, a empresária Elaine dos Pneus. Ainda assim, os eventos realizados em Imperatriz, Balsas e Açailândia registraram baixa adesão, reforçando uma percepção já presente no meio político: sua limitada capilaridade fora da Grande Ilha.
Lahesio Bonfim também apresentou uma atuação discreta neste início de pré-campanha. Sua movimentação ficou mais restrita a provocações nas redes sociais, com pouca presença em agendas presenciais junto à população. Felipe Camarão, por sua vez, inicia esse período cercado de incertezas.
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