O distanciamento de Felipe Camarão do PT é cada vez mais evidente

Felipe Camarão nega declarações ofensivas contra Mical Damasceno:  “publicação criminosa” - Neto Ferreira – Conteúdo Inteligente

Apesar de ocupar um cargo estratégico no governo e carregar o rótulo de “petista”, Felipe Camarão nunca utilizou, na prática, sua influência política para prestigiar, fortalecer ou organizar o Partido dos Trabalhadores no Maranhão. O distanciamento não é recente — ele é acumulado, silencioso e hoje já incomoda setores expressivos da legenda.

Enquanto o governador Carlos Brandão abriu todos os espaços possíveis ao PT, contemplando todas as correntes internas, lideranças históricas e quadros técnicos do partido, Camarão seguiu um caminho oposto: manteve distância das principais lideranças petistas e evitou qualquer gesto concreto de construção partidária.

Nos bastidores, a crítica é recorrente: Camarão nunca foi um articulador do PT. Nunca organizou, nunca unificou, nunca mediou conflitos internos. Ao contrário, suas iniciativas políticas caminharam sempre à margem da estrutura partidária.

Um exemplo claro são os chamados “Diálogos do Maranhão”, projeto político capitaneado por Camarão. O espaço, que poderia ser um ambiente de escuta plural dentro do campo progressista, acabou sendo ocupado majoritariamente por dinistas insatisfeitos, muitos deles interessados em sequestrar a simbologia e a estrela do PT para projetos pessoais, sem compromisso orgânico com o partido.

Fontes internas do PT afirmam que Felipe Camarão está cada vez mais isolado dentro da legenda. Sua entrada no partido, vale lembrar, ocorreu às vésperas das últimas eleições, após cumprir missão política no antigo Democratas — legenda que hoje é o União Brasil. Um passado que ainda pesa.

Desde então, Camarão tenta vestir uma armadura lulista, adotando o discurso e os símbolos do presidente Lula como forma de legitimação interna. Mas, para muitos petistas, a conversão não representou no fortalecimento partidário.

O contraste é evidente: o PT está no governo Brandão, com espaço, voz e poder, enquanto Felipe Camarão segue politicamente distante do partido que diz representar. No xadrez interno da legenda, isso tem custo. E o isolamento, segundo lideranças ouvidas, tende a aumentar.

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