Ministro se vê isolado após decisões contestadas e suspeita de conflito de interesses envolvendo o escândalo do banco de Daniel Vorcaro
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), cresce a avaliação de que o ministro Dias Toffoli não deve permanecer como relator do chamado Caso Master, investigação que envolve o escândalo do ex-banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A percepção predominante em Brasília é a de que a condução do processo pelo ministro se tornou politicamente e juridicamente insustentável diante de episódios recentes, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Dois fatores principais impulsionam esse consenso. O primeiro diz respeito a uma sequência de decisões classificadas como heterodoxas tomadas por Toffoli ao longo de cerca de 50 dias à frente do caso. Parte dessas deliberações acabou sendo revista pelo próprio ministro, diante das críticas ao que foi descrito como excesso ou exotismo jurídico.
De acordo com relatos de bastidores, não há ministros do STF dispostos a defender a permanência de Toffoli como relator do caso. Diante desse cenário, passaram a ser discutidas alternativas para sua substituição. A hipótese considerada mais provável é a de que o próprio ministro solicite afastamento, alegando problemas de saúde, solução que dependeria de negociação direta e da concordância de Toffoli.

