O secretário de Estado da Agricultura Familiar do Maranhão, Bira do Pindaré, atualmente no PSB, está muito próximo de deixar a sigla e retornar ao PT, segundo fontes fidedignas do meio político. A possível saída representa mais do que uma simples troca partidária, expõe a fragilidade do PSB no estado e acende um alerta vermelho para o seu projeto eleitoral.
Bira tem uma trajetória histórica no PT. Militante desde 1988 e filiado desde 1990, deixou o partido em 2013, quando exercia mandato de deputado estadual. Doze anos depois, a reaproximação acontece em um momento estratégico, quando o ex-parlamentar vive fase de forte visibilidade e reconhecimento público à frente da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF).
Na secretaria, Bira consolidou protagonismo político com ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, tendo como vitrine a Feira Maranhense da Agricultura Familiar, iniciativa bem avaliada e que ampliou sua presença junto a movimentos sociais, produtores rurais e bases populares.
A eventual saída de Bira tende a aprofundar o esvaziamento político do PSB no Maranhão, partido presidido pela senadora Ana Paula Lobato. Mais do que perda simbólica, trata-se de um golpe direto na capacidade da legenda de atingir o coeficiente eleitoral, requisito cada vez mais difícil diante do cenário fragmentado das eleições proporcionais.
O impacto recai especialmente sobre o projeto do deputado Othelino Neto, que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal. Sem quadros competitivos e com dificuldade de agregar votos suficientes à legenda, o PSB corre o risco real de não alcançar o número mínimo necessário para eleger seus principais nome.
Figura de peso na política maranhense, Bira do Pindaré já foi deputado federal e, nos bastidores, a expectativa é que volte a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Caso confirme a filiação ao PT, o movimento não apenas fortalece a legenda no estado, como também deixa claro que o PSB enfrenta uma crise de musculatura eleitoral, dependendo cada vez mais de esforços individuais para sobreviver nas urnas.

