Ministro considera graves suspeitas sobre suposta proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia apresentar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido formal para abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, em meio a novas suspeitas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além das supostas mensagens, outro ponto tratado como sensível por Mendonça seria a informação de que Moraes teria manuseado um contrato de R$ 129 milhões entre o ex-banqueiro e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A avaliação atribuída a interlocutores do ministro é que esses elementos justificariam uma apuração formal.
Mendonça já vinha alertando Fachin sobre a existência de indícios de envolvimento direto de Moraes com Vorcaro. Nos bastidores, aliados do ministro também teriam começado a mapear os votos no Supremo em caso de apresentação do pedido de investigação.
O voto de Cármen Lúcia é tratado como incerto. Ainda conforme a coluna, embora ela e Moraes nunca tenham sido próximos, a aposta nos bastidores é que a ministra poderia votar a favor da abertura da investigação.
Também há dúvida sobre a eventual participação de Dias Toffoli em uma votação sobre o tema, diante de suspeitas de envolvimento dele com Vorcaro. Caso participe, porém, Toffoli é visto por aliados de Mendonça como um possível voto favorável à apuração contra Moraes. A avaliação citada pela CNN Brasil é que a relação de Vorcaro com o resort da família de Toffoli teria sido apenas uma transação comercial.
O caso ocorre em meio a uma disputa interna no Supremo sobre o alcance das suspeitas envolvendo Vorcaro e integrantes da Corte. Mendonça já havia pedido à Procuradoria-Geral da República informações sobre uma suposta mensagem enviada pelo ex-banqueiro a Moraes. A movimentação também acontece após reunião do diretor-geral da Polícia Federal com Fachin, em meio ao impasse envolvendo Mendonça.

