
O Othelino Neto resolveu profissionalizar o jogo e já começou a montar seu próprio “exército”. Não de protagonistas. De buchas.
O PSB, sob sua influência indireta, virou praticamente um campo de testes eleitoral. E os primeiros convocados já estão em posição de sacrifício.
Na linha de frente aparece Ricardo Rios, mais lembrado por carregar a pasta de Othelino nos tempos de presidência da Assembleia do que por protagonismo político.
Na sequência vem Marcelo Poeta. Ex-PCdoB, eleito vereador, mas já escalado para uma missão maior: candidatar-se para federal sabendo exatamente qual é o seu papel no roteiro.
E, claro, não poderia faltar o especialista. Fábio Câmara, o bucha raiz. Daqueles que entenderam cedo que o poder não está necessariamente no mandato, mas em orbitar quem manda. Mais útil nos bastidores do que nas urnas, entra em campo para cumprir função tática.
O desenho é simples: inflar a chapa, distribuir votos, abrir caminho.
A dúvida é outra.
Vai dar liga?
Porque montar time de apoio é fácil. Difícil é fazer esse elenco de coadjuvantes sustentar o peso de um projeto majoritário disfarçado de proporcional.
No fim, a pergunta que fica é direta:
E os deputados federais prometidos para João Campos, presidente nacional do partido? Vão eleger só um de novo? A tomada do partido não era para fortalece-lo? Desse jeito?

