Lula não quer Camarão governador do Maranhão

Conheça a história de Felipe Camarão - Shewton Serra

Lula não quer Felipe Camarão governador do Maranhão. Essa constatação é resultado de conversas informais durante o aniversário do PT na Bahia, em Salvador. Para definir os rumos do Maranhão está em curso, em Brasília, a estratégia no estado será conduzida por Lula e Carlos Brandão para manter o grupo coeso no Maranhão.

As conversas aconteceram à margem da programação oficial. Segundo fontes ouvidas pelo blog do Sidnei Costa, o presidente não trabalha com a hipótese de Felipe Camarão como candidato ao governo do Maranhão em 2026.

Ainda segundo essas fontes, a saída construída como alternativa para Felipe Camarão foi a disputa por uma vaga de deputado federal. Essa seria a vontade direta de Lula, apresentada como um caminho politicamente honroso. Há, porém, um empecilho supremo, em Brasília, mas não altera o fato do Palácio do Planalto não o enxergar Camarão como candidato aos Leões.

Esse diagnóstico é retirado dos diálogos informais que envolveram Edinho Silva e outros dirigentes da executiva nacional.

Segundo fontes ouvidas pelo blog do Sidnei Costa é de que o PT precisa preservar a unidade do grupo no estado e que esse consenso, hoje, não passa pelo vice-governador.

Camarão não conta com apoio interno do PT do Maranhão e tampouco com uma sinalização positiva da direção nacional para encabeçar um projeto de consenso.

A prioridade do Planalto é evitar a fragmentação do campo lulista em um estado estratégico, mesmo que isso implique conter ambições individuais.

Com a percepção de que não será candidato ao governo, Felipe Camarão passa a reorganizar seus movimentos.

Nas redes sociais, como demonstrou o blog em postagem anterior, inicia um flerte cada vez menos disfarçado com o prefeito Eduardo Braide, elogiando ações da prefeitura e defendendo a gestão municipal.

O gesto mais recente veio no tweet em que comenta a não aprovação do orçamento de São Luís, sugere que se investiga quem estaria por trás da orientação para os vereadores sem citar a falta de diálogo da Comissão de Orçamento da Câmara com técnicos da Prefeitura de São Luís.

O conteúdo do tweet dialoga diretamente com a narrativa do Palácio de La Ravardière e funciona, na prática, como uma defesa política do prefeito.

Ao assumir esse discurso, o vice-governador sinaliza que, diante do fechamento do caminho ao governo do estado, prefere implodir o PT no Maranhão e ignorar a vontade de Lula de unificar o grupo no estado.

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